quinta-feira, 30 de abril de 2009

Teu hálito.

Teu hálito sustenta-me

Criou meu espírito

Envolveu-me a alma

Tornou-me carne

Lançou-me as esferas

Aportou-me na Terra

Concebido fui

Nasci de novo

Entre os homens

Sou homem

Com todas as frágeis verdades

E sonhos maravilhosos

Suas descobertas inevitáveis

Seu crescer imprescindível

Sempre à frente

Sempre em busca

Sempre saudoso

Da Era do Ouro

Do Paraíso

Enfim, de Ti.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

EU SOU...

A maioria de nós definisse como aquilo que pensamos aquilo que sentimos e aquilo que fazemos. Na realidade, imaginamos que somos a nossa personalidade. Eu sou fulano de tal, moro na rua tal, tenho tantos anos, etc.

Será realmente que somos isso.

Quando dizemos: essa roupa é minha, essa casa é minha, esse carro é meu é porque essas coisas pertencem a alguém e esse alguém sou eu.

E quando dizemos: esse braço é meu, essa perna é minha, essa cabeça é minha, esse corpo é meu a quem pertence esse corpo? A alguém é claro. E quem é esse alguém se não eu.

Então, eu não sou o corpo, não sou o que o corpo faz, não sou o que o corpo sente, não sou o que o corpo pensa.

Afinal, quem sou EU?

EU SOU aquele que observa. Os pensamentos, os sentimentos, os atos, palavras e acontecimentos na vida de um corpo que tem bens como casa, carro, roupas. O que observa o que não sou eu.

Sejamos felizes.

Mallika.

Por que tremo diante de ti

Por que tremo diante de ti

E o suor frio escorre da minha testa.

Conheço-te há tanto tempo,

Passei por ti

Tantas vezes.

Já te sei os modos,

Já te sentir em outras eras.

Estás sempre no fim da estrada.

Poetas clamaram por ti,

Loucos e doentes também.

Todos que sofrem e os frágeis

Chamaram-te.

Mas, ainda temo a cada nova vida.

Ainda temo a cada nova morte.

O esquecimento me anuviou o conhecimento

Temo-te morte.

Como se verdadeiramente existisses.

E a vida não continuasse em outras paisagens.


terça-feira, 28 de abril de 2009

Força.

Que força é essa que...

Faz abrir a flor,

Transforma a semente em árvore,

Permite o crescer da grama verde,

E do mato bravo nas encostas montanhosas?

Que força é essa que...

Preenche de azul o céu,

Pinta-o com brancas nuvens,

Faz com que escureça,

E planta milhões de ponto de luz?

Que força é essa que...

Sopra as águas marítimas e forma ondas,

Rege os tufões e furacões,

Explode os vulcões,

Faz a terra tremer?

Que força é essa que...

Permite a expansão constante da vida,

Cria, mantém e modifica tudo,

Nada lhe escapa ao olhar,

Ou a justiça.

Que força é essa que...

Criou e cria,

Não para nem descansa,

Não adormece,

E somente o homem no seu coração o esquece?


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fases do amor.


Fases do amor.


Amei como criança.

És meu!

Não te empresto,

Não te largo,

Não te deixo nunca.

Amei como jovem.

Com excitação,

Com paixão,

Com frenesi,

Com loucura.

Amei como a loba.

De olhos abertos,

Na espreita para que não fugistes,

Colocando-te amarras,

Rodeando-te eternamente com meu amor.

Hoje amo-te como a Lua.

Que clareia,

Mas, não queima,

Não arde,

Não palpita,

Só te segue sempre,

Iluminando teus caminhos,

Acompanhando-te os últimos passos.


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mediunidade.

Mediunidade.


Quantas lágrimas estão sendo derramadas

Entre o aqui e o lá?

Quantos choram pelos que partiram?

Quantos choram pelos que ficaram?

Que mãe não morreu junto ao filho.

Que filho morto não se arrependeu do que lhe disse ou fez.

Continua o choro entre os dois planos.

Almas que não se encontram,

Que sagram,

Que não enxergam a Luz.

Almas perdidas, esquecidas de si,

Monoideistas.

Que clamam por socorro.

Em corpos ainda tão terrenos.

E nós e nossos pequenos castelos,

Com nossos sonhos miúdos,

Cuidamos de nos afastar de tudo que incomoda.

Até do irmão que bate a porta da nossa alma.

Para expressar sua dor e miséria,

Pelo nosso corpo.

