
Ser abandonado.
Pelas ruas cheias de amargura.
A armadura de homem enferrujada.
Pelas lágrimas derramadas.
O orvalho das madrugadas.
A chuva, a tempestade.
Oh! Vida quem diria.
Lançaria-me a sarjeta.
Eu um homem.
Dono de si mesmo.
Dono de meu destino.
Hoje sem orgulho.
Sem aparato.
Sem melindres.
Retirando pouco a pouco a armadura.
Do orgulho.
Do egoísmo.
Do egocentrismo.
Do poder.
A cada peça retirada carne maltratada.
Sangue a escorrer.
Feridas e pus.
Que limpam profundamente a alma.
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