
Eu sou como a aranha na teia.
Que espera companhia.
Que aguarda o tremor das linhas
Ficando feliz ao senti-lo.
Correndo com suas patas peludas
Entre os riscos geométricos do que teceu.
Sem errar um passo.
Equilibrando-se precisamente em cada linha.
Esperando encontrar o tolo que se enredou na sua artimanha.
Que se prendeu ao seu encanto quase invisível.
E lá está ele.
Preso.
Debatendo-se.
Tentando a liberdade.
Tarde demais.
Encontra-se emaranhado.
Temeroso e orgulhoso.
Não pede ajuda.
Eu o pego, o mimo, dou-lhe prazer.
E o aniquilo.
Eu sou o vício.
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