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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Almas umbralinas.


 

Almas umbralinas.

Em desespero choram, clamam, agitam-se
As almas umbralinas.
Não há luz para seus olhos,
Não há luz.
Tateiam em breu indescritível,
Em meio a lodo, lamaçal, atoleiro,
Suas vestes, que não são panos, rotas,
Seus rostos já não humanos
Assustam.
Vagueiam perdidas em seus pensamentos,
Outros em sentimentos de tormentos
É o umbral.
O poço.
Onde ainda intentam esconder seus desacertos
E a pleno pulmões berram:
Por que eu Senhor?
Que fiz para merecer esse martírio?
E olvidando, negando, recusando reconhecer seus erros
Seguem em caça de alivio para seus sofrimentos.
Numa busca vã e tormentosa
Sem Deus no coração ou no pensamento.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

De um para outro.

De um para outro.

Da morte todos escapam

Da passagem não.

No vazio, silencioso do limbo nada existe

Nas diversas moradas do Pai a vida pulula.

Nas grutas infernais, no abismo, no umbral abre-se o caminho de passagem

Para paisagens de belezas impares.

Da dor, do desespero, da loucura, do mal

Nasce o arrependimento.

Que eleva a alma do lodo fétido da consciência intranqüila

A Paz Divina do Celeste Pai.