segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Presente do blog: O amor, a paz, o bem, a fé


A fé

É na fé que concebemos...

pontes invisíveis

escadas impalpáveis

sonhos irrealizáveis

É na fé que se espera...

que se espera...

e se espera...

A esperança firme,

a confiança certa

Quem na fé se afiança,

não se descompassa nessa dança

Fé materializadora dos mundos

edificados pelas palavras de Deus...

Fé fiadora em orações

milagreadas pelos desejos teus...

Pela fé de Moisés, o mar se abriu

Pela fé de Noé, majestosa arca surgiu

Pela fé de Maria, Jesus luziu

Pela fé de Cristo, a missão do pai se cumpriu

Fé é perseverança no meio da provação,

é força no meio da fraqueza,

é vitória no meio da promessa

A vida sem fim no fim da vida

Fé que agasalha,

que alenta,

que alimenta

O que não se vê

O que não se mede

O que se pede

O que nas mãos não se pega - a fé

Fé em Jó (inabalável fé em Jó!)

Fé em Jacó,

em Gideão,


em Sansão

Fé nos catadores de lixo,

nos pés descalçados,

nas mães aflitas nas filas dos hospitais lotados...

Fé dos que clamam por teto

e chão

Fé dos que choram sem força

e pão

Fé em tristes olhares

(a vida sem solução)

Mas não titubeia quem edifica fé

no coração

Remove montanhas a fé além

de nossa limitada visão

Sem amor os que vagueam sem fé

na senda da escuridão

ofereço este poema para a poetiza Mallikka Fittipaldi

http://bethzhalouth.blogspot.com/

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Como tecer sonhos?


Com esperança que se concretizem.


Com leveza de brisa perfumada.


Com amor altruísta.


Com fervor.


Com delicadeza feminina.


Com força masculina.


Com risos frente aos obstáculos.


Com compreensão de até onde se pode ir.


Com respeito as suas necessidades.


Com conhecimento de suas deficiências.


Com crença em sua competência.


Com alegria infantil.


Com desejo sem fim.


Com olhos no futuro.


Com credibilidade no potencial do seu sonho.


Com fidelidade a sua consciência.


Com verdade e honestidade.


Com fé.


Com planos de fazer o bem a muitos ou a quem puder.


Com a petição da oração.


Com a certeza da divina bênção de realização.








































segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Queira Deus .


Queira Deus pode te encontrar.

Qualquer dia deste em qualquer lugar.

 Seja por coincidência ou onisciência.

 Que eu possa te achar.

 Virando uma esquina.

 Parado frente a uma vitrine a olhar.



Queira Deus pode te encontrar.

E mesmo depois de tantas décadas.

 
Reconhecer.

Teu corpo.

Teu rosto.

Teu sorriso.

Teu olhar.

 
Queira Deus um dia te encontrar.

 
E que nesse dia estejas só.

Que é para me ajudar.

A olhar nos teus olhos.
Apertar tuas mãos.

E antes de partir desse mundo.

Pedir teu perdão.

 Meu irmão.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Você quer ser minha amiga?


Então vem cá coça minhas costas.

Ver se tem algum bichinho preso no meu cabelo.

Ou se meus ouvidos estão sujos de cera.

Ou meus dentes estão com algum fiapo preso desde o almoço.



Você que ser minha amiga?

Então quando for a minha casa e me ver acordando não rias dos meus cabelos.

Dos meus olhos inchados.

Do meu bafo de leão velho.

Do meu pijama, velhinho e rasgado.



Você que ser minha amiga?

Ouça pela milionésima vez a mesma piada.

E não se incomode quando eu perder a chave do carro em cima da mesa.

Ou revirar a bolsa atrás do batom que nem uso.



Você que ser minha amiga?

Esteja pronta a ir comigo a livrarias.

E ficar a olhar o mar de livros sem falar nada.

Vendo o ir e vir de desconhecidos nas prateleiras.



Você que ser minha amiga?

Agüente minhas piadas sem graça.

Minhas patadas sem sentido.

Meus abraços inesperados.

Meu riso de bruxa.



Você que ser minha amiga?

Esteja comigo e eu contigo.

E quando sentires dor chorarei contigo.

E seremos assim, meio irmãs siamesas.

Separadas de corpos.

Mas, unidas de alma.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tocaria.

Tocaria violão para a natureza.



Acordaria o Sol.



Veria o céu se abrir.



Escutaria os primeiros pássaros.



Ouviria seus cantos.



Junto a minha música e toques.



Fecharia os olhos e só veria beleza.



Nada quem maculasse uma manhã perfeita.



Uma união completa.



Homem, beleza, natureza.



Tríplice aliança criativa.



Realização Divina.



