
Sabes bem o que te espera.
Uma colheita maldita.
Que plantasse a cada dia,
Todos os dias da tua vida
Com teu ódio ao diferente:
Ao negro,
Ao hispânico,
A prostituta,
Ao gay.
Ao deficiente.
Sabes bem o que te espera?
O retorno de cada ação.
À volta como reação.
De toda maldade empregada.
Para ferir,
Para machucar,
Para humilhar,
Para desonrar,
Usar e jogar fora.
Os que pela tua vida passaram
E eram diferentes.
Teu medo te custará caro.
Teu receio e tuas ações
Virão as tuas portas.
E não poderás fugir deles.
Pensas
Se o Pai Altíssimo recolhe no seio todos os filhos.
Todos diferentes e únicos.
Por que tu não aceitas e abraças
Aqueles de outras nações.
De outras cores.
De outras opções.
Modificando tua semeadura.
Modificarás teu coração.
E tua colheita será bendita então.
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