sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tu estás.

Tu estás.

No nascer do Sol que abre o céu para o dia.

Nas nuvens que se afastam para a luz se apresentar.

No vento que carrega as chuvas.

E uiva no inverno trazendo o frio.

Nas folhas vermelhas que caem ao chão no outono.

Nas árvores desnudas que balançam solitárias.

Na chuva que molha a terra.

Lava as calçadas e os corações.

Na tempestade, no raio e no trovão.

Nas flores da primavera.

Na exuberância da natureza.

No pinheiro solitário no cimo do monte.

Na águia que sobrevoa o precipício.

E no precipício com suas sombras e luz.

Na relva rasteira.

Nas copas mais altas das árvores.

No frágil colibri.

No leão na savana.

Na jubarte que canta.

Na dança das águas salgadas.

No mar bravio.

Na cor azul.

No vôo do passarinho.

No sorriso da criança.

Na sabedoria do ancião.

Na alma do homem.

Saiba disso ele ou não.

Pai Divino tu estás.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Estás comigo tempo todo.

Posso sentir tuas asas ao roçar meu rosto.

O farfalhar das mesmas em dados momentos.

Ou quando se fecham em repouso.

Posso pressentir tua presença.

Como alguém que chega de manso.

E se instalar junto a nós.

Posso ouvir teus passos.

Leves passadas no ar.

Som quase inaudível para a alma.

Sei quando se movimentas.

Sei quando segues a minha frente.

Feito escudo.

Sei quando estás atrás de mim.

Preparado silenciosamente.

Para minha provável queda.

Sei quando segues ao meu lado.

E teu ombro toca o meu.

Como um arrimo para que eu não tombe.

Sei quando estás feliz comigo.

Pois me encho da tua alegria.

E meu sorriso é largo.

Ouço tua voz branda.

Que tina tênue em meus ouvidos.

E ressoa em minha alma.

Ouço teus conselhos.

Teus avisos.

Teus juízos.

Ouço também teu silêncio.

Quando resolvo não te ouvir.

E te calas e deixa-me decidir.

Sinto quando velas meu sono.

E nos meus sonhos se apresenta.

Como guia que não se ausenta.

Sinto tuas preocupações por mim.

Teu desvelo.

E piedade.

Sinto de ti saudade.

Quando te afastas.

Por minhas falhas.

Há! Meu anjo. Que nunca me abandona.

Seja sempre assim.

Uma candeia para mim.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Amigos.

Amigos são peças raras.

Não se encontram nas esquinas.

São como sementes guardadas, secas, sem vida.

Que lançadas a terra com amor.

Cuidadas com carinho brotam devagarzinho.

Crescem regados a risadas.

Amparados quando frágeis nos nossos ombros.

As primeiras folhas são delicadas.

As primeiras conversas fúteis.

Como planta a amizade cresce.

Robustece o tronco.

Onde podemos descansar as costas dos fados.

Protegidos pelas sombras das folhagens.

Que são os abraços fraternos.

Suas flores brotam e perfumes exalam.

Como as palavras dos amigos que nos arrefece as dores.

Como uma plantinha precisa ser cuidada.

A amizade precisa de atenção.

ou murcha feita a flor que não é regada.

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Meu anjo e eu.

Meia-noite meu anjo vem me buscar.

Espero impaciente a hora chegar.

Para com ele estar.

Meia-noite e não estremeço.

Conheço meu anjo.

Por ele tenho grande apreço.

Meia-noite e o silêncio impera.

Só o vento a janela.

Assovia sem cessar.

Meia-noite e ele chega.

E o quarto todo clareia.

Com luz de beleza singular.

Meia-noite e partimos.

Para céus infinitos.

Conhecer ou relembrar paisagens.

Meu anjo e eu.

Volitando sobre a Terra.

Tão pequenina cá de cima.

Meu anjo e eu.

Nas crateras da Lua.

Na parte que o Sol a alumia.

Meu anjo e eu.

Nos anéis de Saturno.

Escorregando em gelo e frio.

Meu anjo e eu.

Em universos para mim desconhecidos.

Velando pelos cometas.

Meu anjo e eu.

Astronautas dos sonhos.

Assentados em asteróides inabitados.

Em planetas solitários ao por do Sol.

Meu anjo e eu.

Assistindo a dança do Universo.

O mais belo quadro pintado por Deus.

Somente meu anjo e eu