
Saudades das grandes saias rodadas e rendadas,
Do colo das senhoras a mostra e amostradas,
Das luvas finas, alvas, transparentes e bordadas
Do barulho atraente das mil usadas anáguas.
Do piano de cauda, tocado no salão com maestria,
No silencio respeitoso que então se fazia,
Onde todos se embebedavam de música e poesia,
Que a mente e alma por completo preenchiam.
Como não sentir saudades de belo passado,
Mesmo sem saber se verdadeiro é o lembrado,
Mas, se sonho for, sofro por ter terminado.
Poderiam ter estancado todos os relógios, parado o tempo.
Como numa pintura antiga, romanesca, instante perfeito,
Na verdade, sei não é sonho... é de outra vida que lembro.
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