sexta-feira, 10 de julho de 2009

Um sem o outro.

Um sorriso

Um olhar cúmplice

Um pisca de olhos

Uma pequena careta

Um beijo ao vento

Um abraço

Um ombro amigo

Um choro conjunto

Cabeças pendentes

Em tempos de tristeza

Juntos

Um não fico sem você

Não vou sem você

Estou com você

Um me espera?

Nenhum adeus definitivo

Só até logo, sempre

Estarei bem aqui todos os dias

Até que o sonho acaba

E um se vai... só

E o outro fica... só

Já não são dois em um

Um dá as costas e retorna ao que foi um lar

O outro adormecido

Esquece seus sonhos sob a terra.




quarta-feira, 8 de julho de 2009

Estar só

Estar só

É estar no escuro.

No abismo d’alma.

No fogo da consciência.

No umbral.

É ouvir sem entender

Enxergar sem ver

Tocar sem sentir.

Estar só.

É castigo dos deuses

Loucura de Baco.

Solidão de Atena.

Estar só.

É ter uma linha reta infinita à frente

Pela qual se caminha sem parar

Sem nada encontrar.

Estar só.

É viver a ilusão de que se está vivo.

De que existe algo para nós.

Dentro do sentimento de total abandono.

Estar só.

Não significa que não tentamos.

Que não fomos bons.

Que não temos “amigos”.

Estar só é mais profundo.

É queimadura de terceiro grau.

É corte profundo.

É saber que neste mundo.

Perdemos Deus de vista.


terça-feira, 7 de julho de 2009

Um grão de areia


Um grão de areia

Na imensidão do mar

Rolando eras

Indo e vindo

Ora seco

Ora molhado

Pisado, modelado, arrastado pelas ondas

Poucas escolhas

Talvez nenhuma

Nunca.

Um grão de areia

Vindo das estrelas

Preste, de tão pequeno, a diluir-se

Virar nada

Absolutamente nada

Ou algo maior

Retornando a fonte

Que originou milhares, milhões, bilhões, trilhões

De grãos de areia

No Universo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Era só um homem.



Era só um homem.

Com todos os medos que os homens têm.

Escondidos nas mangas, nos bolsos da calça, no colarinho suado.

Triste por não ser o que queria.

Feliz porque se divertia.

Era só um homem.

Entre tantos homens.

Achava-se, como a maioria dos homens, o melhor de todos.

O mais macho, o mais sex, o mais simpático.

Era só um homem.

Que quis ter filhos homens

Mas, não os teve.

E desiludiu-se.

As fêmeas povoaram sua vida.

Talvez o assustando com seus modos de mulheres.

Sem ele saber o que fazer.

Era só um homem.

Para mim um homem comum.

Com defeitos e qualidades.

A quem devo meu corpo.

E apesar de não me ter aceitado tão amorosamente se, por acaso, tivesse sido homem.

Obrigada pai.

domingo, 5 de julho de 2009

Dr. Bach


Existem pessoas que vêm a Terra para cumprir uma missão abrangente e especial. Dr. Bach foi uma dessas. Seu semblante tranqüilo nos revela sua paz interior, sua capacidade de falar com sua própria alma.

Ele buscou durante sua vida uma forma simples e acessível a todos para minimizar o sofrimento causado pelas dores do corpo. E descobriu que todas elas provinham do estado de ânimo da alma.

Em seu próprio corpo, em sua própria vida, com suas próprias dores ele montou o laboratório para os remédios das flores, conhecidos como Florais de Bach.

Os Doze Curadores representam os tipos de temperamento básico. Tanto positivos como negativos. Para cada um deles Dr. Bach encontrou uma planta que representava os temperamentos nos seus dois estados.

Agradeçamos esse especial presente de cura d’alma.

Os Doze Curadores – Water Violet – Mediador



Em lagos e riachos tranquila broto

Longe do barulho, do zumbindo, do vai e vem.

Distante da terra seca e dura

Ancoro nas águas serenas das minhas emoções.

Prefiro o silêncio ao burburinho.

A solidão à multidão.

Tenho ereta postura.

Talvez sinal de orgulho.

Vivo para mim.

Basta-me meu mundo.

Silencioso, quieto e em paz.


sábado, 4 de julho de 2009

Os Doze Curadores – Scleranthus – Mediador



Sou pequena.

Indecisa.

Sempre me divido em duas flores

Duas flores para um caule

Uma para direita

Outra para a esquerda.

Vivo emaranhada em mim mesma.

Sou tão verde como a haste que me sustenta

Mas, mudo para o amarelo quando dou a luz.

Meus filhos ficam sempre perto.

Com algumas exceções.

Olhando para mim fica a incerteza

É flor ou capim?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Os Doze Curadores – Clematis – Mediador




De branco marfim colorida nasço

Ancorada em outra planta cresço

Preciso que me sustentem no mudo real.

Fico esperando o vento para soprar minhas filhas ao longe.

Olho constantemente para o céu

Sonho e sonhos.

Não me fascina a terra negra

Deixo este trabalho as minhas raízes.

Sempre mais belo o que está adiante.

Sou quando seco o meu caule a “alegria dos viajantes”

Dando-lhes viagens ao imaginário.

Onde vivo a maior parte da minha vida.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Os Doze Curadores de Bach - Agrimony - Mediador.

Sou como o sino da capela

Os sinos que tocam para afastar o mal.

O mal da aparência, da falsa alegria.

Meus filhos agarram aos que passam

Para percorre o mundo e se fixarem em outros campos e estradas.

Não gosto de estar só.

Por isso, nasço junto a tantas outras irmãs, mesmo diferentes.

Ereta e pontuda pareço um farol de flores amarelas

Indicando a postura a ser tomada.

Mas, eu mesmo, na minha solidão não o consigo.

Amo a paz.

E muitas vezes me calo para mantê-la.

Contudo quando me purifico aceito as dificuldades

Deixo minha sombra participar da minha vida.

Sou verdadeiramente alegre.

Encontro o equilíbrio entre dentro e fora.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Os Doze Curadores – Vervain – Dominadores.


Volto-me para o horizonte

Lá as coisas estão a acontecer.

Chamo todas que posso para acompanha-me

Insisto e não desisto.

Faço alarde. Sou Vervain.

Não admito que se tenha outra idéia que não a minha.

Mas, sou entusiasmada com o que realizo.

Dou meu suor e meu sangue.

Alguns acham que passei de visionária à fanática.

Que nada!

Talvez um pouco frenética.

Quando calma eu te ouço.

Aceito teu conhecimento.

Somo ao meu.

E juntas poderemos fazer grandes coisas para esse mundo.