quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal 2015.








Que se erga a Estrela de Belém

Iluminando o céu deste mundo
Trazendo a Boa Nova
O Nazareno.
Nascido de virgem
Luz do Mundo
Entre palhas e animais
Pastores e reis.
Criança Sol
Semente de Amor
Universal,
Indescritível,
Inexplicável,
Indestrutível.
Eterno no coração do homem
Que desejar
A paz,
A vida,
A bem aventurança,
A união humana.
Que sejamos eu e você
Um desses chamados tolo
Que cultua no mais fundo do ser
A esperança menina
De que a Luz do Mundo
 Faça em nós seu pouso.

Feliz Natal para ti.

domingo, 20 de dezembro de 2015


Serei para sempre sua linda  margarida?
Ainda me colocarás nos teus cabelos querida?
Mesmo que ainda não seja tão branca minhas petalas
Mesmo que muitos não me achem assim... Tão bela?
E minha textura não tão macia como dantes
Sendo eu flor de ontem.
Olharás admirando minha forma
Quando quedar minha perfeita formosura
Tendo a feiura abalado minha perfeição
De flor botão?
Esquecer-me-a num vaso de cristal
Junto a uma janela fechada
Com água maltratada
Para ti a todas as outras serei igual?
Quando eu muchar, envelhecer, despetalar...
Criança minha deixarei de ser tua linda margarida?
Ou ainda na tua lembrança serei eternamente
A tua mais linda margarida?
Guardada, prensada, seca nas folhas do teu livro da vida.

Sem certeza.

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Penso que não sou importante
Não tenho grande cargo
Nem diamantes.
Meu relógio não é suíço
Meu passaporte não tem carimbos
Minha conta estar sempre zerada
Não escrevi livros
Não plantei arvores
Filhos... Não os tive.
Não jejuei, não orei, não perdoei.
Nada fiz para ninguém que fosse bom recordar
Ou mesmo esquecer.
Passei como tinta branca em papel virgem
Nada fui

Nada serei? 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Meiga Alice



Não se desespere doce menina
Porque teu anjo não vingou.
Pensas que na realidade ele voltou
Para seus pares que antes deixou.
E nesse momento embalado pela Grande Mãe Maria
Sonha contigo.
Esperando que não penses que foi algum castigo
Desejando que somente aceite o destino
Que os separou por alguns momentos
Pois, almas afins doce Alice não se separam para sempre.
E quando menos esperares no teu ventre
Haverá nova vida ardente
É teu anjo que retornou.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Vazio


Eterno vazio que me consome
Afasta de mim esse cálice
Do doce beijo da vida
Das dores da carne.


Sem título


Enquanto os ponteiros disparam
Numa louca corrida contra o tempo
A ampulheta preenche o vazio de uma parte
Esvaziando-se na outra.
Aos segundos céleres
Sucedem-se os minutos apressados
As horas que correm
Os dias que passam.
Passo... Entre as estações.
Frágil na primavera,
Incinerada no verão,
Murcha no outono,
Imergida no inverno.
Como vento que assobia entre as frestas das janelas
De uma casa abandonada.
Vazia de vida
Cheia de sombras.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Livros



E nos livros encontro
O que nos humanos procuro
O sonho, o amor, a arte, o encanto.
A paz, amizade e ternura.

Nos livros acho os amigos
Que ensinam, dirigem, aparam.
Com letras sublimes a vida
Daqueles que neles embarram.

Sorte achar um bom livro
Que nos leva a criar bons hábitos
Por isso, caro amigo, não abandone seus livros,

A poeira, as traças e aos ratos.

Arte:Sir Luke Fildes 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Tua paz.



Encontre a paz.
Na vida atormentada do momento
Onde prevalece o sofrimento.
Em que as almas humanas padecem mil tormentos
Encontre a paz.
Pare um momento,
Respire,
Sinta o pulsar do seu coração,
Lembre-se da infância um momento feliz.
Sorria e guarde consigo esse instante de alegria.
Use essa energia por todo o dia
Em face de um aborrecimento, um atraso,
Ao invés de expressar lamento
Retorne no tempo e na memória reviva agora
A ocorrência feliz escolhida e sorria.
Mantenha-se nessa sintonia frente aos baques da vida
Àquele que te concedeu a Vida e a Liberdade
Penso com sinceridade!
Que espera que escolhas sempre ser feliz!
Buscando na própria alma a matriz...

