quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dor da solidão.


Dor da solidão.


Sei que dói a solidão.

Como tira atada firme ao peito.

Que sufoca, magoa em desrespeito

As nossas mais sublimes aspirações.

Sei que dói a solidão.

Que coroe como acido sulfúrico.

As fibras da boa vontade.

Vontade de viver.

Vontade de ser feliz.

Sei que dói a solidão.

De não ter a quem amar.

De não ter a quem cuidar.

De não ter a quem olhar.

Sei que dói a solidão.

Mas, é ela necessária a quem a sente.

Para lembrar o quanto é importante.

O amor ao irmão.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tua vida mudou?



Tua vida mudou?

Teus amigos desapareceram.

Teus lábios emudeceram.

Teus olhos umedeceram.

Teu coração endureceu.

Foste traído.

Foste vilipendiado.

Foste enganado.

Foste massacrado.

Estás sozinho.

Estás desamparado.

Estás segredado.

Estás degredado.

Já não há mais risos.

Já não há mais sentido.

Já não há mais caminho.

Já não há mais carinho.

Agradece a dor que te visita.

Pois, mestra generosa e amiga.

Avisa-te ou cobra.

Para que em outras horas.

Essa coisa com outros não repita.

E ela necessite retornar

Mais forte ainda.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Escolhi

Escolhi.

Escolhi a solidão.

Pois, a companhia deixava-me mais só.

Escolhi a estrada vazia.

As vias cheias de passos e pés me atordoavam.

Escolhi o silêncio.

Enquanto o barulho confundia-me o pensar.

Escolhi ser só.

Mesmo quando queriam minha companhia.

Mesmo quando me convidavam.

Ia só quando de mim precisavam.

Fiz-me sombra.

Sobra e pó.

Que poderia ser soprado a qualquer instante.

E pousar em outro lugar.

Escolhi ser eu.

Nos olhos escuros e sombrios.

No riso falso da alegria.

Nas palavras em que se confia.

No que sempre está lá.

Disponível a ajudar.

A acalentar.

A ser amigo.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Aurora.



Luz da aurora

Que rasga em nesga

Céu escuro

Lúgubre madrugada de silêncio.

Abrindo portas para clara manhã

Para raios do irmão Sol

Em fios vermelhos dourados

Em luz que desperta o mundo

Que acorda flores e pássaros.

Luz da Aurora

Estende teus olhos para minha’lma

Desperta nela a luz

Que por tantos néons

Deixei de regar

Feito flores no jardim

Que murcharam

Se esconderam

Perderam-se nas trevas da morte

Como minha Luz se perdeu em trevas minhas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Rolam...





Rolam...

Seixos nos rios.

Pedras nos caminhos.

Sonhos nas mentes.

Incertezas indecentes.

Amores doentes.

Gente maledicente.

Ingratidão presente.

Irmãos ausentes.

Jovens decadentes.

Estrelas incandescentes.

Dores prementes.

Ilusões...

Rolam...

Botões de flores.

Grandes amores.

Maiores atores.

Fingidores.

Enganadores.

Trapaceadores.

Tristes instrutores.

Dementes...

Rolam...

Esperança infinita.

Paz na vida.

Pés nos caminhos.

Ninhos de carinhos.

Braços que abraçam.

Mãos que não matam.

Homens desejosos de anjos.

De Luz no caminho.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Perdendo a vez.



Aguarde sua vez.

Na fila da volta.

Perdesses teu lugar.

Fosse vento apanhar.

Deixasse vazia a tua vaga.

Outro então a preencheu.

Espera no fim da fila.

Irmão meu.

A cada um o seu direito.

Como o destino que Deus lhe deu.

Não aproveitasses a chance.

Paciência é a lição.

Mesmo que na Terra a vida seja dura.

É uma necessária lição.

A nossa reencarnação.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Despedindo-me



 


És minha amiga?

Então, escutas meu choros.

Deixa-me pousar a cabeça cansada no teu ombro.

Ouve, de novo, a mesma história.

Não, não me abandones agora.

Passa tua mão calejada da vida nos meus brancos cabelos.

Beija-me a testa de rugas.

Sorris com compreensão.

Tua presença me faz sentir melhor.

É como viver o passado.

Já não posso te acompanhar os passos.

Tu ainda tens vida.

Enquanto vegeto.

Tu vês o mundo.

Eu o céu pela janela do quarto.

Tu ficarás mais tempo.

Eu me despeço do que amo.

Dos meus livros.

Dos meus filmes.

Do companheiro.

Das irmãs.

Do filho.

Contudo sigo.

E qualquer dia sem esperares.

Estarei junto a ti amiga.

Para no teu momento de medo.

Auxiliar o quebrar de laços.

Que nos prende a alma.

E não nos deixar voar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Vozes ao vento.


Ouço as vozes ao vento

Vozes que clamam

Liberdade

Amor

Fraternidade.

Ouço as vozes ao vento

Vozes que clamam

Piedade

Solidariedade

Honestidade

Ouço as vozes ao vento

Vozes que clamam

Justiça

Honra

Moralidade

Ouço as vozes ao vento

Vozes que clamam

Caridade

Bondade

Fraternidade

Ouço vozes ao vento

São as vozes da humanidade.