Recusamos a nos doar.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fiordes

Fiordes



É só abrir os braços e lançar-se

Das alturas dos fiordes

Das rochas finas e pontiagudas

Cortantes e assassinas potenciais

É ver a beleza de suas cores

Mutáveis durante o correr dos cavalos do Sol

Dirigida pelos deuses

Num céu azul mar.

É só abri os braços e lançar-se

Das alturas dos fiordes.

Voar

Em alma para outros reinos

Entre nuvens brancas e macias

Entre seres quase angelicais

Entre as brisas femininas

Que sorriem quando passamos

E não compreendem

Não sentem.

É só lançar-se

Das alturas dos fiordes

E findar com os desejos não realizados

A dor que mutila

Os amores não compreendidos

As lágrimas que rolaram

A vida que finda para o corpo.

É só lançar-se

Das alturas dos fiordes

E abraçar a escuridão, fria, absoluta, aterrorizante, interminável?

Ou Tu ainda me esperarás de braços abertos?


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cristãos



Cristãos.

Da arena sangrenta,

Das lutas prenhas de dor e sangue,

Do martírio,

Do calvário,

Da coroa de espinhos,

Carne fresca nas bocas dos felinos,

Carne viva de açoites,

Sofrimentos pungentes,

Dores atrozes,

Vidas estilhaçadas pelo ódio, ignorância e corrupção.

Surge um canto,

Um louvor,

A Luz brilhante que nos guia,

Guia a cada cristão:

Jesus.

(psicografado. 31.03.2009).






terça-feira, 21 de abril de 2009

Um anjo vestido de homem.


Teu corpo.

Difícil te ver assim

Frio, inerte, branco algodão

Sem sorrir, sem chorar, sem murmurar suas dores

Quase esquecido

Completamente só

Ninguém, de cá, te acompanhará

Por mais amor que te tenha

Por mais devoção

Por todo tempo de união

Inteiramente, inexoravelmente, perdido para nós

Deixado para trás

Quando todos retornam à sua vida

Você fica

Dizem os anjos que não

Que já te levaram a tempo

Enquanto dormias como um deles

Puseram-te ao colo, te ninaram, retiraram tuas dores

Conduziram-te ao céu.

( In memória de Kildare dos Anjos Rodrigues. Um anjo vestido de homem passou por aqui).

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Perdi minhas asas.




Perdi minhas asas.

Minhas asas de anjo.

Enquanto descia do céu.

Das nuvens dos sonhos.

Perdi minhas asas.

Asas de anjo.

Que fazia sorrir.

A todos em qualquer canto.

E encantava como de fadas contos.

Perdi minhas asas.

Asas de anjos.

Nos meus primeiros desejos.

Nas minhas birras infantis.

Na busca do eu mesmo.

Perdi minhas asas.

Asas de anjo.

Quando me cresceram os pêlos.

E engrossou minha voz.

E me fiz homem.

Perdi minhas asas.

Asas de anjo.

Quando amadureci.

Fiquei importante.

E esqueci os sonhos.

Perdi minhas asas.

Asas de anjo.

Quando envelheci.

Esquecido do encanto da vida e da sua canção.

E endureci o coração.

Perdi minhas asas.

Asas de anjo.

E hoje as procuro.

Em velhos baús.

Em sótãos esquecidos.

Em gavetas mofadas.

Em fotos amareladas.

Perdi minhas asas.

Asas de anjo.

E não sei como reencontrá-las.

Os deuses da Terra.


Os deuses

Que povoaram a Terra

Seus arco-íris

Suas montanhas

Suas águas salgadas

Suas águas doces

Suas fontes, nascentes, regatos

Suas grotas, grutas, cavernas

Seus ventos, brisas, tufões

Que embalavam os pequenos com seus feitos

Animavam os guerreiros com suas histórias de lutas

Alimentava a bravura, a honestidade, a fidelidade

Fortes, belos, mortais ou não

Onde estão?

Esquecidos nos livros de mitologia?

Nas estantes das bibliotecas?

Nas revistas em quadrinhos?

Ou como espíritos civilizadores

Dirigem novos mundos para dia melhores?


domingo, 19 de abril de 2009

Quando Deus Quer...



Quando Deus quer é assim...

Eu passo de ano... se estudo.

Eu sou saudável... porque me cuido.

Eu me curo... pois tenho cuidado e fé.

Sou amável... Por natureza.

Auxilio a todos que possa... com certeza.

E sou auxiliando... com presteza.

Quando Deus quer é assim...

Basta um empurrãozinho de nossas ações.