Da paz.

domingo, 25 de outubro de 2015

Estou aqui!



Estou aqui nada temas!
Te aguardo deste lado da porta da vida.
Guiei tua alma durante tua existência
Não te abandonaria nestes últimos momentos.
Pode teu corpo estar em sofrimento,
Teus familiares curtindo dores em prantos,
Os amigos já saudades sentindo...
Enquanto esmaece em ti o sopro de vida.
Estou aqui nada temas
Te aguardo deste lado da porta da vida.
Nunca te abandonei um só segundo.
E quando deres o ultimo suspiro
Expulsares o último folego
Tomarei tua alma cansada em meus braços
Beijarei tua testa com cuidado para não te acordar do sono da morte
E ficarei ao teu lado até despertares

Para a nova vida que te aguarda.

sábado, 24 de outubro de 2015

Vida


Amo a Ti
Que é a vida
Que palpita
Que transborda
Que reluz.
Em cada ser
Ser ciente
Ser inconsciente.
Que dirige todos os passos
Que encaminha todos os atos
Que determina todos os fatos
Mesmo antes das escolhas.
Que as permite a cada centelha.
E pousa seu olhar nos homens as abelhas
No átomo e no arcanjo.
Sorrindo ternamente
Compreende plenamente
Cada erro e acerto
De cada um dos descentes.
Estando sempre presente
Nas quedas e na restauração do caminhar.
Até a Ti chegar.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Olhos de Borboleta.




Assim como uma borboleta pousa em frágil flor
Minha alma pousa na carne que vem a se decompor.
Trago tanta beleza e amor
Para enfrentar feiura e dor.

Infelizmente termino por olvidar minha parte etérea
Dedicando-me as delicias da carne na Terra.
Não me sutilizo me faço granito.

Esqueço o que tanto lutei para edificar.
Emaranho-me neste fútil lutar
Pelo pão e sangue azul
Pelas verdes notas não musicais.

Pelo prazer que passar rápido como brisa.
Enquanto eu a borboleta pouco aprendo
E escasso brilho a mim acrescento.

Até que minhas asas de olhos ensandecidos
Fecham-se e recomeça um novo ciclo.
No mesmo ou em outro lugar
Para a pequena alma borboleta luz se tornar.

domingo, 13 de setembro de 2015

Reiki Amigo



Reiki Amigo.
Amanhã iniciaremos as atividades do Reiki Amigo. Uma paixão antiga!
Nele teremos:
O Reiki estilo Usui.
Cromoterapia.
Harmonização de Chacras.
Floral de Bach.
Ainda temos dois horários a serem preenchidos.
O convite estar estendido aos nossos clientes, amigos e pessoas indicadas pelos mesmos.

Uma boa semana.
Contato:
mallikafittipaldi@hotmail.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Nossa Senhora do Bom Socorro

Nossa Senhora do Bom Socorro
Protetora nas Causas Espirituais.
Nossa Senhora do Bom Socorro.

Neste tempo em que o ódio impera

A caridade míngua pelo medo

Os homens digladiam-se por quase nada

O prazer carnal estar acima de tudo

Esquecem-se as necessidades dos irmãos...

Valei-nos Nossa Senhora do Bom Socorro

Vos que atende nossas necessidades espirituais

Acende nossa Luz consciencial.

Protege-nos do nosso própria mal.

Rogai por nós.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Mãe Maria


Mãe não nos abandone.
Não te esqueça de nós homens
Que vivemos ainda nos instintos.
A maioria pequenos animais famintos
De poder,
De riqueza,
De beleza.
Ilumina os precipícios profundos, abissais.
Que escondidos nas sombras de nossas estradas nos atrai.
Pelos nossos passos tortos e escabrosos neles penetramos
E perdemos nossas almas.   
O que em gemidos e gritos lamentamos.
Têm piedade desses teus filhos adotivos quase monstros.
Mãe Divina
Põe tua destra sobre nossas mentes
Apascenta- nos.
Somos ainda seres doentes
Que fadados à felicidade plena
Insistimos em chafurdar na lama do egoísmo
No lixo da maldade
No mais alto grau de bestialidade.
Nos salva Mãe de nós mesmos...
Amém.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Refugiados


Virgem Maria

Nesse momento tão sofrido

Onde irmãos que nunca vi

Estão perdidos em botes no alto mar

Ajoelho-me no teu altar.