Cercada pelos aromas da mata.



O correr da água do rio, o barulho do vento nas árvores.




O som do silêncio.





Guardaria meu violão.



E esperaria ver Deus para completar perfeita visão.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os passos.

O primeiro passo é o mais difícil.

É o primeiro abalo ao orgulho.

É o primeiro sinal de quem quer a paz.

É visto, por muitos, como sinal de fraqueza.

É dolorido para quem já está acostumado a ter “amor próprio”.



O segundo passo entala na garganta.

Não se sabe como começar.

Dizer primeiro que temos razão.

Mas, que pela nossa bondade, pelo amor que temos, perdoamos.

Pois, não queremos perder tamanha amizade.



O terceiro passo fala o corpo.

Ele se aproxima.

Abre seus braços.

Envolve a criatura que machucamos.

Aperta-a e ouve seu coração bater.



E finalmente...

Pedimos perdão.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ladainha.

Da gula que engorda.



Livrai-me Senhor.



Da luxúria que bestializa.



Livrai-me Senhor.



Da avareza que transtorna.



Livrai-me Senhor.



Da ira que destrói.



Livrai-me Senhor.



Da soberba que me atormenta.



Livrai-me Senhor.



Da vaidade que me perturba.



Livrai-me Senhor.



Da preguiça que me atrasa.



Livrai-me Senhor.







A castidade que purifica.



Concede-me Senhor.



A generosidade que me humaniza.



Concede-me Senhor.



A temperança que me traz autocontrole.



Concede-me Senhor.



A diligência que me fortalece.



Concede-me Senhor.



A paciência que acalma minha alma.



Concede-me Senhor.



A caridade que se opõe à inveja.



Concede-me Senhor.



A humildade que me faz respeitar o próximo.



Concede-me Senhor.



Assim seja!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sem perceberes.


Não me temas.

Não sou tão má assim.

Trago algumas dores.

Mas, é necessário para ti.



Não, não, não me temas.

Chego quase sem perceberes.

Infiltro-me aos poucos.

Para não te amedrontares.



Coloco-me inicialmente num local que não vês constantemente; teu rosto.

Depois me espalho pelo corpo aos poucos.

Sugo teus fluidos, a maciez da tua pela a tua elasticidade.

A lisura.



Instalo-me nos teus ossos.

E te faço caminhar devagar.

Mas, é só pra não te machucares.

Já correstes tanto na vida.



Convivo contigo anos e anos.

Visito cada órgão e vejo o mais fragilizado.

E lá assento moradia.

Para que a cada dia ele enfraqueça.



Se ainda não sabes que sou te direi:

Sou a velhice.

Que consome lentamente o teu corpo.

Para que tua alma descontente se alegre na hora do retorno a pátria espiritual.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Conciliação.

Vem criança me dê à mão.

Você também é minha.

Construí cada pedacinho de você.

Com cada ato repetido, uma, dez, cem, mil vezes.

Fortaleci-te.

Pintei teus olhos fundos e escuros.

Tuas faces brancas.

Tuas olheiras.

Tua boca nem rubra nem rosa.

Teus braços finos e fortes.

Tuas pernas longas que correm como uma gazela.

Tua roupa sempre a mesma.

Cinza morta.

Vem criança.

Dá-me tua mão.

Caminharemos juntos.

Reaprenderemos unidas.

Que fazemos parte um da outra.

E se te criei por toda dor que passei.

Criei tua irmã.

Por toda felicidade que tive.

E assim, ela luz da tua sombra.

Ligar-se-á a ti.

A mim, a você e a ela mesma.

Eu, tu tristeza e ela a alegria.

Unificadas, unas, completas.

Seremos harmônicas na vida.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Certeza.


Daí me Senhor a certeza de estar no caminho certo.

Para que meu coração possa está em paz.

E aí saberei que estás comigo.

Que aprovas o que faço ou digo.



Saiba Senhor que me esforço.

Mas, às vezes é tão difícil.

Que tombo e caio.



E nessas horas me envergonho.

De ser chamado vosso filho.

E não tenho coragem de olhar para ti.

Ou para mim.



Sei que não me perdoas.

Pois, sou tao pequeno que não te ofendo.

Como ofender o amor perfeito?



Contudo, Pai sopra a minha alma teus desejos.

Lembra minha mente dos ensinos dos profetas.

Dos Salmos e dos Provébios.

Do Sermão da Montanha.



Principalmente Senhor.

Faz-me seguir os passo de Cristo.

Simples, seguros e sem engodo.



Há muito a aprender.

Há muito a viver.

Há muito a construir.

Há muito a manter.



Porém, se tudo for destruído.

O aprendizado esquecido.

Fica Pai sempre comigo.