quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Passagem.


Liberta alma das grades que a ungia.



Aberta a porta da carne que a prendia.



Encontra-se entorpecida.



Até que retorne a consciência.



Precisa o guia paciência.



Enxerga a alma sua nova morada.



O mundo das almas a abraça.



E ela sabe: morri!



E pela tela da sua mente.



Triste ou contente.



Rever sua vida.



De trás para frente.



Sua velhice se conseguiu ser anciã.



A maturidade, a juventude, a infância.



Até ser feto em ventre materno.



Avalia seus feitos e defeitos.



E chora ou ri...



Se possível abraça os que ficam em pranto.



Despede-se de todos com saudade.



E volitando com seu guia.



Parte para a grande viagem.

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