Imploro a Ti Mãe Querida

Que oriente essa gente sofrida

Que acalme as ondas e os ventos

Tranquilize as tempestades diminuas os tormentos.

Que pais e mãe não percam seus rebentos.

Mãe Divina nosso alento

Toma a mão de cada um entre as tuas

Ouve todas as preces e te compadeces

Intercedes por eles sem demora

Que pedem e a Deus imploram

Terra, pão, paz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Doador.


Quem sustenta?
As nuvens no céu,
Os ventos que por lá assobiam.

Quem retém?
A água do mar.

Quem orienta?
O caminhar dos rios.

Quem eleva?
A terra a condição de cordilheiras,
Montanhas,
Montes.

Quem a rebaixa?
Até planícies,
Depressões,
Abismos.

Que força promove?
O canto das cigarras,
O zumbido das abelhas,
O pio dos pássaros,
O grasnar da gralha,
O rasgo da coruja.

Quem alimenta?
A semente morta para que vivifique.
E torne-se um carvalho milenar.

Quem doa vida a todos os seres?
Animais da terra, água e ar.

Quem enfim move?
O mais lindo, preciso, infindável.
Balé dos astros no Universo.


Quem é o Doador da Vida?

domingo, 16 de agosto de 2015

A Senhora.


File:Louise De Hem - 1888 - An old woman.jpg

Lousise De Hem. 
A senhora.
Um pouco escuro. Como os seus olhos e seu olhar.
Alguma coisa distingue mesmo sem precisar contemplar.
Os vasos antigos, a chaleira amassada todos sempre no mesmo lugar.
Assim não os perde de vista...  Se assim posso expressar.
Cada passo é um arrasto do chinelo velho, marcado, macio de uso.
No chão riscado pelo tempo e pelas suas ações.
São passos lentos, calculados para não ir ao chão.
As janelas e portas fechadas medo do ladrão.
A televisão apagada não chama mais a atenção
As novelas, para ela, depravadas os jornais sangue aos borbotões.
Que não interessam que não ensinam, só aumenta o medo da solidão.
Segue a vida entre o quarto, a cozinha, o banheiro e a sala.
Um universo repleto de baças lembranças e pó.
São os biscuit e pratos na cristaleira,
Não sabe por onde andam mais os copos, a poncheira e todos os cristais.
Quem os levou? Que fim tiveram? Não importa...
O tapete roído pelo tempo sob a mesa pesada
De madeira e mármore que há séculos não tem suas cadeiras puxadas, remexidas, usadas.
Muitas fotos nas paredes amareladas, tanto as fotos como a tinta desgastada.
Há pessoas que reconhece. Outras se perderam na lembrança em sua memoria que tanto falha.
Belo menino esse a sorrir para ela. Mas, quem será?
Continua a jornada em busca de um chá.
Porque hoje estar tanto a pensar.
Será que vem alguém a visitar?
Precisa se arrumar.
Mas, quem viria?
Filhos, netos, amigos?
Não se lembra de nenhum.
Vamos ao chá. A chaleira do fogo precisa retirar.
Que cansaço em seus pequenos passos
Precisa se sentar, descansar, dormir um pouco.
Um pouco...
O cheiro do gás a se espalhar
Escapando pelas frestas das portas e janelas
Os vizinhos a gritarem abra a porta!
O filho avisado, apressado, angustiado com a próxima reunião empresarial.
Esbraveja: Mãe, mãe abre a porta. Estou atrasado mãe!
Silencio.
A velha senhora repousa dentro da sua camisola,
Sem saber a hora, sem sofrer,
Somente o sono eterno
O eterno desfalecer.

O Leão e a Serpente.



