
Meu amigo, meu irmão.
Não te aborreças comigo,
Quando te digo: vás.
Corre atrás do teu sonho.
Não deixes ficar para trás,
Em pleno abandono
Teu castelo de areia
Para o mar desmantelar.
Carrega-o contigo, junto ao peito.
Para nunca dele se separar.
É teu sonho de criança
Teu projeto de menino grande
Teu trabalho de homem.
Vás.
Não te esqueças nunca
Que sonhos infantis são bênçãos
Na realidade fria e soturna do asfalto
Na vida de quem deixou de ser criança.
Montar teu castelo onde passares
Deixando a lembrança dele ficar
Para que outros acompanhem teus passos.
De meninice e doçura.
Mesmo no remate da vida.
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