terça-feira, 13 de março de 2012

Filho alheio.

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Filho alheio.


Filho alheio por que tão cedo?
Que motivos te levaram?
Que anjo te arrebatou tão abruptamente do teu lar?
Qual mal foi evitado com tua ida?

Choram as mulheres, como nunca choraram.
Ensandecidas de dor.
Mutiladas pela saudade.

Mas, tu jovem anjo nada podes fazer
Para minimizar a dor que enlouquece
O coração dilacerado de tua mãe.

Não mais gritarás: chequei mãe!
Não mais te atrasarás para os compromissos.
Não mais aborrecerás com tuas infantilidades.
Não mais, nunca mais.

O quarto, teu quarto estará sempre um mino.
Tuas lembranças limpas, esterilizadas, frias.
Como teu corpo sob a terra.

Choram as mulheres que te criaram
Viram teus primeiros passos,
Tuas pequenas e grandes conquistas,
Tua barba jovem e rara.

Não voltarás para seus braços
Não lhe beijarás as frontes
Não as fará sorrir.

Fostes... E contigo tanta alegria,
Tanta vida e sonhos nunca realizados
Serás lembrado em todos os instantes
Até o dia, em que cansadas, fecharão os olhos.

Este será o dia do reencontro.

Em memória a Oyama. Em apoio à xará Ceça mãe e Dona Salomé avó.



Um comentário:

Nyce Pinto. disse...

Bom dia Mallika, passando para desejar uma linda semana! E aproveito para ler os teus poemas que são sempre emocionantes e também as ponstagens de outras fontes sempre muito bem escolhidas. Parabéns pela escolha de hoje! Fica com Deus!