Ouço teu rugido jovem leão
Ouves o sibilar da velha serpente?
Tu podes me rasgar o ventre
Eu consigo te envenenar o corpo e a mente.
Somos fortes
E diferentes.
Ruges e mostra-me tuas presas e dentes
Ergo a cabeça balanço guizos.
É quando me alço que tenho siso.
Há espaço e tempo
Para o leão e para a serpente.
Serpenteio, cobrejo e sigo.
Abandono-te.
Deixo-te a sorte.
Por ti construída.
Prefiro ser a minha própria mestra.
E não o fel, amargo bílis venenoso.
Que por incrível que pareça tu destila.

sábado, 15 de agosto de 2015

Compreendo agora.


Compreendo agora.
Toda dor por mim sentida.
Centenas de noite mal dormidas.
Os vexames.
As humilhações.
A pobreza de espirito.
A pequena capacidade pratica.
Os olhos sempre úmidos.
O canto da boca riscado para baixo.
A alma encurralada pelas indagações não respondidas.
O sentimento de tão longa data de estar só.
A velhice corroendo meus ossos.
Os falsos amigos que me esqueceram.
Os amores que me abandonaram.
E mesmo àqueles que eu amava que desencarnaram.
Agora compreendo...
Peço meu perdão
Pela tola que fui em tantas horas.
Pois, neste momento... Agora.
Em que estou de malas prontas
Para finalmente ir embora.
Percebo que dei muita atenção
A coisa de pouca monta.
Perdão.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Retorno do Peregrino

Cansado das casas astrais.
Dos mapas de tarô.
Do que dizem as folhas de chá.
Das cartas ciganas.
Atormentado pela morte de Deus
O bom velhinho
Em que tanto confiava
E que se tornou um código de Lei.
Apavorado com os anjos das guardas
Transformados em seres de imensa inveja dos humanos.
Atormentando pelos demônios naturais
Que habitam cada homem.
Assustado com os elementais do meu jardim
Que se tornaram ogros repelentes,
Diabretes católicos,
Danação.
Guardado com cuidado o chapelão do mago
A bola de cristal
O cajado
Feito a barba.
Calado para os encantos
Pelo medo da fogueira
Da perseguição
Dos que se acham cristãos.
Volto cansado ao colo dos deuses
Que tanto se parecem comigo
Com seus erros,
Dores,
Tristezas,
Decepções.
Em busca de um lugar

Onde ainda possa ser humano.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ah! Afrânio.


Ah! Afrânio.

Neste céu azul que meu olhar estonteia
Que me faz perder a certeza do finito
Esquecendo-me de tudo até de que existo.
Encontro a forma perfeita
Fugido possivelmente da história do antigo Egito
Do colo de Bastet sua amante.
Nessa formosura de ciranda de nuvens
Do vento que lá em cima serpenteia com certeza
Criando formas de rara beleza.
Vejo-te
É paixão à primeira vista
E do céu limpo azul brilhante
Do azul imaculado inigualável
Esqueço
Pois me perdi nos teus olhos verdes

Ah! Afrânio.

sábado, 1 de agosto de 2015

Sobre a dor.

Edward Hopper. 

Sobre a dor.

Bênçãos expedidas, bênçãos não perdidas.

Aos que sofrem o alivio, o fim ou a atenuação da dor são presentes

de Deus Pai aos filhos que lhes imploraram uma moratória diante 

de atrozes sofrimentos.

Nem todos serão atendidos.

Nem todos beneficiados se os seus desejos forem levados a cabo.

Há o tempo certo para tudo e a fruta retirada com antecedência da 

árvore se torna o fruto amargo. Como a dor extirpada antes do 

aprendizado poderá ser o vetor de novas fontes de aflição.

Autoria extrafísica desconhecida.

Psicografia Mallika.


15 de 06 2015.

quarta-feira, 29 de julho de 2015


Meus primeiros alentos em teus braços

Tuas lágrimas unidas as minhas

Teu choro felicidade

Meu choro, talvez do céu, saudade.

Nada sabia fazer

Tu tudo me ensinava

Andar, beber, comer, falar, responder.

