sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pontuação.



Escondo-me no ponto.


Ponto final.


Pondo fim ao desencanto.


Que me faz tão mal.


Espero nas reticências.


Que nada enfim concluem.


Fica na consciência que nada deduz.


Pergunto na interrogação.


Pergunto e não me respondem.


Que faço então?


Surpreendo-me na exclamação.


A vida é cheia de supressas.


Cheia de supetão.


No hífen separo.


O que é meu e teu.


E fico sozinha desamparado meu eu.


De linha em linha caminho.


Pulo uma linha lá outra cá.


Para tentar me encontrar.


Bilhetes, cartas, tratados.


Escritos empoeirados.


Palavras esbranquiçadas.


Nomes, sentenças, deduções.


Pensamentos vãos.


E só quando me calo.


E paro.


É contigo Pai que falo.

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