sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mundo astral.


Que sonhos procuro nas noites.



Que sonhos busco e não encontro.



Por que durmo ao fechar os olhos e nada vejo.



Quero o mundo dos sonhos penetrar.



Com a consciência alerta, sentir, ouvir, pensar.



Quero falar com quem estiver lá.



Vê as fadas que povoam o lugar.



Seus leves risos. Suas luzes. Suas brincadeiras, seus encantos.



Quero sentir o bater das asas dos elfos.



E sua desconfiança desse estranho.



Quero ao longe ver os trasgos, os ogros, os diabretes.



Quero poder voar como os anjos.



Sem asas, sem limites.



Ir ao fundo dos despenhadeiros.



Quero falar com os mortos.



E sentados em relva fresca e verde aprender sobre o que vem depois,



Quero visitar as grandes bibliotecas.



Os parques floridos de flores que nunca vi.



Quero ver neste mundo o que quase ninguém mais vê.



E se o desejo é a mola que move o universo.



Que o universo ouça o meu desejo.



E me leve a esse paraíso e inferno.



Para que eu aprenda.



Para que eu ajude.



Para ser ajudado.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Entrego a ti.



Entrego a Ti.



Há tantas dúvidas quanto o que resolver.



Tantas dificuldades em decidir.



Tantas variantes a serem pensadas.



Tantas indagações a serem respondidas.



Tantos cálculos a serem feitos.



Tanta hesitação em tomar a decisão.



Tanta vacilação com medo de errar.



Tanta desconfiança em frente ao que escolher.



Tanta indecisão qual caminho tomar.



Quanta incerteza frente aos resultados após nossas decisões.



Tantas variantes imprevisíveis.



Que ficamos a mercê de montanhas de pensamentos dúbios.



E nessa hora Pai entrego a Ti.



Pois, o que mandares será o melhor.



Talvez o que eu não espere.



Talvez o que eu não deseje.



Mas, com certeza.



O melhor.



Para o meu crescimento espiritual.



Razão da minha estada neste orbe.



Obrigada.
 

domingo, 15 de maio de 2011

Um outro dia.

Um outro dia.



Não me peças perdão.



Nada tenho que perdoar.



Se hoje me feres com teu olhar de desprezo.



Com tuas palavras ferinas.



Com tua frieza.



Com teu desamor.



Com tua má vontade.



Com tua pouca amizade.



Com tua desonestidade.



Com o mal pagando pelo bem que te fiz.



Com a maledicência.



Com a humilhação.



E de mim não te apartas.



Deve existir num tempo longínquo.



Uma explicação para tanto ódio e rancor.



Quem sabe não fui eu quem plantou essa semente.



E hoje colho meus frutos amargos.



Contudo, olho-te como meu irmão de passagem.



Como alguém a quem algo devo mesmo sem saber o que.



Então, irmão perdoa minha existência junta a tua.



E no momento que quiseres pede pela tua libertação.



E irei por outros caminhos



Não te esquecerei. Serás sempre amado.



Pois, reconheço meus erros do passado.



Vê se me esqueces agora.



Quem sabe noutro momento nos encontramos.



E criamos uma outra história.



Dessa vez bela e meritória de amor.

sábado, 14 de maio de 2011

Resposta em Deus.




Resposta em Deus.


Como teu olhar se perde pensativo.
Na imensidão infinita.
No silêncio profundo donde veio a vida.

Quando estás a pensar como gostaria de estar lá.
Seus olhos se perdem num mar de questões.
Sem respostas.

Não há como compreender.
Ainda...
Como se sustenta o céu.

Como as estrelas brilham mesmo mortas.
Como os cometas percorrem as suas trilhas.
Como as luas podem ser tão comoventes.

Como ficam nossos parceiros ausentes.
Estão bem ou não?
Se há socorro ou perdão.

Não tem ciência humana que responda.
O que te vai ao coração.
Busca em ti mesmo tua calma.

Tendes fé na imaginação criativa universal.
No pensamento Divino em que flutuamos.
Na vida que emana sem parar de Deus.

Entrega-te a esse amor infinito.
Aceita as leis que regem a vida.
Desfaz as tuas angústias.

E permite Deus te guiar.
Ele te dará com certeza.
As respostas do que procuras.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Revisão.



Revisão.



Rever a vida.



Nada fácil.



Tantos atos.



Tão insanos.



Tantos erros e enganos.



Tantos falhos planos.



Tantos falsos sonhos.



Tanto tempo embriagado.



Pelos instintos desenfreados.



Tanta perca de tempo.



Em intenções impossíveis.



Tantas coisas simples a fazer.



Tantas almas amigas a socorrer.



Tanta alegria a dispersar.



Tanto amor a doar.



Tanta ajuda a espalhar.



Tantas dores a sanar.



Rever a vida.