Amava teus braços brancos macios

Teus cabelos negros

Teus olhos mel açúcar

Na minha infância rainha eras do meu castelo

Nada temia contigo

Nada era difícil para minhas mãos pequeninas.

Cresci.

E comigo o orgulho abobalhado da puberdade.

Amadureci e a vida me afastou um pouco de ti.

Envelheci e a ti me uni mais fortemente

E novamente

És a rainha que amo, a mulher modelo,

Adoro me enroscar em teus braços flácidos pelo tempo

Em teu colo de senhorinha

Passar os dedos em teus cabelos brancos

Fitar teus olhos de mel que apesar da vida e das dores ainda são de açúcar.

Eis o meu maior presente

Sem ti a maior parte de amor da minha vida seria inexistente.

Obrigada madrecita.

Por ter se feito mãe tão, tão querida.


Feliz aniversário.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Conselho

Conselho.

Serenamente invoca a Luz durante os dias em que ainda se encontras sob o véu da carne.

Ainda aí é o local mais propicio para teu crescimento espiritual.
Não adiantam adular os santos e os deuses, todos devem dá contas dos seus atos no livro da vida.

Nem temas nem te apavores serenamente invoca a Luz de Deus e caminha entre os desfiladeiros dos erros humanos guiado pela Luz que emana do teu coração se o fizera de bondoso.


Psicografia. Autoria desconhecida.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Bela Dama


Bela Dama.
Eis que surge a mais bela dama
Senhora do Amor Fraterno
Mãe de Todos.
Mão que afaga e acariciam enfermos
Cura as dores.
Mãe da Paz.
Estabelecendo a concórdia
Unindo irmãos.
Doce Senhora.
Que caminha entre os gemidos de filhos insanos
E os curam com amor.
Mãe Matutina.
Que clareia a Terra ao raiar do dia
Com seu sorriso.
Mãe Vespertina.
Que põem anjos as nossas portas.
Mãe das Estrelas.
 Que vela o nosso sono
Aos nossos pedidos.
Senhora da Boa Interferência.
Que ao filho Jesus
Roga por nós.

Autor espiritual: Padre Ribeiro.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Repasse para quem você ama.



Estamos sós quando negamos que em algum lugar alguém nos ama.

Choramos diante das nossas dificuldades quando não conseguimos ver as nossas vitórias diárias.

Temos pena de nós mesmo por não crer que somos vencedores desde que fomos escolhidos para habitar um corpo e passar uma chuva aqui na Terra.

Sofremos demasiado devido a não aceitação da Lei Natural e Divina: nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos.

Sim, o corpo morre mas, eu e vocês continuamos nossa jornada em uma das muitas moradas do Pai.

Aproveite o que tem. Grandes ou pequenas todas as coisas são bênçãos.

Use o que tiver para ser feliz.

Se ainda estás aqui é que tens uma função nesse nosso universo. Ame-se você merece.

Concorda? Pense bem... Conte até 10... Perceba você é tão especial que ganhou essas palavras para você!


Então levante a cabeça, enxugue as lágrimas, dê um sorriso besta e saiba que te amo. 

Você é especial, num tem ninguém como tu...

Penso que Deus te fez e guardou a formula só para ele de tão boa que ela foi.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Lamento de uma terapeuta.


Lamento de uma terapeuta.

Gostaria de falar de coisas boas.
Mas, meus olhos sempre se voltam para dor.
E molhados se unem ao pranto de milhões.

Gostaria de ter na boca palavras doces.
Mas, minha boca lembra milhões de bocas que estão secas de fome, de água e de verdade.
E se abre para abrir os ouvidos dos que teimam em não escutar os gemidos dos que sofrem.

Gostaria de ter flores sempre frescas para ofertar.
Mas, minhas mãos estão ocupadas no trabalho.
De manter minha dignidade e auxiliar no que posso. Como me permite a Divindade.

Gostaria de ser mais tranquila.
Mas, corro sempre atrás de alguma coisa que naquele momento me parece necessária.
Seja pra mim ou pra ti.

Gostaria de estar sempre de bem com a vida.
Mas, meu corpo cansando já sofre as agruras do tempo.
E meus esforços já não dão os mesmos resultados.