Um tantinho de devoção ao bem.

A crença em sempre fazer melhor.

E qualquer começo ou recomeço por mais duro que seja.

Nunca é do nada.

Pois, estamos repletos de lembranças, de esperança.

Da força Divina de realização.


sábado, 18 de abril de 2009

Amor Perfeito.


Encontrei o amor perfeito

Alguém que me ama como a si mesmo.

Que não dorme sem que eu esteja.

Que só come com minha presença.

Que vai aonde vou.

Tem os mesmo sonhos.

Os mesmos desejos.

Que sempre me ver feliz.

E faz de tudo para isso.

Cuida de mim como criança.

Banha-me, me penteia, me perfuma.

Compra o que melhor pode para me presentear.

Não me abandona se não estou bem.

Não reclama comigo.

Não me julga.

Assim, não me condena ou absolve.

Simplesmente está lá.

Sempre, sempre.

Meu maior presente Divino.

Eu mesma.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Anjos, anjos e anjos.

Anjos, anjos e anjos.

Caminham rápidos

Ligeiros como brisa

Imagens semitransparentes

Riem a toa

Sem asas voam

Brilham com o Sol

Pode-se vê-los

Aos bandos

Como crianças

Em festas

Esquecidas pelos adultos

São anjos de montanhas

Onde ainda impera o ar puro

E eles tranqüilos

Cuidam da parte da natureza que lhe cabem

Um ou outro podem nos ver

Sorriem e continuam

Com um sentimento de piedade

Pelas nossas amarras.


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Poemas e Encantos II



quarta-feira, 15 de abril de 2009

Homens...Ao seu tempo


Marido é...

Ex-namorado apaixonado.

Antigo amigo de baladas.

Aquele que adorava você dançando funk.

Elogiava seu micro biquíni.

Achava suas opiniões hiper interessantes.

Sorria quando você cometia uma gafe.

Ficava junto quando você estava de TPM.

Não lhe trocava por uma cervejinha na esquina.

Jamais seria grosseiro (pelo menos frente a estranhos).

Sempre desculpava suas falhas.

Marido é...

Tudo que você não esperava

Chega cansado do trabalho.

Assiste todos os jornais (em silêncio).

Nos fins de semana está literalmente morto.

Reclama da ousadia do seu maiô.

Exige muita atenção.

Que ser tratado como filho mais velho.

E respeitado como seu pai.

Enfim...

É seu companheiro.

Que envelheceu.

Que passou todos esses anos contigo.

Que sofreu os reveses da vida.

Que desencantou.

Mas...

Que te traz um chá na hora da gripe.

E toca leve tua mão na hora da novela (que ele não acompanha).

Traz flores atrasado no dia do seu aniversário.

E no aniversário de casamento, como esqueceu lhe dá um crédito no cartão.

É aquele que põe os braços sobre os seus ombros e junto a ti fica a olhar estrelas.

Cada homem ao seu tempo.





terça-feira, 14 de abril de 2009

O grande mestre.



O grande mestre.

Não há como não o encontrar

O sofrimento

Existe em todo lugar.

Sempre pronto a esperar

Como um felino, um vírus, um mau feitor.

Aguarda

Nas esquinas, na escuridão, no metrô.

Em cada rua

Calçada, jardim.

Em tempo integral

Assustando-nos

Guiando-nos para o poço do medo.

Contra ele pouco a fazer

Viver da melhor forma possível

Tentar esquecê-lo, driblar, fugir

Sentir, saber que ele está lá

Mas, que você é um ser

Ele é outro

Mesmo sendo seu par.

Separar-se o Maximo possível

E levar consigo esse que no fundo é seu amigo

Seu mestre, guia, professor

Que muito, muito te ensina e te ensinou.

O sofrimento que o bem em ti despertou.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Encruzilhadas e escolhas.




Quantos caminhos

Cheios de flores,

Pequenos regatos,

Pássaros e árvores,

Grama e capim,

Que aceitam nosso peso.

Quantos caminhos...

Só escolher

Nas encruzilhadas

E aceitar o que vier.

A chuva, o Sol, o granizo.

Não importa tudo faz parte

Do Plano Maior

Entre os risos e lágrimas

Ele age e nós com Ele.

A alegria perfeita

A aceitação perfeita

A consciência do que é... É

E caminhar sempre, sempre.

Pelas estradas do Universo infinito

Consciente de toda justiça.

Muitas vezes incompreensível aos nossos olhos, mente e coração.

Mas, perfeita e sua razão.

domingo, 12 de abril de 2009

Meditação.

