domingo, 30 de julho de 2017

Ainda ocorre.


Na luz tênue da Lua, a mulher caminha pela estrada pelas horas escuras da noite a procura do que poucos veem.

Com olhar de lobo e de águia perscrutam em todos os lugares, seus olhos são negros e escuros como o véu que cobre a Terra.

Mãos rápidas e leves afastam a vegetação, descortinado milhões de vida. Pelas quais ela não se interessa.

Finalmente, um sorriso baila em seus lábios, ei-la! Pequena, espinhosa e enrugada. Escondida por trás de um tronco. Pega-a e coloca dentro de um pequeno saco preso a cintura.

Sua alegria é cortada pelos gritos dos aldeões. Não demora muito está encurralada. Mil mãos se estendem para ela. Logo se vê presa ao poste de tortura. Nos seus pés começa a arder à chama.

Aos gritos de bruxa, bruxa! É queimada viva. Com ela sua bolsa de cintura. E a erva que curaria as crianças doentes da aldeia. Doença que seus vizinhos, amigos e inimigos a acusaram de lançar sobre os filhos dos aldeões.
***

A ignorância e o ódio gerado pelo medo do que não se entende e inveja do que não se tem ainda queimam bruxas.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

o velho, o menino e o burro. Não eu!

 
Quando triste
Acham-me...
Depressiva.
Quando Alegre
Doidivana.
Quando sem fome
Doente.
Comendo
Gulosa.
Quando satisfeita
Pedante.
Quando humilde
Falsa.
Quando verdadeira
Grosseira.
Quando amável
Puxa saco.
Quando espirituosa
Sarcástica.
Quando recolhida
Metida.
Quando amável
Interesseira.
Quando arrumada
Perdulária.
Quando desarrumada
Desleixada.
E por aí vai.
E para não ser o velho do menino e do burro.
Estou sendo o que estou,
Sem ouvir o quem pensam que eu seja,

Espelho do outro.

domingo, 2 de julho de 2017

Sou grata

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A tudo que ocorreu
Se doeu ou não doeu
A minha alma se fortaleceu.

A cada instante de pensamento
Claro e confiante
Nebuloso ou irritante

Foi sempre depois... Melhor que o antes.
Paradoxo? Com certeza!
Essa é da vida uma de suas belezas.

O olho que chora a tristeza
É o mesmo que brilha em alegria.
A porta para que eu veja a beleza
E transmita simpatia ou frieza.

Agradeço
Por todo que buscou me humilhar
Mostrando-me como posso sempre me superar.

A todos os empecilhos,
Aos meus desatinos,
A todos meus “inimigos”
Aos meus desafetos.

Agradeço com prazer
A todos os meus amigos
Aos mestres dos caminhos
Aos anjos de plantão.

Agradeço a quem me deu prazer ou dor
No fim (serão iguais) 
Assim  então tanto faz...