domingo, 18 de julho de 2010

Pequeno irmão azul.

Pequeno irmão azul.

Que te esconde nas folhas.

Nunca te vejo.

Mas, sei que aí estás.

Pequeno irmão azul.

Por debaixo da raiz.

Da raiz frouxa.

Da grossa raiz do baobá.

Não me temas,

Não hei de te machucar.

Pequeno irmão azul.

Criatura de Deus.

Como eu a caminhar.

Em busca da felicidade.

Da eternidade.

Da Luz sem par.

Pequeno irmão azul.

Que não paras de trabalhar.

Agradeço-te o esforço da natureza curar.

Enquanto nós humanos.

A destruímos sem cessar.

Mas, hoje meu irmãozinho.

Felizes podemos ficar.

Porque entre eu e tu um segredo vou contar.

Penso que ainda não sabes, então vamos lá.

Existem milhões de humanos a se preocupar.

Com nossa casa no universo.

Com nossa mãe Terra.

Com as águas doces e salgadas.

Com o ar.

Para que nosso planeta não feneça, não morra, não pereça.

E continue no Universo a girar


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sonho.

Sonho.

No manto negro da abobada.

Penduradas gotas piscantes.

Batem asas pequenos e gigantes.

Seres alados que nem conheço os nomes.

Em bolas coloridas pelos campos

Infinito do Infinito que cria.

Habita uma humanidade que nem se desconfia.

Os olhos dos dragões seguem os globos dançantes.

E veículos estranhos e inimagináveis entre eles lançam fogo.

Borboletas azuis e prodigiosas vagueiam em florestas gigantesca.

Em casas muitas do Senhor tão longe da nossa pequena choupana.

Estendo minhas lentes ao alto quando escuro.

E sonho com todos esses mundos.

Esperando um dia quem sabe.

Criar asas de libélula.

Perder pulmões.

Ganhar corpo de titânio.

E voar para o alto.

Em busca de visões.

Visões que nunca me serão sonhos estranhos.

Pois o mais estranho dos Senhores.

Há tento tempo avisou.

Que na casa do seu Pai há tantas moradas.

Que minha curiosidade ampliou


domingo, 11 de julho de 2010

Passos.


A cada passo que dou


Assumo luta dantesca.


Inflijo-me dores mil.


Sinto na alma e na carne a dor de quem pariu.



A cada passo que dou na busca de me conhecer.


Revelo triste espetáculo.


De sombras em lutas titãs.


Que me fazem emudecer.



A cada passo que dou.


Para iluminar minha consciência.


Sinto do Pai ausência.


Que em mim se manifestou.



A cada passo que dou.


Para refinar o meu eu.


Percebo quantos erros já se deu.


Quantos erros meus.



A cada passo que dou.


Para crescer como ser.


Sinto que perco algo meu.


Em troca que ganho eu?



A cada passo que dou.


Retiro da alma um pecado.


Um erro enraizado.


Preencho-me de amor.


sábado, 10 de julho de 2010

Pão.

Pão.

Peço o mínimo, peço pão.

Peço alimentação.

Não te peço mais nada não.

Peço que me atendas a fome.

Que não me repila o queixume.

Que alimente meu corpo.

É só um pão.

Custa tão pouco.

Uma moeda do seu bolso.

Ameniza tua consciência.

Atina providência.

Dá-me um pão.

Que te custa

O teu trabalho em saciar minha fome.

Não te peço a alma só um pão.

Vem irmão, concede-me o pão.

Não se esqueças de mim não.

Parado a sua porta, mãos postas.

Só desejo um pão.

Tu os tens.

Divides comigo e outros então.

Não guardes para si tantos pães.

Tantos fome têm.

Alimenta-nos irmão.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

De que lhe vale?


De que lhe vale o castelo de ouro.


Se a liberdade não possui?



De que lhe vale a veste de veludo e púrpura,


Se teu corpo fenece ao tempo?



De que lhe vale todo conhecimento,


Se não o usa na construção do bem?



De que lhe fale o dom da oratória,


Se não o usa na construção de elevados ideais?



De que lhe vale tanta beleza,


Que um dia acabará no túmulo?



De que lhe vale tanto poder;


Se não o usar em beneficio alheio?



O homem não vale pelo que tem.


Mas sim, pelo que é.



A felicidade não está fora de nós.


Ela é um sentimento interno de plenitude.



Obtida por uma consciência em paz consigo mesmo.


E mãos que trabalham para a construção de uma melhor realidade para todos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Viver em enganos.


Como prover de felicidade

Os solitários... Que não buscam companhia,

Os carrancudos... Que não abrem sequer um sorriso,

Os hipócritas... Que não desejam saber sua própria verdade,

Os tiranos... Que não compreende a solicitude,

Os avarentos... Que não desejam compartilhar,

Os cruéis... Que fogem da bondade,

Os inescrupulosos... Que ojerizam a honestidade,

Os poderosos... Que se deleitam com seus desmandos.

E tantos, e tantos outros

Que vivem em seus enganos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Medo de sonhar

Medo de sonhar

Todos os sonhos que sonhei e esqueci.

Repentinamente eles retornaram

Impiedosos cobrando-me

Por que não nos realizastes?

Traríamos cores aos teus olhos

Magia ao teu olhar, e

Sinfonia divina aos teus ouvidos,

Musica celeste criaria para encantar o mundo.

Estarias acompanhada dos devas,

Dos pequenos seres brincantes e alegres,

Que te fariam surgir o riso fácil, como os das crianças.

Criarias máquinas que poderiam salvar vidas,

Objetos de conforto e consolo.

Mas, desiste-se de nós...

Pelo teu medo de falhar, de errar, de ser ridículo.

Tornando-se mais um nas fileiras da mediocridade humana.


domingo, 4 de julho de 2010

Que acontece?

Que acontece?

São as horas que passam lentas

Ou sou eu quem lerdo pensa?

Por que hoje a noite é tão longa

E não consigo dormir?

Tudo parece tão distante

Ou serão meus passos vagarosos?

Não existem mais pássaros

Ou meus ouvidos negam-me o som de suas canções?

Pareço por acaso invisível

Ou são os outros que não olham para mim?

Se então já não faço parte deste confuso mundo

Que outro mundo existirá para mim?