domingo, 29 de junho de 2008

O tarólogo




Fez o caminho do guerreiro pacifico.

Fez o caminho do autoconhecimento.

Começou como Louco no inicio da estrada

Um pouco de todos, a alegria do bufão.

Tornou-se o Mago.

Além da busca sabia o seu potencial

Conhecia seus instrumentos de poder

Bastava usá-los.

Encontrou em si a Papisa,

Encontrou a vidência,

A intuição e a usou para bem então.

Tomou para si a Imperatriz.

Tomou o poder,

Tomou também sua docilidade,

Seu lado feminino.

Conheceu a força bruta.

Os Imperadores da vida.

Que pressionam, fingem e matam.

Não quis sê-lo.

Preferiu o Papa.

A fé removendo montanhas de obstáculo.

Fortalecendo e renovando.

Os Amantes.

Chegou à hora da escolha.

De ser o que era ou não.

Escolheu sua verdade.

Em frente ao Carro.

Estava a definir seu destino.

O mundo comum.

Ou o outro lado do véu.

O oculto lhe ganhou a vida.

A Justiça do buscador.

Veio lhe cobrar a decisão.

Do caminho da dor e amor.

E o que era lhe devido foi dado então.

Assumiu o Eremita, a solidão.

O destino de ilumina outros destinos.

A sabedoria dividia com quem lhe aparecia.

A Roda da Fortuna.

O levou para baixo e para cima.

E ele sabia como suportar,

As idas e vindas da vida.

A Força fazia parte da sua alma.

Acreditava em si,

Acreditava no destino,

Acreditava nos deuses.

O Enforcado lembrava-o da sua diferença,

Da sua inadequação ao mundo cão.

Da sua não satisfação à falta de amor ou perdão.

A Morte era comum em sua vida.

Fechava e abria novos ciclos.

Novos amores.

Novos mundos.

A Temperança era sua constante,

Como sua busca pelo equilíbrio,

Pela moral,

Pelo bem.

O Diabo há o diabo, de certo incomodava.

Era o dinheiro que faltava.

A matéria esquecida.

Quantas vezes necessárias.

A Torre não o assustava.

A via como algo a ser descartado.

A Deusa não temia.

Amava-a.

A Estrela o iluminava.

Aumentava sua fé.

Em si e no mundo.

Levando-o em frente na caminhada.

A Lua a que esconde e se esconde.

Nunca o transtornou, o segredo, a magia.

Pois, com ela brincava e sorria.

E plantava sementes de luz e alegria.

O Sol da bondade e pureza.

O Sol que não o abandonava.

Pela razão de ser o que ele era.

Amigo, bondoso, caridoso.

O Julgamento ele já esperava.

Preparou-se por longo tempo.

A balança divina pesou erros e acertos.

E ele não termia o desfecho.

O Mundo espiritual abriu as suas portas.

Recebeu mais esse filho de Gaia.

Que somou sua luz as outras.

Para iluminar os que te amam e ficaram.

(Para o saudoso amigo Eros Sostenes)

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