domingo, 24 de junho de 2007

Sejas...


Sejas rico ou pobre.
Sempre terás o que ofertar.
Seja o tempo ou o dinheiro.
Seja um objeto ou um sorriso.

Existirá sempre aquele que necessita.
E espera de um outro uma ajuda.
Sejas tu a mão que abençoa.
E que lança dos próprios bens bênçãos.

Não te intimideis com o que falam.
Não te detenhas perante o que dizem.
Identifica-te com tua consciência.
Nela estão as Leis Divinas.

Que te dirigirão para os caminhos corretos.
As leis humanas são falhas e passageiras.
Não te apegue as elas.
Elas não te trarão a paz da alma.

Segue ajudando sempre.
Seja quem for.
Mesmo que pareça sem nenhum merecimento.
Não está aqui para julgar.

Estas para ser um servo dos teus irmãos.
Esteja ele em posição inferior ou superior a ti.
Na medida da sociedade humana.
Sirva.

Sirva, enquanto há tempo.
Enquanto tens o que ofertar.
Pois, não ofertas somente aos teus irmãos.
Ofertas a Deus no teu coração.

Tu Senhor


Tu Senhor

Louvado sejas Tu Senhor de todas as coisas.
Tu que caminhastes sobre a terra entre andrajosos
E ensinastes a boa nova.
Tu que nos mostrasse o caminho da redenção
E nos acolhestes em teus braços amorosos.

Louvado sejas Tu meu irmão e mestre.
Caminhaste conosco como se fosse um de nós.
Quando na realidade eras Luz em forma humana.
E apesar de nossas chagas morais nos acolhestes.
Como crianças em teu seio fraternal.

Louvado sejas Tu divino irmão.
Que entre as falhas dos teus irmãos humanos.
Soubesses iluminar corações petrificados no egoísmo.
As mãos detidas na avareza, as ações contidas pelo medo.
Tu és o pastor das ovelhas desgarradas do rebanho do Pai.

E não nos deixará enquanto um só sequer não retornar ao lar.
Através do teu chamado sincero e amoroso.
Para receber as dádivas do fiel Senhor.
Que prometeu o maná do céu, a paz infinita, o consolo eterno, a perfeição.
O tornar-se luz.

sábado, 23 de junho de 2007

Saibas


Saibas tu que a vida é curta.

É um sopro, um segundo no tempo do universo.

É mera quimera do sonhador.

Porque tanta importância ao que tens.

Se nada levas e nada é teu.

Seja como o rio que recebe tudo em sua caminhada.

Que abraça outros córregos e rios menores.

E que entrega tudo ao oceano.

E nele se mistura.

Contribuindo com suas águas com a beleza do mar.


Cada um de nós tem na vida o que é necessário.

O que achamos que falta é o supérfluo para nossa vida espiritual.

Seja qual for à situação aflitosa ela é fruto de plantações.

Recolhimento das sementes que jogamos no tempo.

Não há porque o choro de autopiedade.

Há que levantar e caminhar sempre.

Mesmo as situações mais difíceis são sanadas de uma forma ou de outra.

Até mesmo a morte tão temida.

É o descanso para alma combalida pelas lutas terrenas.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Auxílio Divino


Em toda lágrima que brota dos teus olhos.
Busca uma esperança no teu coração.
Sempre haverá por trás do sofrimento o amparo divino a tuas dores.

Seja qual for o seu problema, a sua dor, a sua necessidade.
Existe uma plêiade de espíritos que ouve o teu clamor.
Eles estão prontos a te dirigir auxílio.

Basta profundamente desejá-lo.
Mesmo, que a ti pareça que não recebeste ajuda caí em si e pensas.
Se em algum tempo de tuas dificuldades não fosses socorrida de alguma forma.

Reconheces a providência divina no sentido do auxilio recebido.
Não sejais como um filho ingrato que não aceita como verdade o auxilio paternal.
E pensa que conseguiu sair dos problemas sozinho.

Tolice e orgulho humano.
Por trás de cada ação humana as energias divinas agem incessantemente.
E nada pode modificar essa verdade.

Nem mesmo a tua ignorância do amor de Deus.

Fora de ti.

Não há paz fora de ti.
Não há consolo nem felicidade que não venha do âmago do teu ser.
Todas as outras coisas são efêmeras. São vazias.
São como as luzes das estrelas distantes, uma ilusão.

Procuras em tudo a tua paz.
No conforto do lar.
Nas boas roupas.
Na abundância de alimentos.

Persegues a alegria em eventos.
Nas festas anuais.
Nos bares com os amigos.
Nas reuniões religiosas.

Tua felicidade pensas encontrar.
No amor do cônjuge.
Nos sorrisos dos filhos.
Nos braços dos amantes.

Longe de tudo isso.
Encontra-se tua alma.
Sedenta de paz, alegria, felicidade.
Sem amor.

Isso só encontrarás quando encontrares a ti mesmo.
No intimo do teu ser repousa toda bem aventurança.
Na tua alma toda a alegria, toda paz toda a felicidade.
Lá morada da tua Centelha Divina.

Está Deus.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Palavras de Sérgio Murilo.


Abraços.
Envio abraços aos que aí ficaram.
Digo-lhes da minha saudade.
Digo-lhes mais...

Cá onde estou há de tudo um pouco.
Mas, nada é como aí.
Fica a vontade e os desejos.
Que não podem serem mais satisfeitos.

