sábado, 31 de janeiro de 2009

Recompensas.

Recompensas.

_ Mereço recompensas!

Lutei pelo pão.

Lutei pelo meu chão.

Abdiquei da folga.

Abdiquei das prosas.

Dediquei-me ao árduo trabalho.

Dediquei-me a prosperar os negócios.

Gastei horas em muitos estudos.

Fui em tudo o melhor aluno.

Trabalhei incansável.

Nunca recusei trabalho ou salário.

Abri portas a forças.

Entrei em lugares sociais que não me cabiam.

Pela origem humilde de quem trabalhou.

E agora me barras o céu esperado?

Como se eu fosse de grande mal culpado.

Certo esqueci de forma família,

Olvidei amigos,

Desprezei os encantos do mundo,

Omiti ajuda a preguiçosos...

É por isso que não permites minha entrada?

E envia-me de novo?

_ Sim, irmão esquecestes de trabalhar tua alma.

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Poemas e Encantos II )

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Escolhas.


Escolhas.

Escolher

Entre coisa e outra

Entre ser e ter

Entre ficar ou ir

Entre fugir e enfrentar

Entre calar ou falar

Entre agir e omitir

Entre desespero e esperança

Entre ser adulto ou criança

Entre morrer ou viver

Entre ser triste e alegre

Entre ser otimista ou negativo

Entre ser amigo ou inimigo

Entre construir ou anular

Escolher entre ti e mim

Escolher, escolher, escolher.

Á viagem da vida sim

E entre as escolhas

Os escolhos

Da senda e do Sendero

Equilibrando-se na linha da faca

Na luz e na sombra que o ataca

Escolher

Ser o filho pródigo que retorna a casa

Ou esquecer o Paraíso do Amor Divino.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Que se faz com a saudade?

Que se faz com a saudade?

Entregamos ao vento

Para levá-la ao longe?

Colocamos entre as mãos

Como um pássaro ferido?

Acariciamos e a alimentamos

Como um filho recém nascido?

Apertamos contra o peito

Como o ardo de Narciso?

Aprisionamos a maldita

Numa cela sem portas?

Lutamos indefinidamente

Para não lembrarmos a cada instante?

Entregamo-nos a ela

Sem discussões ou lamentos?

Arrojamos a terra

Essa semente doentia?

Libertando nossa alma dessa agonia.

Transformando pungente saudade

Em esperança de retorno da alegria.

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Poemas e Encantos II )


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sonhei ser feliz

Sonhei ser feliz

Em meu sonho muito quis

Todas as riquezas do mundo

Saber profundo

Força viril

Delicadeza de criança

Educação esmerada

Ser ouro em toda casa

Ser belo e desejado

Muito, muito amado.

Por todos bajulado

Habitar em uma mansão

Ter carros do ano

Ou relíquias então

Juventude eterna

Sedução

Tudo pedi

Tudo consegui

Contudo esqueci

De nessa lista colocar

A paz divina

Que Deus nos dá

E hoje mesmo com tudo isso

Vivo a penar.


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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Maria

Maria

Abre teus braços

Recebe-me em teu colo

Aninha-me.

Passa teus dedos delicados nos meus cabelos

Com tuas brancas mãos seguras as minhas.

Deixa-me sentir teu toque.

Beija-me a fronte.

E ao roça teu rosto no meu

Possa sentir teu perfume.

Que meu coração bata em unicíssimo com o teu

Cheio de amor.

Da tua boca palavras canto de anjos.

És a mais bela das belas.

Perfeita.

Envolve-me em teu manto.

Protege-me

Mãe Maria.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Preciso

Preciso

Do seu carinho

Do seu amor

Do som da sua voz

Do batuque do teu coração

Do teu coração junto ao meu.

Das tuas mãos nas minhas

Das tuas risadas infantis

Das tuas brincadeiras

Da tua alegria.

Que sejas meu parceiro na caminha

Que não me esqueças durante a jornada

Que não me abandone na estrada

Que de mim não te percas.

De suas lembranças

De suas palavras doces

De sua ternura

De sua brandura.

Preciso de ti como tu de mim.

E nesse jogo da vida

Tornando-nos egoístas

Fechamos as portas

Da alma e coração

Esquecendo que todos somos irmãos.

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Insistência.

Insistência.

Em terra arrasada pela guerra

Molhada das lágrimas das viúvas

Encharcada pelo sangue dos heróis da pátria

Esquecida pelos grandes

Escarnecida pelos inimigos

Surda ao choro desesperado das crianças

Infectada pelo ódio dos patrícios

Rachado o solo pelo peso dos tanques

Rasgado o céu pelos mísseis

Perfuradas pelas bombas

Queimada pelos lança chamas

Envenenada pelos vírus

Estarrecida pela violência

Nasce em um canto

Uma flor

Denunciando que...

Apesar da loucura humana

A Natureza Divina continua a existir.

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Tenho tempo.

Tenho tempo.

Tenho tempo

Penso em Ti

Em todos os momentos

Alegres ou tristes

Agradeço-te

Por tudo que acontece

A cada instante

Dolorido, causticante.