Meditação.


O ser humano pratica a meditação há milhares de anos. Inicialmente ela fazia parte da vivência de grupos elitizados, monges, magos, ocultistas que tinha por objetivo revelar, aprimorar, aprofundar o conhecimento de si, da natureza, das forças sagradas e ocultas, de Deus.

Em 1986, a seguradora Blue Crross-Blue Shied, patrocinou uma pesquisa sobre a saúde de
meditadores. Duas mil pessoas em Iowa foram estudadas e descobriu-se que:

1. Elas eram mais saudáveis que toda a população americana em dezessete áreas de saúde.

2. 87% dos meditadores foram menos hospitalizados que os não meditadores para doenças do coração.

3. 50% para vários tipos de tumores.

4. Melhor funcionamento nos aparelhos digestivos e respiratórios

5. Menor índice de depressão clinica.

6. Como também ansiedade, estresse, pressão alta, alergias, asma, dores crônicas e artrites.



Deduzimos que Meditação é bom para alma e para o corpo.

Contudo, para nós ocidentais é uma pratica um tanto difícil, devido ao nosso estilo de vida, forma
de concepção de realidade, costumes e outros empecilhos que criamos.

Mas, e há sempre um mas, existe uma forma simples de realizarmos meditação: a utilização do
Japamala unido a um mantra.

Venha aprender a usar o japa e quem sabe fazer parte do nosso futuro grupo de mantras.
O investimento é um quilo de alimento.

Para maiores informações escreva-me:


Felicidade!

Relembrando



Uma só lágrima

Lembrei de mim

Entre a cerca do quintal

Os gansos do vinzinho

O canto do cancão

O tagarelar repetido da gângara

O areal fino e cinza

Os sonhos dos castelos de areia

As pontes de palitos.

Esquecida pelos adultos

Não molestada pelas irmãs

Simplesmente só

Eu e meu reino infantil

Imenso como o Todo

Simples como trevos

Novo como a cada dia

Repetido nas mesmas horas

Deixado para amanhã

Quando se punha o Sol.

Esquecido quando cresci.

Relembrado agora.

sábado, 11 de abril de 2009

Japa Mala


Shanty!

Você já ouviu falar sobre o JapaMala?Sabe o significado do seu uso?
Como utilizar o Japa?Que dedos devem tocar seu Japa?Como dedicar seu Japa?
O significado do número das suas contas?
E espiritualmente qual o seu papel?
Caso tenha curiosidade escreva-me:

Breve estaremos realizando um estudo sobre o Japa Mala.
O Investimento?
Um kilo de alimento não perecível.
Aproveite essa maravilhosa oportunidade.
Vagas limitadas.


avise aos amigos que se interessam!
Olinda - Pernambuco

Criando.



Criador


O Espírito paira sobre as águas

Doando a vida

Os sons dos seus lábios criam

A vida se reproduz de acordo com sua vontade

Estende os olhos para o vazio

E cria

O universo infinito

Como seu próprio ser

Vê todas as maravilhas

Dita suas leis, ordena, organiza

Basta sua mente, seu pensamento, seu desejo

Ele Absoluto

Ele infinito

Ele Amor

Ele que estabelece a ordem no caos

Ele que toma a mão da criança

E ruma para o futuro do pequeno ser.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Agradecimento





Agradeço

Pela doença

Que me fez valorizar a saúde.

Pelas lágrimas

Que me fizeram valorizar o riso.

Pela tristeza

Que me fez valorizar a alegria.

Pela fome

Que me fez valoriza o pedaço do pão.

Pela solidão

Que me fez respeitar qualquer companhia.

Pela traição

Que me ensinou a ser fiel.

Pelos erros

Que fizeram- me buscar a Verdade.

Pela escuridão

Que me fez enxergar a Luz.

Pelas grosserias

Que ensinaram- me a delicadeza.

Pela morte

Que me faz valoriza a vida.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Recomeçar sempre.




Recomeçar.

Recomeçar do zero

Recomeçar do nada

Recomeçar tendo perdido tudo

Recomeçar já com algo.

Recomeçar com força.

Recomeçar com esperança.

Recomeçar com fé.

Recomeçar com firmeza.

Recomeçar com a certeza

Que a vida é circulo de fins e recomeço.


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Poemas e Encantos II


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tanta bondade

Tanta bondade e amor

Em teus gestos e maneiras

Como braços abertos

Prontos a abraçar, acalentar, a qualquer um.

