quarta-feira, 13 de abril de 2011

Faça.



Fazer alguma coisa.



É o primeiro passo para em teu próprio beneficio.



Se sentes a solidão busca companhia.



Não conheces a ninguém?



Engaje-se num projeto social.



Conhecerá pessoas.



Ajudarás tantas outras.



Tornará-se útil.



Foram-te os filhos em busca da vida própria.



Torna-te amigo de uma escola.



Conta história para criançada.



Crias brincadeiras nas horas dos intervalos.



Toma conta dos teus netos.



Tens medo do mundo.



Saí só pela manhã ou à tarde.



Participa de qualquer grupo de atividade física.



Não gostas de sair.



Lê um bom livro.



Vai ao teu templo religioso.



Bordas enxovais para crianças carentes.



Fazes fraldas.



Quem sabe entras num grupo de dança de salão.



Já não te auxilia o corpo.



Escreves poesias, tuas lembranças, fazes amizades pela rede.



Está prostrada a uma cama, sem movimento, com dores, sem enxergares.



Ora a Deus para ele te dá o consolo, findar teu sofrimento, tens fé.



Sempre a algo a se fazer...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Só anjos.

Só anjos, anjos de cores nunca por mim vistas.



Só anjos e luz preenchiam minha vista.



Anjos sorridentes, cantadores, artistas.



Anjos dos ventos, das calmarias.



Anjos das montanhas, das pradarias.



Dos mares e dos precipícios.



Das florestas e das savanas.



Anjos em alegria profunda banhados em luz intensa.



Anjos banhados em amor eterno.



Anjos sem erros sem defeitos.



Anjos que só ordens esperam.



Anjos felizes que obedecem ao Criador.



Anjos divinos de amor.



Só anjos...



Só anjos em forma de anjos.



Com asas longilíneas e prateadas.



Que nada falavam e tudo diziam.



Anjos que traziam amor.



Numa reunião de anjos aos pés do Senhor.



Em visão de esplendor.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Angelu de além-mar.

Estás do outro lado do mundo.



Mas, é como se pudesse vê-la.



Com cabelos finos e loiros.



E um sorriso que puxa, um pouco, para um canto da boca.



Olhos de quem sofreu e nem sabe porquê.



Um coração delicado e magoado.



Um alguém que pos nas mãos alheias sua felicidade.



Alguém de sola de pés finas.



De mãos delicadas.



De perfume doce suave.



De uma voz profunda, sutil e silenciosa.



De lágrimas que teimam em correr em horas tão inoportunas.



Alguém que abraça com medo a todos.



Menos a sua cria.



Alguém que se sente abandonada, só, eternamente só.



Que não reconhece sua própria luz.



Que não sabe valoriza suas conquistas.



E se acha frágil como um dente de leão.



Quando é uma leoa a proteger seu filho.



Alguém que é para ser muito amada.



Pois, tem no peito uma luz muito bela.



Que teima em esconder.



Nem sei bem por que.



Brilha estrela portuguesa.



Pois, teus olhos são lamparinas celestes.



Teu ventre abençoado.



Tuas mãos criadoras de bênçãos.



Ele nos disse: sois deuses.



És deusa.



Encontra tua deusa e tua força.



Ela não está aqui, não está cá.



Está contigo.



Na esperança que teimas em guarda.



Na caixa de Pandora.

(para minha amiga portuguesa E.R.)

domingo, 10 de abril de 2011

O corpo.


o corpo.


O toque do coração.



O ritmo compassado da respiração nos pulmões.



O som do sangue a correr nas veias e artérias.



Os gases que se movimentam no corpo.



O movimento dos intestinos.



As contrações anais.



O descarregar da bexiga.



Os fluidos musculares.



A saliva que higiêniza a boca.



Os dentes que se entrechocam.



A garganta que resseca e umedece.



As lágrimas guardadas para as emergências.



O movimento dos membros.



O estalar dos ossos.



A luz no cérebro.



A imagem na retina.



Milhões de corpúsculo no corpo.



Um mini universo.



Com um mini tempo de existência.



Feito para experiências na vida da carne.



E ser entregue no momento certo ao seio da mãe Terra.



Cada elemento ao seu elemento.



E a alma ao julgamento de sua consciência.

domingo, 27 de março de 2011

A rosa.



Foi a mais bela rosa vista.

Retiraram-na imediatamente do convívio do jardim.

Separaram-na de suas irmãs não tão ditosas.

Colocaram-na numa redoma de vidro para que não sofresse o abalo dos ventos.

A temperatura era controlada para não lhe fragilizar as pétalas.

E foi a mais bela rosa de todos os tempos.

Sem nenhuma imperfeição.

Viveu o tempo que as rosas vivem.

Amarelou.

Murchou.

Morreu.

Como tudo morre ao seu tempo.

E foi lançada a terra.

Contudo, não viveu.

Não viveu o conviver com suas irmãs.

Não sentiu o perfume de outras rosas.

Não lhes ouviu o burburinho.

Não foi fecundada, não amou.

Não foi acariciada pelos ventos.

Não sentiu a chuva.

Nem o calor do Sol.

Era só mais uma filha da Terra.

Que deveria ter tido liberdade.

