domingo, 10 de maio de 2009

O ser que sou

O ser que sou

Paciência infindável

Bondade inabalável

Fé viva

Crença forte

Ajuda a caminho

Carinho

A que não julga

Beleza pura

Cristalinos olhos d’alma

Perfeição

Como fui criada

Imaculada

Branca, alma brilhante

Em meio aos nossos dejetos repugnantes

Ódio, desprezo, orgulho, egoísmo

Passar incólume por isso

E ser o que sou

Puro espírito radiante.


sábado, 9 de maio de 2009

Em minha maturidade

Em minha maturidade

Em cada ruga ganha na vida

Em cada cicatriz

Nas mãos que ressecaram

Envelheceram riscadas por azuis rios de sangue

Tremulando mais e mais a cada dia.

Nos olhos baços

Cansados

Quase fechado pelo peso das pálpebras

Que se apertam frente à luz.

No corpo frágil

Flácido, de músculos semimortos

Alquebrados pelo tempo

Lento, lerdo, em quase intermináveis gestos.

Nas pernas cansadas

Dos caminhos da vida

Das grandes subidas

Das íngremes montanhas.

Na minha maturidade

Na minha velhice

No coração senil

Sobrevive um anjo criança

Que se espanta a cada nascer do Sol

Encanta-se com as grandes Luas amarelas

Arrebata-se em noites cheias de estrelas

Treme ao som dos ventos

E crer firmemente em fadas, duendes, gnomos

E no Grande Espírito que tudo permeia.

E torna anciã plena de contentamento de poder participa

Do show da vida.




sexta-feira, 8 de maio de 2009

Se o mundo fosse uma bola

Se o mundo fosse uma bola

Rodaria o mesmo sem parar,

Para que as pessoas que cá estão

Ficassem tontas de montão.

Embaralhassem suas idéias.

Perdessem as mais pesadas.

Que lhe escorreriam pelos ouvidos.

Por um tempo ficariam caladas.

Sem saber o que falar.

Sem perceber o certo ou errado

Sem querer vantagens levar.

Ficariam as idéias simples.

De amar, cuidar, tratar.

A certeza de que dando só há a ganhar.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Por um fio.

Por um fio.

Há em mim e em ti, um fino, tênue, quase invisível fio de esperança

Que segura uma parte da teia da vida

Que espero não rompa nas tempestades

Não quebre frente às forças contrárias

Que brilhe pela manhã com o Sol e o orvalho.

Um fino, tênue, quase invisível fio de vida

Que sustenta os que estão no desalento

Os que peregrinam pelas estradas sem destinos

Que se perderam em suas mentes

Que não se reconhecem.

Um fino, tênue, quase invisível fio de vida

Que segura à mão posta a agredir

A boca pronta a gritar

Que baixar a arma antes de disparar.

Um fino, tênue, quase invisível fio, tão frágil

Que acalenta o amor ao diferente

Que ensina a respeitar os que te agridem

Que te leva a calma e tranqüilidade meio a tempestade.

Um fio, tênue, quase invisível

Manipulado por Deus

Para iluminar sua criação.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Não importa.

Não importa.

Não importa teu abraço frio.

Mãos esquálidas sobre meus ombros.

Sombra negra sobre os meus olhos.

Teu riso de escárnio.

Minha única certeza.

É que realmente não existes.


Não importa.

Que me leves pelas brunas do esquecimento.

Feche-me as portas dessa vida.

Não, não importa.

Dói-me, entretanto a saudade que deixo.

A saudade que levo.

As lágrimas que insistentemente se revelam.

Em olhares tristes e maculados.

Pelo falso sentimento de perda irreparável.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Espelho ou eu?


Máscaras.

Na ânsia da vida me ponho

Em busca da tal felicidade

Corro.

Querendo alegria

Disponho-me

A ser o que não sou.

A ser outro que não conheço.

A ser alguém que desconheço.

Para ser amado, aceito, com respeito.

Troco máscaras variadas

Pernas e braços que não são meus.

Palavras que falo e não digo.

Para ter um amigo.

Um amor, um aconchego.

Só quando olho no espelho

Vejo um ser interessante.

Parece um quebra-cabeça

E me vem à mente nesse instante

Que aquela peça sou eu.




segunda-feira, 4 de maio de 2009

Todas as possibilidades



Todas as probabilidades

Todos os caminhos

Todas as encruzilhadas

Todas as escolhas

Todas as ações

Todas as negações

Todas as suposições

Todas as tentações

Todas as quedas

Todas retomadas

Todas as dores

Todas as alegrias

Todas as agonias

Todas as romarias

Todas e tudo valem a pena

Para sentir

A Ti.


domingo, 3 de maio de 2009

Ah! Meu coração por que insistes?

Ah! Meu coração por que insistes?

Tanto tempo que buscas.

Que procuras um sentido.

Que cismastes que esse é o amor.

Que s desses a tantos.

E mais, e mais a outros.

Que te abristes para o mundo.

Que fosses então pisoteado, machucado, abandonado.

No entanto, continuas e não paras

Teu frenesi da mente te separa

E vives sangrando de agonia

Por em cada vida está só

Sem companhia.

Alienado da vida comum

Alquebrado pelos teus esforços

De amar sem ser amado

De tua resistência insana

Pela qual tua choras e sangras

Mas, não desistes da busca da felicidade.

sábado, 2 de maio de 2009

Cantem

Cantem!

Cantem!

A glória do Senhor!

Cantem o Sol que nasce

As nuvens vermelhas no céu rasgado

O voou das gaivotas

A paz do silêncio

O grito de alegria

A beleza infinita de tudo

O sorriso, o riso, o gargalhar

Olhos que brilham

Presentes que chegam

Pessoas que partem rumo ao futuro

Pessoas que aguardam esperançosas

Homens que amam

Mulheres que dão a luz

Cantem!

Cantem!

A glória do Senhor!

Em todo o seu esplendor!

Em cada criatura!

Em seu coração!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Nosso amor...


Nosso amor é diferente

Estranho, alheio, curioso.

Não aceito.

Não compreendido.

Enrustido, escondido, ocultado, ignorado.

Reprimido, repreendido, retalhado.

Nosso amor é diferente.

Não na cor,

No sabor,

Na alegria,

Ou na dor.

Nosso amor é diferente.

Do que os outros esperam, acham, desejam.

Mas, é amor.

Como todo amor que flui na vida.

Esperança,

Paz,

Alegria,

Contentamento,

Júbilo.

Nosso amor é diferente.

Mas, existe,

Resiste e insiste.

Em ser amor.

Como todo amor que sente.

Qualquer tipo de gente.