quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Fuga.



Fecho os olhos e vejo.

Tudo que não vejo aqui.

Louca sou porque vejo?

Ou porque vejo louca sou?


Tu não vês?

Porque não procurou.

Mas, se tivesses procurado veria.

Tudo que vejo.


Inexistentes mundos,

Seres alados,

Amores de nereidas,

Almas perdidas, esquecidas de si.


Luzes que correm no céu ao dia.

Cores que acompanham cada ser.

Explosões de luz inexplicáveis.

Anjos que tocam harpa.


Fecho cada vez mais os olhos.

Para meu mundo dito real.

Onde se permite a violência,

Mata-se o irmão e deixam crianças morrerem de fome.


E poucos são tocados no coração.

Põem a mão na charrua,

E se entrega à labuta de auxiliar, se dar, se doar.

Sem perguntar a quem, sem nada cobrar ou retorno esperar.




Um comentário:

Savannah disse...

Muito bom seu blog, adorei de coração. E as mensagens são ótimas, parabéns!