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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Nunca realidade

Resultado de imagem para william bouguereau

Não imaginaste as consequências dos teus atos.
Bastava saciar-te os prazeres e ficares farto.
A visão embrutecida pelo ego
Te deixou cego.
Nunca pensastes que as lagrimas virariam ação.
Que as dores romperiam o eterno perdão.
E ameaças veladas, ditas, gritadas
Seriam enfim realizadas.
Não te digo mais nada.
Já não importa a língua falada.
Somente o olhar entre pena e compaixão
Contudo, não entendes não.
Como se vivêssemos em universos paralelos
Onde inexiste tudo que anelo.
Parto...
No momento sem saudades
Sem dor...
Sem ansiedade.
Agora sei que tudo foi sonho
Nunca realidade.

Mallika Fittipaldi - autoria.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Tola.



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Tento verdadeiramente esboçar a minha linha, meus passos.
Penso, contudo, que erro quase sempre meus traços.
Por enquanto, ainda culpo o compasso.
Esse corpo que acham meio torto, meio feio e desajeitado.

Sonho possuir a beleza de Vênus, os lábios de Cleópatra, os cabelos de Freyja.
Os encantos das ninfas, a leveza das sílfides, o som das nereidas.
Enfim, a beleza perfeita.

Ter minhas decisões inquestionáveis,
As convicções inabaláveis,
As crenças indestrutíveis,
As palavras irredutíveis.

Cada pensamento gerando perfeita criatura,
Cada sentimento para com o outro puro amor e candura,
Cada ato corporal miríade de concepção transcendental.

Retorno ao aqui e agora com todos os meus livros de história
Onde Hitler usou a palavra e destruiu milhares,
Onde guias espirituais pregam Deus Amor de forma destrutiva e contraditória,
E os homens unem-se para criarem dores, sofrimentos, pesares.

Agradeço ao corpo torto e feio não dado a realizar grandes feitos.
A mente lerda e vagarosa para a resposta fria, amarga e dura.
E o coração mole para todo e qualquer tipo de criatura.

Deixe-me ser tola ao olhar do mundo.
Pois, durante á noite não são meus sonhos feios e imundos.
Descansa minha alma sobre minhas tolices.
Adoçando-se no mel que brota daquilo que muitos chamam de idiotice.

Mallika Fittipaldi. Autoria.





terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Finges.


Finges.

Finges que não vê

Essa mão estendida

Que te implora

Uma esmola pequena ou grande

Para aplacar sua fome.

Finges que não ouves

O choro

O grito

O soluço.

Finges que não sentes

O amor ausente

O ar demente

Do irmão carente.

Finges que não te tocam

As lágrimas que escorrem

Os lábios que tremem

Os olhos que imploram.

Finges, tanto, há tanto tempo.

Que já não sabes o que sentes

Ou se algo sentes

Pelos outros entes.