Mas, o medo de que fosse ferida e magoada.

Fez com que vivesse seu tempo numa redoma de vidro.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ser feliz é...

Dizem que ser feliz é:

Ver o por do Sol.

O multicolorido das nuvens nesse momento.

As flores abertas num grande jardim.

O rosto da pessoa amada.

O sorriso dos filhos.

Mas, o cego que nada disso vê, também é feliz.



Dizem que ser feliz é:

Pode caminhar ao amanhecer na praia.

É viajar pelo mundo.

É escolher seus caminhos.

E correr pela beira mar.

Mas, há quem não tem pernas, e também é feliz.



Dizem que ser feliz é:

Poder viajar pelo mundo.

Ter uma bela casa.

As melhores roupas.

Belas jóias.

O carro mais badalado do mundo.

Mas, quem é pobre também é feliz.



Dizem que ser feliz é:

Poder ouvir o louvar a Deus em cantos.

E ouvir o assovio do vento nos campos.

O trinar dos pássaros.

Curtir o som da chuva na janela.

Mas, quem é surdo também é feliz.



Dizem que ser feliz é:

Ter um grande amor.

Uma família unida.

Muitos amigos.

Muitas pessoas ao seu redor.

Mas, a o que escolher viver longe de tudo isso, para servir, e é feliz.



Fica então a pergunta o que te faz feliz irmão?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Esperança.


 


Há! Se fosse de novo criança.

Pegaria carona numa pipa gigante.



Atravessaria as nuvens.



E chegaria ao céu.



Pediria a São Pedro para entrar um pouco.



E falar com Deus.



E ele abriria os pesados portões.



Cobertos de nuvens brancas.



E me levaria a presença do Chefe.



Na sua frente dentro do bolso de menino.



Retiraria uma esperança de longas asas verdes e pernas compridas.



Pediria a Ele que enchesse o mundo de esperanças.



Para que não houvesse tanto choro.



Tanta tristeza.



E sim, a certeza de que amanhã o céu seria mais azul.



E a vida mais leve.





(obs: esperança espécie de gafanhoto completamente verde)

sábado, 19 de março de 2011

Quem lança...

Quem lança...



Quem lança, lança algo, em busca de alguma coisa.



Quem lança a rede ao mar busca apanhar o peixe.



Quem lança solidariedade busca auxiliar ao próximo.



Quem lança amizade busca companhia.



Quem lança sinceridade busca verdade.



Quem lança trabalho busca vitórias.



Quem lança boas palavras busca ensinar bons conselhos.



Quem lança boa vontade busca ajudar quem precisa.



Quem lança paz busca harmonia.



Quem lança amor busca a Luz do Criador.



Quem lança, lança algo, em busca de alguma coisa.



Quem lança a rede ao mar busca apanhar o peixe.



Quem lança egoísmo recolhe solidão.



Quem lança inimizade recolhe inimigo.



Quem lança mentira recolhe ilusão.



Quem lança ócio recolhe pobreza.



Quem lança discórdia recolhe batalhas.



Quem lança má vontade recolhe desamparo.



Quem lança luta recolhe a guerra.



Quem lança ódio recolhe as suas próprias sombras.



Cabe a cada um escolher o que lançar.



Mas, a cada um caberá o que colher em sua rede.



Somos responsáveis pelas nossas “pescas” na vida.



Não adianta apontar outros como culpados dos resultados dos nossos atos.



Pois, é através deles que aprendemos a diferenciar:



O que nos torna humano ou feras em forma de homens.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Levanta-te.


Levanta-te.



Dê-me tua mão e te levanta.



Ouve meu apelo e te levanta.



Escuta meu chamado e te levanta.



Não te deixes abalar pela dor e te levanta.



Não poderá ficar ai pela eternidade, te levanta.



A vida continua a ocorrer, te levanta.



A luz do Sol renasceu em novo dia, te levanta.



As pessoas, apesar de... Caminham, te levanta.



Na tua dor, há dor maior que a tua, te levanta.



Não te amofina pelo que te machuca, te levanta.



Não te entregas a derrota, te levanta.



Se sentes o aguilhão da desilusão, te inspira, e te levanta.



Deus não te criou para desistires.



Mas, para seres um guerreiro de luz.



A iluminar aqueles que estão em maior escuridão que a tua.



Levanta-te


































segunda-feira, 14 de março de 2011

Perene Paz?

Nesse mundo não há paz perene.



Pois tudo muda.



Não há paz na beleza.



Pois ela finda.



Não há paz na riqueza.



Pois ela acaba.



Não há paz na saúde.



Pois ela se esvai.



Não há paz na paixão.



Pois ela machuca.



Não há paz na maternidade.



Pois ela preocupa.



Não há paz no sucesso.



Pois ele passa.



Não há paz na vida.



Pois ela fenece.



Não há paz nas idéias.



Pois elas mudam.



Não há paz no vicio.



Pois ele destrói.



Não há paz na felicidade.



Pois ela se extingue.



Não há paz no amor.



Porque ele se modifica.



A única paz possível.



É a união com o eterno.



Com a bem aventurança.



Com a nossa elevação.



Ao mundo dos espíritos puros.



Em serviço a Deus e a sua criação.