Nada fácil.





Quando esquecemos ou não sabemos.



Dos planos que nos trouxeram aqui.



Sermos as mãos de Deus.



Para quem estar a padecer.



O auxilio na hora certa.



A caridade que alegra.



A palavra que consola.



A mão que não só doa esmola.



Mas, amor que liberta.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Três pessoas.

Sonho em ser outro alguém.

Que tenha sucesso e fortuna.

Que seja reconhecido nas ruas.

Que seja bajulado nas lojas.

Que freqüente os melhores restaurantes.

Que saiba falar francês.

Que conheça o mundo em cruzeiro.

Que seja imensamente rico que nem saiba de todo o seu dinheiro.

Que vista as melhores grifes.

E conheça os chefes de Estados.

Os reis e rainhas que ainda existem.



Sonho em ser outro alguém.

Que de nada precise desse mundo.

Só o realmente necessário.

Uma muda de roupa.

Um pedaço de pão.

Um pouco de água.

E ser simplesmente feliz.

Feliz comigo mesmo.



Sonho em ser outro alguém.

Que tenha o necessário e o supérfluo.

Que precise trabalhar para o sustento.

Que tenha dinheiro suficiente para viver dignamente.

E que tenha amor no coração.

Para praticar com seus dotes a caridade.

Que não viva só pra si.

Mas, veja no outro a porta da felicidade.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Serve

Serve.



Alma querida que caminha sozinha.



Não te percas em lamentações.



Age, servido, a cada um que passa.



Todos são teus irmãos.



Não te importas com o que eles façam.



Não és júri ou juiz.



Só serve e passa, na vida é melhor que assim faças.



Não detenhas tuas mãos.



No auxílio aos irmãos.



Continua tua lida, continua tua luta, se sofres na caminhada.



Lembra-te de Jesus.



Que de mal nada fez.





E padeceu na cruz.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Familia

Estão todos aqui.



Todos eles.



Os antepassados.



Pendurados nas paredes.



Em quadros.



Está aqui minha história.



As raízes da minha vida.



Por mim às vezes esquecida.



Eles me olham.



Com olhos de passado.



Com olhos de bolor.



Alguns são carrancudos.



Outros tristonhos.



Muitos são sérios.



Outros risonhos.



As mulheres são mortas.



Mortas em vida.



De olheiras profundas.



Atrás de seu homem.



Em postura militar.



Todos eles estão aqui.



Não só nas paredes.



Mas, no meu sangue.



Na minha memória ancestral.



Em cada gene que me compõem.



Em certo tempo os reencontrarei.



Na imagem do filho amado.



Do esposo adorado.



Da mãe inigualável.



No amigo inesquecível.



Somos para sempre uma família.



Separada pelos mundos.



Dos mortos e vivos

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Busca

Que busca e não encontras?

Que procuras em tantos locais e não achas?

Que tortura te levar a lugares tão distantes?

Que tormentos de arrebata a paz da alma?

Que lamentos soam aos teus ouvidos?

Que sinistro sonho de arrebata da tua casa?

Que instinto de afasta dos teus amores?

Que ilusão de destrói a realidade?

Que missões te deram nessa vida?

Quando enfim cansarás dessa procura?

E descansara velho e exausto ao tronco de árvore?

E estarás depauperado para prosseguir.

E teus pés já não darão passos.

E tuas pernas não segurarão o peso do teu corpo.

E teus braços inertes penderão dos teus ombros.

E teu rosto se encostará ao velho tronco.

Os teus olhos ficarão opacos.

O teu sorriso será um esgar.

Do canto da tua boca massa espumante.

Os cabelos ralos a bailar no vento.

E a morte te chegará.

E nesse momento uma voz indagará?

Meu filho me procurastes tanto.

Em tantos lugares.

Lugares claros e escuros.

Em florestas, montanhas e mares.

Bastava para me encontras.

Para tua alma olhar.

domingo, 1 de maio de 2011

Copos e corpos.


São dois copos.



São dois corpos.



São dois copos vazios.



São dois corpos despidos.



São dois copos esvaziados.



São dois corpos desnudados.



São dois copos sem conteúdo.



São dois corpos sem palavras, em silêncio profundo.



São dois copos que já deram tudo.



São dois corpos que se entregaram e ficaram mudos.



São dois copos que agitaram o sangue.



São dois corpos que agitaram o sexo.



São dois copos que voltarão a armário.



São dois corpos que voltarão as suas vidas.



São dois copos, objetos.



São dois corpos usados um pelo outro.



São dois copos que serão lavados, limpos.



São dois corpos que nunca mais serão os mesmo.



Por causa de um encontro fortuito.



Que trará conseqüências no futuro.



Na teia da vida e do destino.



Onde não existe o acaso.



E cada ato, a cada ator a atuação é cobrada.