
Olhos de gato no céu.
Por cima dos telhados vermelhos.
Olho da Lua a olhar o gato.
Que olha as estrelas como se fossem pingos de leite.
E quer bebê-las.
Mia o gato e inicia a cantoria.
Mil e um gatos respondem.
De lugares impensados.
Inicia-se a opera gatuna.
E a Lua ri e ri.
Uma estrela mais ousada.
Ousa se mexer no céu como quem cai.
E o gato eriça a cauda.
Levanta a pata para pegá-la.
Como se o céu estive ali...A altura das suas patas.
Somos gatos olhando estrelas.
Imaginado um céu para nossa alma.
Ri a Lua da nossa asnice.
Porque o nosso paraíso não está acima de nós.
Está dentro de nós.
Em nossa consciência.
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