segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tenho saudades



Tenho saudades

Dos olhos de criança que eu tinha

Que via o mundo do outro lado do prisma.

Onde tudo era mais cor.

E a luz inundava todos os cantos.

A alma caminhava mais livre no olhar.

Sem máscaras a retirar

Quando corajosamente ia se apresentar.

O meu olhar

Não tinha sido umedecido por tantas lágrimas

Sofrimento não sabia enxergar.

Via alegria, magia, amor.

Mesmo presente a dor.

Tenho saudades

Dos olhos de criança que eu tinha

Que via o mundo do outro lado do prisma.

Hoje trago sombras aos olhos.

Sombras coloridas por sombras.

Pelo pó da vida.

Pelas cores baratas de maquiagem.

Que tentam esconder a sombra

Do medo, da dor e da falta de prazer

Que teimam, por trás das máscaras, aparecer.

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