Sinto que estou vivo e morto.
Morto para quem estar vivo.
Vivo para quem estar morto.
Loucura e sandice.

Mas, continuo.
Nada deixei por fazer. Pois, pouco ou nada fiz.
Família nem pensar. Não tive tempo ou paciência para tal.
Era muita responsabilidade.

Salvei algumas almas, com certeza.
Pois, dei exemplo de como um homem se acaba pelos seus vícios.
Triste fim, entre dores e gemidos.
Bebi todas, fumei todas, cheirei todas, queimei todas. E todas elas me “queimaram”.

Arrependimento nenhum.
Dores muitas.
Acordei aqui. E só aqui vi a torpeza da minha vida.
A inutilidade da minha existência, a minha desumanidade.

Um dia virá que serei resgatado.
Mas, por enquanto isso não ocorrerá.
Ainda sinto falta dos prazeres do mundo.
E isso me impede de subir ao contrário desço em busca de prazer.

Se consigo me ver me arrepio. Já não lembro o que fui.
Sou um farrapo, um monstro. Sedento de fome pelo vicio.
Espero e ataco como uma fera e nada me impede.
A não ser uma vontade ferrenha, um anjo de luz, uma oração de mãe.

Por onde andará a minha?
Também, não interessa. Possivelmente nem me reconheceria.
Abandonei o lar tao cedo.
Viajei e conheci meio mundo. Vivi.

Se hoje me encontro nessa situação foi por que assim quis.
Não culpo a ninguém. Também, nada peço.
Sigo meu caminho e o caminho dos que trilham o mesmo.
Sou um encosto, um ebó, um obsessor.

Não, não sou. Sou alguém que precisa de ajuda.
Mas, que não a pede.
Por orgulho ou por medo de não ser atendido.

(inspirado por Sergio Murilo).

quarta-feira, 20 de junho de 2007


Nossos mortos continuam vivos.

Estão conosco em nossas lembranças.
Compartilham nossas vidas.
Agem através do véu da morte.

Eles sempre estarão conosco.
Sempre estarão ligados a nós pelo amor.
Amor que nos une eternamente.

Nossas lembranças se entremeiam e não se separam.
Somos o que somos por eles.
Eles construíram uma parte de nós mesmos.

Esquecê-los para que?
Lembrá-los sempre com amor.
Nunca com desespero.

Continuam vivos do outro lado do véu.
Velando pela nossa vida.
De acordo com suas possibilidades.

Não nos abandonam nas horas difíceis.
E oram por nós às forças superiores.
Não se cansam nem deixam de se esforçarem para que melhoremos.

Não mudaram...
Só de lugar.
Continuam nossos amigos, parentes e amores.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Ser superior


Ser superior.

Ser superior é estar acima do bem e do mal...
Ao não julgar.

É nunca sentir pena de qualquer pessoa, em qualquer ocasião...
É ajudar.

Jamais procurar amigos...
Pois sempre os tem por perto.

Nunca perdoa os inimigos...
Pois não acha que eles o magoaram.

Desistir de ser simpático...
Pois não cria razões para antipatias.

Chamar os outros a ouvir “as verdades...”
Pois sabe que não é o dono da mesma.

Ser intransigente...
Com seus próprios erros.

Amar somente sua família...
Que é toda humanidade.

Adorar somente o que lhe faz feliz verdadeiramente...
Deus.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Benção para um filho.


Deus o abençoe.
Proteja-te de ti mesmo.
Dirija-te os passos.
Ilumine-te os pensamentos.
Transforme-te em um bom homem.
Livre-te do orgulho.
Fortaleça-te nas decepções.
Guie-te nas veredas escuras da vida.
Sacuda o pó da tua hipocrisia.
Desmanche tuas mágoas.
Afaste tua zanga.
Destrua o teu ódio.
Apazigue tuas dores.
Enobreça tua alma.
Alivie teus fardos.
Amenize teus sofrimentos.
Abasteça-te com coragem. Para enfrentar a vida.
Estabeleça tuas metas.
Aproxime-te dos seus anjos.
Assim seja.

domingo, 17 de junho de 2007

Amo


Amo.
Não porque fui amada.
Mas pelo prazer do amor.
Que preenche minha alma de luz.
E abre meu coração a felicidade.

Amo.
Pois, a vida sem amor é estéril.
É pasto seco e mórbido.
É tristeza profunda e ódio.
É alma sem gozo.

Amo.
Sem pensar no que posso ganhar com isso.
Sem pedir nada em troca.
Sem deseja os lauréis pelo meu amor.
Sem me sentir especial.

Amo.
As flores dos campos.
E as de plásticos.
Os homens de bens.
E os que estão perdidos nas trevas.

Amo.
Agindo com sensatez.
Auxiliando nas minhas medidas.
Acalentando a quem me chega.
Perdoando a quem me ofende.

Amo.
Esquecendo um pouco de mim.
Para viver para o outro.
Para ser uma escora quando se está tombando.
Para ser apoio amigo.

Amo.
Mesmo que não seja com perfeição.
Mesmo que esteja só treinando.
Mesmo que não faça cem por cento.
Mesmo que não agrade a todos.

Amo.
Pois, amando ao outro amo a mim mesma.
Amando a mim mesma amo a quem me criou.
Amando ao meu criador.
Amo a Deus.


(Inspirado)