
Que busca e não encontras?
Que procuras em tantos locais e não achas?
Que tortura te levar a lugares tão distantes?
Que tormentos de arrebata a paz da alma?
Que lamentos soam aos teus ouvidos?
Que sinistro sonho de arrebata da tua casa?
Que instinto de afasta dos teus amores?
Que ilusão de destrói a realidade?
Que missões te deram nessa vida?
Quando enfim cansarás dessa procura?
E descansara velho e exausto ao tronco de árvore?
E estarás depauperado para prosseguir.
E teus pés já não darão passos.
E tuas pernas não segurarão o peso do teu corpo.
E teus braços inertes penderão dos teus ombros.
E teu rosto se encostará ao velho tronco.
Os teus olhos ficarão opacos.
O teu sorriso será um esgar.
Do canto da tua boca massa espumante.
Os cabelos ralos a bailar no vento.
E a morte te chegará.
E nesse momento uma voz indagará?
Meu filho me procurastes tanto.
Em tantos lugares.
Lugares claros e escuros.
Em florestas, montanhas e mares.
Bastava para me encontras.
Para tua alma olhar.
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