terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Só um anjo poderia...



Só um anjo poderia ser (amigo)

Só um anjo poderia ter (coragem)

Só um anjo poderia fazer (milagres)

Só um anjo poderia cometer (acertos)

Só um anjo poderia realizar (consertos)

Só um anjo poderia sonhar (com o ser perfeito)

Só um anjo poderia dominar (o mal feito)

Só um anjo poderia consertar (os defeitos)

Só um anjo poderia iluminar (os trevosos)

Só um anjo poderia ajudar (os teimosos)

Só um anjo poderia melhorar (os tiranos)

Só um anjo poderia curar (os doentes)

Só um anjo poderia salvar (os dementes)

Só um anjo poderia elevar (os indecentes)

Só um anjo poderia

Seguir pelas vidas

O homem.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Trocaria


Trocaria...

A mais bela aurora,

O céu rasgado avermelhado

Pelo astro rei.

A noite mais iluminada

As estrelas penduradas

Num céu de brigadeiro.

Meu corpo

Que prezo

Que cuido.

O mais feliz dos meus dias

Um em que só tive alegrias

Sem sequer uma dor.

Todos os meus amigos

Todos os nossos bons momentos

Esse doce sentimento.

Minha mãe

Meu pai

Minhas irmãs.

Minha família

Marido

Filho.

Trocaria...

Sem medo de errar

Sem medo de pecar

Sem medo algum

Trocaria...

Por mergulhar nos Teus braços

Na Tua Luz Infinita

Em Teu puro Amor.

Trocaria tudo...

Pela Bonança infindável

Pela Tua Paz Interminável

Pelo Teu Amor.

Deus.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ajuda necessária.


Preciso de ajuda para achar o que perdi.

Não sei onde...

Não sei quando...

Em que tempo foi...

Em que lugar se desvaneceu...

Será que morreu?

Não, não o sinto assim...

Sei que estar em algum lugar.

Só não sei donde estar.

Perdi sem sentir...

Escorreu por entre dedos...

Na correria da vida...

No cansaço dos dias...

Em sonhos errôneos...

Em desejos ocos...

Em anseios tolos...

Na cobiça desenfreada...

Nas decisões erradas...

No egoísmo exacerbado...

Na falta de honestidade...

Na carência de bondade...

O que me deixou vazio...

Preciso de ajuda para achar o que perdi...

Minha paz interior...

Minha integridade...

Minha solidariedade...

O respeito por mim mesmo...

O meu auto-amor.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Tempestade e destruição.



Eis de novo a tempestade

Com sua fúria

Com sua fome de destruição

Com seus uivos de agouro

Com seus silvos de horrores.

Lá vem a tempestade

Derrubando tudo que não esteja alicerçado

Tudo que não seja unido

Que não esteja bem enlaçado.

Aproxima-se a tempestade

Arrastando consigo o que é frágil

O que é fraco

Que não tem força

Que não tem raízes profundas.

Chegou à tempestade da vida

Expondo nossas mazelas

Expondo nossas fraquezas

Expondo nossas ilusões

Expondo nossos dissabores e desamores.

Lá se foi a tempestade

Retirou muito do que já não nos servia

Que não tinha mais razão de ser

Que não enlaçávamos com nosso amor

Que não protegíamos como feras

Levantou nossos medos

E contribuiu para que nos fortalecesse-nos. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Chuva fina



Chove chuva bem fininha

Molha as rosas da vizinha

Faz pequena poçinhas

Nas ruas e esquinas.

Chove chuva bem fininha

Molha o vidro da janela

Molhar a grama verdinha

Molha o gato da vizinha.

Chove chuva bem fininha

Lavando a roupa de quem transita

Os carros nas ruas

Os cães abandonados

Chove chuva bem fininha

Chove para eu correr a rua

E brincar feita menina.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Poema.



Desejo criar um belo poema

Que preencha de alegria o coração de quem o ler.

Que faça sorrir.

Que ilumine olhos.

Que ajude a deixar para trás as dores.

Que apague da memória os dissabores.

Que desfaça crenças negativas.

Que anime a alma entristecida.

Que levante o ânimo.

Que seja uma corda onde se segurar.

Um porto seguro para se atracar.

Um ombro amigo para se encostar.

Um guia.

Um mestre.

Um professor.

Um curador.

Que enfim, extinga com o que de ruim for.

E vêem palavras a serem dita ao sofredor.

Ame, se entregue à vida.

Tenha fé no seu Senhor.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Para onde vão?

Pintura de Gianni Strino


Quando morre para onde vão?

Nossos amigos,

Nossos irmãos,

Nossos filhos,

Nossos pais.

Nossas lembranças,

Nossas bem aventuranças,

Nossas falhas,

Nossas faltas.

As palavras ditas,

As palavras não ditas,

As dificuldades em falar,

As dificuldades de ouvir.

Os nossos projetos,

Os nossos intentos,

Os nossos objetivos,

Os nossos sonhos.

O nosso corpo,

O nosso sorriso,

O nosso bom humor,

O nosso encanto pela vida.

A nossa fé,

As nossas crenças,

As nossas esperanças,

A nossa alma?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ouço meu choro.




Ouço meu choro.

Baixo, surdo, mudo...

Mudo de pensamentos insanos e moribundos.

Mas, acompanha-me o soluço...

Liberado da garganta como um urro.

Frente ao fim

Teu fim nesse mundo.

Que fazer dessa dor brotando do âmago mais profundo.

Recolho as lembranças das nossas vidas,

Ponho fotos em caixas de sapato,

Tuas vestes aos necessitados,

Teus versos imprimirei para o mundo,

Tua imagem guardo na retina,

Tua alma no meu peito,

Tua história na minha história,

E assim, viverás enquanto vivo,

E para meu túmulo

Levar-te-ei comigo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Rejeito.

Rejeito...

A falta de amor ao próximo,

A falta de auto-amor.

A censura que violenta,

A libertinagem que corrompe.

A falsa amizade,

A amizade que magoa.

As palavras torpes,

As palavras que humilham.

A mão que agride,

A mão que destrói.

A vida seca de carinho,

A vida sem esperança, sem um ninho.

Rejeito...

A tudo que desumaniza,

A tudo que torna mais animal o homem,

A tudo que nos retêm no lamaçal dos baixos instintos,

A tudo que nos afaste do Bem,

A tudo que nos afaste do Belo,

A tudo que nos afaste do Bom.

A tudo que nos afaste de Deus.