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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Vazio


Eterno vazio que me consome
Afasta de mim esse cálice
Do doce beijo da vida
Das dores da carne.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sonata.


Sonata.

Há uma música antiga

Que toca as fibras do meu coração

Ela me traz algo como recordação

Não imagens, palavras, só emoção.

Envolve-me em melancolia

Em uma soberba nostalgia

Em um mar de tristeza e solidão.

Um violino que chora

Uma angústia enraizada

Uma alma mal tratada

Consternada.

Pela vida amaldiçoada de aflição.

Ao mesmo tempo em que acalma

As minhas chagas

De um passado que mal lembro

Ou melhor, só sinto e pressinto.

Que dissabores vivi.

Mas, fortalecida sobrevivi.

domingo, 23 de novembro de 2008

Inexiste...

Inexiste



O que não se ouve...

É silêncio?

Ouve-se o som do silêncio, sem som?

Quando a porta se fecha...

O mundo, lá fora, acaba?

E só existe o quarto e as quatro paredes?

Existe algo dentro da gaveta fechada?

Quando você nunca a abriu?

Ou só o oco, o nada?

O vazio que perambula pela mente?

Somente, só, ou minto?

E está cheio do que não sabemos?

Existe o eu sem o outro?

O outro sem o eu?

O nós sem os outros?

Todos nós...

Sem Deus?