Teus olhos caridade e mansuetude

Inundam de paz que os fitam

Que pode compreender a profundidade desse convite

No mar plácido da luz do teu olhar.

Tuas mãos que amparam

Sempre abertas

Sempre onde precisamos

Tua voz

Pura dedicação

Pura doação

Convite a paz plena

Ver, tocar, ouvir

Aceitar teu convite

E Te seguir Cristo

É êxtase.

Plenitude.

Paz eterna.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Anão Mágico




Pequeno anão

De ondes vens?

Que gruta é a entrada de sua morada?

Que tesouros escondes?

Onde guardas tuas mágicas

Que auxilia os príncipes

E pune os tolos.

Escorregas entre o capinzal

Com pés grandes e gordos

Teu nariz tudo cheira, tudo reconhece

Não temas meu cheiro senhor

Nem tão pouco me enfeitice

Não pertenço à linhagem comum dos humanos

Ainda vivo entre os homens e os deuses.

Os mortos e os vivos.

Ainda acredito em fadas

Em duendes e gnomos

Cresci...

Mas, em mim não morreu a crença

Do mundo mágico ao qual pertence.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Candeia



Candeia


Há uma imensa solidão

Uma intensa escuridão

Um precipício infinito

O local perfeito de se perde eternamente

As profundezas abissais

O breu, o negrume, a noite eterna

O local do sofrimento eterno

O ranger de dente

O rachar dos ossos

O estalar do chicote

Onde podemos nos perde por todos os séculos

Caso não encontremos a minúscula candeia

Em nós.



domingo, 5 de abril de 2009

Insatisfação



Insatisfação.

Já não te satisfaz a riqueza?

Nem tão pouco a imensa beleza?

Já não te enche os olhos a abundância?

Nem te atrai a luxuria?

Já não te completa o outro?

E sentes em meio aos teus tua solidão?

Já não sabes o sabor do prazer da carne?

Não te exaltas frente às maravilhas humanas?

Mãos pequenas lembram homens velhos?

Ouves algo que ninguém mais ouve?

Sentes o que ninguém parece sentir?

Percebes a escuridão em pleno dia?

Teu coração não parece preenchido por nada?

Teus caminhos estão vazios e tua despensa cheia?

Ouves um chamado, mas não sabes de que?

Vem tornar-se um viajante.

De uma trilha espinhosa.

Interna e que parece interminável.

Dentro de teu ser.

Conhecendo tua sombra e tua luz.

Até que te abram as portas do conhecimento.

Do saber quem és.

Encontrando a si e a Divindade.

sábado, 4 de abril de 2009

Quem rege?

Quem rege?

O Sol em sua caminhada,

O universo em sua expansão,

A Terra em sua evolução,

Os oceanos e seus mares,

A Lua em sua órbita,

O vento que sopra,

A água do céu, a água da Terra,

O voou dos pássaros,

O canto da baleia,

As luzes do céu,

A esperança,

A bondade,

A caridade,

O amor,

Os anjos aos milhões,

Os homens na escuridão,

A Luz?

Deus.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Há dúvidas?


Pode...

O Sol despontar

E não ser notado?

O mar rugir em altos brados

E não ser ouvido?

O vento assoviar nas pradarias

E não balançar nossos cabelos?

A chuva cair e não lavar as plantas

Deixando tudo verde limpo?

Os pássaros voarem, cortando os céus

E não serem apreciados?

As estrelas salpicarem o manto da noite

E não serem admiradas?

A lua emergir amarela e gigante do mar

E não se parar para vê-la?

Nem que se faça isso uma só vez na vida?

Pode então homem duvidar do escultor de tantas maravilhas?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sou Feliz!


Sou feliz

Pois tenho a mim mesma.

Comigo sei que conto.

Eu me lavo e me penteio.

Rio com meus pensamentos.

Quando me perturbam os anseios.

Posso ainda andar.

Pra lá e pra cá.

Enxergar letras graúdas

As pequenas só com uma lente em par.

De quase tudo dá pra se alegrar.

Lembrar de Polyana e brincar de melhor não poderia estar.

Nada azedo, nada escuro, nada mal a assustar.

A quem acredita

Que tudo que lhe acontece

Merece!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mundo feliz.






Foram sonhos


Pó de fadas


Alucinações


Visagens


Anseios de criança


Delírio


Desatino


Desejos


Aspirações


Pretensões


Cobiça


Loucura


Magia


Faz-de-conta


Vãos pensamentos


De um mudo todo feliz.


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Poemas e Encantos II