Gostaria de ser mais amável.
Mas, tenho pressa em ser prestativa.
E pouco tempo para ouvir lamurias repetitiva.

E assim não agrado a todos.
E nem mesmo a mim mesma.

Talvez, quem sabe, minha própria consciência?

domingo, 5 de julho de 2015

Amanhã...


Hoje pode ser...
Mas, amanhã...
Quem sabe não poderei ser salva.
Há milhões de células de minha pele que escapam
Em grotesca forma de poeira árida.
Isso por mais que me zele.
Animais minúsculos me devoram
Sugam-me, bebem-me, deterioram-me.
Todos os segundos, minutos, todas as horas.
Suas garras, dentes agudos, suas bocas apavoram-me.
Libero a energia que me sustem
Se não a libero morro também
Sufocada, entalada, nos pulmõe eu esmagada.
Então respiro ciente dessa cilada.
Os movimentos necessários me corroem
Ossos que se batem a vida inteira a si mesmo destroem
Desgastam-se, acabam, racham.
Sobra a dor causticante e atroz.
A própria luz
Que alegra a vida
Com o tempo aos olhos causam feridas
E os cegam sem dó ou piedade.
Essa é a Lei inexorável
Da Verdade.
Aceitando ou não virá silenciosa como o tempo
A Lei Divina da Destruição.
Morrerei então em silencio ou aos gritos
Sozinha ou acompanhada
No meu leito
Ou na rua abandonada
Não sei...
Hoje pode ser...
Mas, amanhã...
Quem sabe não poderei ser salva.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Orbe de amor.


Abate-me o movimento penoso da vida
Quando amputa de alguém a felicidade cobiçada.
Cota da ilusão assim perdida.

Entristece-me o jovem com valores embrutecidos
Esquecido dos outros sejam parentes, desconhecidos, amigos.
Enquanto caminha pela vida ilusionado pelo orgulho embevecido.

Assusta-me a criança já avelhantada
Que não brinca nem com nada se espanta
Parece adulta a mais ninguém encanta.

Olhos cheios d’água ficam ao verem os velhinhos olvidados
Sozinhos, abandonados, desamados, repudiados.
Esperando nos asilos amados filhos que deles já há muito estão deslembrados.

Desejo um mundo melhor para todo ser
Mais humano. Fraterno e benigno.
Eis a minha quimera amigo.

Quem sabe? Se eu soma meus bons gestos aos teus e os teus a outros
Formando uma corrente de amor modificaremos esse mundo de horror
Para um orbe de amor.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Hipócrita.


Hipócrita.
Sois por acaso a balança do mal e do bem?
Teus dedos que apontam erros alheios facilmente...
Apontam também os teus? Ou achas que não os tem?
Justa é tua balança? Ou tens dois pesos e duas medidas?
Não te cansas vê os que caem em erro dentro da tua verdade?
Não existe a possibilidade de outros caminhos? De outros modos de vida?
Ou somente tu tens a chave da perfeição.
Os pecados pelos quais incriminas outros como os reconhece então?
Reconhecerias se esses não estivessem em tu?
Mesmo que afogados em desculpas,
Colocados sob o tapete que sujas,
Empurrados para o esquecimento teus pecados anulas?
Teus dolos existem.
Hipócrita! Cínico! Falso! Fingido!
A lama que enxergas na alma alheia não as têm?
Gritas aos quatro cantos Erro! Pecado! Abominação!
Quer segregar do teu espaço o diferente,
O que achas que não merece o titulo de gente,
O que optou por ser ele mesmo sem se importar com tua opinião.
Mas, no recôndito da tua mente, no fundo do teu coração, na base dos teus instintos.
Escondem-se o homossexual, o pedófilo, o ladrão, o desleal, o estrangeiro, o iniquo irmão.
Acorda para tuas imperfeições.
Volta teus olhos para tuas deficiências.
Soterra tua ignorância, tua intolerância, tua maledicência.
Acorda...
Refletes-te no outro o que te  incomoda.
Abre teu coração
A porta da tua alma
Tenha a compreensão que no fim de tudo
Somos somente Um na Divina Criação.