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Saudades do que não tive.
Das grandes montanhas
Banhadas de neve o topo.
Os vestidos verdes e vermelhos.
Os tamancos de madeiras.
O canto lírico nas ruas e prados.
O pão de forno
A torta de maça exposta à janela.
O frio matinal cercado de brumas.
O chalé sobre os ombros.
O andar sobre as pedras nuas e lisas das ruas.
O mercado, o peixeiro, o açougueiro, o vendedor de quinquilharias.
A ida a costureira anualmente.
As missas matutinas.
Os sermões intermináveis no latim incompreensível para mim.
Os olhares trocados entre moças e rapazes rubros.
A pele branca de bochechas rosadas.
A neve no natal.
A lama que a seguia.
Os sonhos com um príncipe.
Um marido comum.
Filhos alegres.
Velhice com a família.
Frente a uma janela que me mostrava o mundo.
Um mundo verde e dourado do trigo.
Com montanhas pontiagudas apontadas para o céu.
Partida tranqüila.
Saudades do que não tive?
Um comentário:
Legal gostei!
Também tenho saudades de muitos
acontecimentos em minha vida que nunca voltara mais.
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