
As luzes das ruas acessa saúdam a noite que chega.
As pessoas com pressa retornam aos seus lares.
Em rostos cansados me espelho.
Em gestos abusados e nervosos me reflito.
Não há paz.
Coletivos cheios, apertados e mal cheirosos.
Pessoas que falam alto.
Pessoas que reclamam da vida.
Pessoas, solitárias, que contam suas vidas a um desconhecido.
Crianças de colo choram.
Mulheres grávidas buscam um local para sentarem.
Ninguém lhes cedem o canto.
Como se fosse um território conquistado lá permanecem impassíveis.
Parecendo não ver o doloroso estado de cansaço da gestante.
Senhoras de idade agarram-se aos ferros como papagaios em árvores,
Com medo de sofrerem quedas.
Quem sabe quebrar o fémur ou a bacia?
O cobrador não sorrir e mal fala quando algo lhe perguntam.
O calor torna-se insuportável.
Lembra-me o aquecimento global.
Lamentavelmente esse coletivo lembra-me o mundo.
Como agem as pessoas.
Voltadas para seus próprios umbigos,
Criam muros, muralhas e fortalezas.
Para se separarem dos seus iguais.
Um comentário:
Malika, visito sempre teu espaço e nem sempre com tempo para comentar todas as postagens mas, hoje não poderia sair daqui sem deixar uma palavra... "APLAUSOSSS"
Lindo o que você compartilhou!
Adoreiiiiiiiiiiiiii! Grande abraço!
Postar um comentário