Mostrando postagens com marcador filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filhos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Teus erros.


Teus erros.

Quem errou?

Eu não fui!

Com certeza dei o melhor de mim.

Olhei todos os seus passos.

Arrumei todas suas gavetas.

Organizei sua carteira.

Cheirei suas roupas.

Segui-te em todos os lugares.

Nunca te permiti ficar só.

Organizava teus livros, teus cadernos, tuas canetas.

Realizava tuas tarefas.

Escondia teus erros.

Desculpava tuas falhas e faltas.

Tolerava tua intolerância.

Seguia tua vida de perto.

Tua luz.

Só via tua luz.

Mas, tua sombra, não.

E ela crescia desmedidamente.

Meu amor tão grande não a percebia.

Hoje quando descubro teus erros pergunto:

Onde errei filho?

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Quando...

Um dia...

Já não estarei aqui.

E quem te guiará os passos?

Os meus olhos já não te verão a face.

E quem te desvelará os humores?

Minhas mãos não te tocarão.

E quem te enxugará as lágrimas?

Minha voz já não será ouvida.

E que acalentará teu sono?

Meus braços não te cingirão.

E que te amparará a queda?

Um dia...

Já não estarei aqui.

E tu caminharás sozinha.

E disfarçaras teus humores.

E tuas lágrimas serão solitárias.

E teu sono será embalado pelas tuas dúvidas.

E em tuas quedas ter erguerás pelo seu esforço.

Um dia...

Já não estarei aqui.

E tu guiarás outros nos caminhos.

E velarás pelos humores dos que ama.

Enxugarás lágrimas de dores.

E acalentarás o sono dos pequeninos.

Aparando-os em suas quedas.


Um dia.

Como eu.

Já não estarás aqui.

E deixarás.

Como deixe.

Os filhos da tua alma.

Um dia.

Eu e tu.

Estaremos juntas.

E velaremos pelos que ficaram.

Unidas por nosso amor.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Silêncio.

Minha alma ouve o silêncio.
Não há mais palavras que ecoem pelas paredes.
Não há mais risos infantis.
Ou baladas em alto som para incomodarem vizinhos.
Não há festas de aniversários.
Não há amigos ao telefone.
Não há mais gritos de alegria.
Não há mais euforia juvenil.
Só silêncio.
Minha alma ouve o silêncio.
Silêncio dos filhos que se foram.
Cresceram.
Casaram.
Mudaram de casa.
Mudaram de país.
Mudaram de vida.
Só silêncio.
Minha alma ouve o silêncio.
O silêncio dos que ficaram.
Dos que ficaram para trás.
Dos que serviram de escada para crescimento alheio.
Dos que apoiaram, dos que serviram, dos que amaram.
Dos que deixaram de fazer por si para fazer pelos outros.
Só silêncio.
Minha alma ouve o silêncio.
E nesse silêncio está minha consciência.
Consciência do dever cumprido.
Do amor estendido a todos que estiveram sob meu teto.
Sob a proteção das minhas mãos.
Sob ensino dos meus lábios.
Sob meus pedidos de proteção em orações.
Só silêncio.
Minha alma ouve o silêncio.
E nesse silêncio ela repousa.
Sem culpas, sem dor, sem amargura.
Pois, estendi o meu amor a outros.
Que necessitavam sorrir.
Necessitavam de apoio.
De alguém que os abençoassem.
Silêncio.