
É teu semblante sereno e branco
Que acalentou e acalenta
Tantos e tantos sonhos.
Soprados ao vento,
Feito prece,
Canto ou encanto.
E tu soberana da noite,
Ciclicamente renovada,
Escutas pacientes minhas lamúrias.
Meus lamentos ensimesmados,
Eu em mim concentrado,
Absorto em minha alma chorosa.
Qual mãe prestativa e presente
Surge sempre quase mesma hora
E eu sei que poderei contar contigo
Contando minhas histórias,
Enquanto fitas, calada e comovida
As minhas chagas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário