sábado, 9 de junho de 2007

Filho




































































Estás aqui e posso ouvir tua voz
Ouço seus passos pela casa e sua correria no quintal.

Escuto teu riso alegre a ressoar nos cômodos desse lar.
E tua voz a me chamar: mãe.

Espero-te todos os dias ao final das aulas para te apanhar na escola.
Para te abraçar dizendo te amo.

Arrumo mesa e pratos e te disponho de doces e guloseimas a hora do lanche.
E vejo nos teus olhos de crianças a gula dos bombons de chocolate.

À tardinha te visto e passeamos pelas ruas do bairro.
E somos felizes.

Quando anoitece após o jantar te arrumo.
E te levo ao reino das fadas, dos reis, rainhas e princesas.

E selo teu sono com uma benção e um beijo.
Não poderia ter tudo isso se não estivesses comigo.

Se ao saber da tua vida, em meu ventre, tivesse desistido de ti.
E apesar de todos os problemas decidi pela tua vida.

Hoje pelo nosso amor; Sou feliz.
Não abortei.

(Inspirado pela entidade Maria).

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Auxilias.


Porque abominas o irmão mal trapilho que te bate à porta?

Olha bem para ele.

Que alma se esconde atrás da pele suja, dos amarelecidos dentes, do cheiro fétido do corpo?

Quem sabe se esse irmão de fato já não te foi caro amigo de vidas passadas, ou mesmo, sangue do teu sangue?

E agora nessa veste corporal purga pelos erros cometidos; pela mão fechada à ajuda ao próximo, pelo coração surdo aos apelos dos necessitados.

Reflete que vivesses “outras vidas” e certamente irá viver outras mais.

E quem sabe, no futuro, poderá ser tu a mendigar de porta em porta em busca das mínimas coisas para tua sobrevivência?

Abre teu coração para a súplica desse ser que se encontra em teu caminho.

E que insistentemente te pede auxilio.

Não te aborreça com suas palavras repetitivas, nem com o seu mau cheiro, seus modos bruscos, seu olhar de cobiça ou de desprezo.

Retira tu primeiro essas qualidades do teu coração.

Não julgues e nem castigues.

Simplesmente ages com caridade.

Doa um pouco do que tens.

Abençoa a quem te pede socorro.

Plantas para teu futuro sementes de luz.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Caminhas.


Caminhas e tentas não te esquecer de tuas raízes.
De onde viestes e para onde vais.

O homem que nubla suas lembranças
Caí nos tormentos da consciência.
E se perde no labirinto de suas ações.

Lembra-te, o teu caminho é único, és tu que o constrói.
A cada passo na senda da luz ou das trevas.

Não te inclines por demasia aos teus desejos.
Não cedas as tentações de tantas facilidades para o corpo.
Ele passa e tu ficas.

Ficas para reconstruir, caso tenhas feito uma estrada de barro e pedras.
Que o mau tempo transforma em lama e crateras para teus próprios pés.

Antes, caminhas aplanando.
Retirando todas as pedras incômodas.
Construindo uma estrada segura para tua alma.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Como permitir...


Como permitir.

Como permitir que esse ser que tanto amo se despeça?
Como deixá-lo ir?
Como dizer adeus a quem tanto tempo compartilhou comigo a própria vida?

Como imaginar que sua centelha, sua alma, seu espírito está abandonado à forma que me pos nos braços, me acalentou, me acariciou.
E que estava sempre presente nos momento de minha dor.

Como imaginar esta terra sem seu riso, minha vida sem a sua.
Como continuar sem que esteja ali, juntinhos aqueles olhos que brilhavam com minha chegada e entristeciam com a minha partida.

Como corta, feito faca cega e perfurante, sua perda.
Porém o que me dói é minha cegueira, minha ignorância, meu apego e meu egocentrismo.

Pois sei, e com certeza, que não se foi.
Simplesmente mudou.
Mudou de lugar, mudou de corpo, mudou de mundo.

Mas, continua a existir.
De uma forma mais pura.
Mais viva.

E continua a me amparar. Assim que possa com certeza.
E olhara para mim com o mesmo amor.
E estenderá suas mãos sobre minha cabeça.
E nos seus ombros, nos meus sonhos vívidos, estará lá.
Esperando-me e eu poderei novamente lhe tocar.

Mas estará bem. Já não existirá dor, nem aparelhos, nem balões, catetes, aparadeiras...
Não terá mais a vergonha da nudez perante estranhos.
Encontrará seus antepassados, os amigos que se ausentaram antes.
Os que voltaram para casa e estavam só esperando.

E todas as noites eu sei estará comigo.
E do outro lado poderás sentir o mesmo que eu.
Saudades.

Até onde vai nosso direito de escolha?


Até aonde vai nosso direito de escolha?

Até onde não magoemos o próximo.

Até onde não sejamos injustos.

Ate onde possamos ir sem perder a dignidade.

Até onde não causemos mal a qualquer ser.

Até onde não esqueçamos os ensinamentos dos Mestres.

Até onde possamos agüentar, sozinhos, as conseqüências dos nossos atos.

Até onde não esqueçamos das nossas responsabilidades.

Até onde não nos comportemos de modo animalesco.

Até onde não nos esqueçamos das nossas raízes espirituais.

Até onde não percamos o respeito aos mais velhos.

Até onde nossa língua não fira os ouvidos dos outros.

Até onde nossas palavras não machuquem o coração dos nossos amigos.

Até onde nossas mãos não estacionem o ato caridoso.

Até onde possamos plantar sem ter receio da colheita.

Até onde todas as nossas ações possam ser assistidas pelos nossos anjos.

Até onde não sejamos motivo de escândalo.

Até onde nossa consciência ainda se mantenha calada.

Até onde nossos passos estejam no caminho estreito.

Até onde tudo que fizemos não seja mero egoísmo.

Até onde nossos discursos sejam o reflexo dos nossos atos.

Assim viver, não é só mero agrado a si mesmo.

É também ajuizar o que nossos pensamentos, palavras, atos e omissões causarão a nós mesmos e em outros seres.

domingo, 3 de junho de 2007

A Divina Essência criou o antídoto.


A Divina Essência criou o antídoto.


Para a dor que dilacera os corações...
As lágrimas que o desafogam.

Para o mal...
A consciência que o reconhece e dele se afasta.

Para a mentira...
A verdade que pode tardar, mas não falha.

Para a covardia...
A coragem que se levanta em defesa dos ideais.

Para a vilania...
A honra que devolve a dignidade.

Para a violência...
A paz interna presente divino.

Para o desespero...
A certeza de ser acolhido no seio da Divindade.

Para a saudade...
O retorno.

Para o erro...
A chance de correção.

Para o desalento...
O consolo dos amigos.

Para a solidão...
O trabalho aos necessitados.

Para a tristeza...
A alegria de servir.

Para a desilusão...
Novos sonhos.

Para a angústia...
O trabalho edificante.

Para a decepção...
A compreensão das falhas humanas.

Para a separação pela morte...
A reencarnação que traz de volta o ser amado.


Que...


Que minhas palavras tragam o riso.
E nunca a maldição.

Que meus atos construam o bem a todos.
E nunca a destruição tao comum.

Que meus olhos sejam límpidos espelhos d’alma.
E nunca espessos de ódios.

Que meu coração esteja em união com a Terra.
E nuca bata sozinho por ele mesmo.

Que meus passos sejam no presente o rumo pro futuro.
Que nunca estacionem no passado.

Que meus lábios sejam doces para quem eu beijo.
E nunca traiçoeiros e vulgares.

Que minhas mãos sejam peças de construção.
E nunca atirem pedras a esmo.

Que minha voz seja uma canção de amor.
E nunca o som da tristeza infundada.

Que eu seja alegria, paz e harmonia.
E que nunca me esqueça que sou.

Talvez...


Talvez seja eu uma eterna viajante
Entre estrelas e planetas
Em busca de nem sei bem o que
Que me complete a alma
E me preencha o coração.

Talvez busque um Deus que me aqueça
Nas frias noites de dor
Quando lágrimas sofridas tracem caminhos na minha face.
E meu olhar se perca num passado mais feliz.

Quem sabe caminhe pelo fio da navalha
Em busca do equilíbrio prometido pelos sábios
E nessa caminhada aprenda o que não deve ser dito.
E minha boca se cale junto com a minha mente.

E então, encontre o meu Deus.
O Deus do meu coração.
Que pode ter a forma de um senhor barbudo.
Ou o riso solto e livre da Mãe celestial.

Quem sabe mesmo nenhuma forma...

sábado, 2 de junho de 2007

Superação

Nada há que não possa ser superado.
A dor da perda, a doença maldita, a pobreza inesperada.
Tudo por ser vencido.

Talvez não do jeito que desejas.
Mas, da maneira que é melhor para ti.
No fundo pouco sabes de ti mesmo.

E o Cosmo que te vela.
Conhece-te profundamente.
E te atende as necessidades.

Se pensas em tua vida só na carne.
Te enlameia e te emaranhas nas torpezas humanas.
E perde tua alma eterna.

Não servirás como exemplo para teu espírito.
E toda a tua vida se escoara.
Como a areia na ampulheta.

Sejas forte.
Pois de ti se espera muito.
Não caias perante as provas da vida.

Todas elas passarão.
E verás no fim da vida na carne.
A Luz infinita da Divindade.

Caminhante

Caminheiro.

Pelo teu amor desceste a terra e entre dores e humilhações pregaste a tua palavra, nos becos sujos e fétidos pusesses teus pés, entre ladrões e prostitutas te sentastes. E entre eles falastes de amor e paz.


Caminhastes entre os dois mundos, humano e divino, e separado pela fina e tênue luz da tua visão interior, enquanto via os anjos ao teu redor podias ver a maldade dos demônios encarcerados nos homens.


Sofrestes as humilhações de se tornar humano quando já era divino e percebeste em cada um dos que diziam ser teus irmãos as falhas da animalidade.
Foste pregado a cruz, insultado e morto.
E entre teu sangue e tua morte ainda rogastes perdão para os seus algozes.


Bendito és tu senhor Jesus.