
Toma minhas mãos.
Coloca-as entre as Tuas.
Deixa-me sentir tuas cicatrizes.
Dolorosamente nuas.
Permite-me pentear teus cabelos.
Lavá-los com minhas lágrimas.
Retirando o sangue desse lúgubre cortejo.
Consente que limpe teu tronco.
Libertando-o de velhas feridas.
Tratando-o.
Autoriza que fique aos teus pés.
Beije com ardor fiel.
Vossas chagas.
Embriagando-me com teu amor então possa voltar à velha casa
Que me espera rodopiando no espaço
Azul como teus olhos.
Dura como meu coração.
Que te pede, todos os dias, perdão.
Por ter estado lá.
Nada ter tentando ou feito.
Em tua crucificação.
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