Há um porque nesse instante.

Tenho tempo

Paro e olho Tua obra

No raiar ou morrer do Sol

Na lua cheia e minguante

Nas águas bravas do mar

No murmúrio do rio que tranqüiliza

No verde das árvores e seu farfalhar

No voou dos pássaros

No trinar do entardecer.

Tenho tempo

Para olhar a mim mesma

Buscar-me

Entender-me

Amar-me

Amar a outros

E assim

Amar a Ti.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Chegarei...

Chegarei...

Um dia

Chegarei a Ti

Não pela dor

Que instala desconforto

Mas, pelo amor.

Pelo Teu amor

Pelo meu amor a Ti.

Um dia

As escadas não serão íngremes

Os caminhos não serão tortos

As portas não serão estreitas

Um dia

Não na noite escura da alma

Ou no fio da navalha

Na linha da teia da aranha

Um dia

Será tão fácil como respirar

Como abrir os olhos ao acordar

Como o incessante pulsar do coração

Um dia

Já não haverá impedimentos

E para minha alegria e contentamento

Saberei

Que estou em Ti

E Tu em mim.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Meu doutor

Meu doutor

É elegante

Alto que nem gigante.

Branco como floco de neve

Nunca fica distante

Atende a qualquer instante.

É muito belo

Um cavalheiro, um gentleman!

Tipo de gente em extinção.

É mente, amor, coração.

De gesto lerdos

De voz pausada e amorosa

De calma espantosa.

Deu-me paz.

Trata minh’alma

Das dores que a vida trouxe.

É meu balsamo, meu ungüento.

Ouve os meus lamentos

E me reensina a sorrir.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Curvas.

Curvas.

Curvas na estrada pronunciam

Novas etapas

Novas paisagens

Novos caminhos.

Curvas no corpo libera

Novos desejos

Novos anseios

Novos prazeres.

Curvas no rosto denunciam

Tempo vivido

Sofrimento sentidos

Sonhos destruídos.

Curvas nos lábios apontam

Sorrisos constantes

Gargalhadas picantes

Alegrias.

Curvas nas costas determinam

Peso da idade

Peso dos problemas

Peso da má sorte.

Curvas na vida delatam

Erros e acertos

Esperança de conserto

Nova chance.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Você poderia estar...

Você poderia estar...

Sorrindo para mim,

Envolvendo-me com mãos tenras,

Abraçando-me.

Você poderia estar...

Brincando

Com seus “tesouros” espalhados pela sala,

Os brinquedos preferidos;

Inteiros ou não.

Você poderia estar...

Empinando pipa,

Correndo pela rua,

Subindo em árvores,

Para minha loucura.

Você poderia estar...

De novo fardamento,

Com lápis coloridos,

Numa bolsa repleta de promessas,

De um grande futuro.

Você poderia...

Ainda estar comigo;

Dormir sob meu olhar,

Velando teus sonhos,

Afastando pesadelos.

Você poderia...

Estar aqui,

Mas, foi-se,

Como nuvem que passa,

E ao passar deixa-nos em sombra.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Deixa-me falar de Ti

Como o ar que penetra nos pulmões

E dar-nos vida.

Como oásis no deserto

Refrescando nossas almas.

Como o Sol que aquece

E ilumina o espaço.

Como a Terra que nos acolhe

Feito Mãe.

Como o canto do vento

Que embala nosso sono.

Como a manhã que surge

Após a escuridão.

Como a natureza em esplendoroso verde

Que causa admiração.

Como os astros no céu

Que povoam a imensidão.

Em Ti não há vácuo.

Em Ti não há erro.

Em Ti não há dúvidas.

Em Ti não há mal.

Só perfeição.

Só graça e perdão.

Nenhuma solidão.

Nenhuma decepção.

Só amor.

Senhor.

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Sedes meu farol.

Sedes meu farol.

Sedes o farol da minha vida.

Aponta-me o caminho a ser seguido

Que não me perca em tortos caminhos

Que não me esqueça donde devo ir.

Que apesar de todas as pedras

Empecilhos e espinhos

Não desista em meio do caminho.

Sejas o meu farol

Em monte distante

Que ilumina o céu

Em constante aviso

Ao viajor

Dos perigos.

Do egoísmo

Da avareza

Do desatino

Da não cautela

Do ódio

Da falta de amor.

Que tua luz incansável

Aponte a direção do norte

O norte da minha alma

A luz do meu espírito.

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sábado, 17 de janeiro de 2009

Recusas

Recusas

Recusas em vê

A tua Luz

Que a muitos alumia.

A rota aplainada

Que abranda outros passos.

Tuas mãos estendidas

Em ajuda necessária.

A palavra amiga

Em tom de consolo.

Teus olhos marejados

Da dor alheia.

Teu silêncio

Para não ferir.

Teu trabalho

Que socorre, que constrói, que dá esperança.

Recusas em vê

Que de alguma forma cresceste.

E que esse sentimento de mal se quer

É um empecilho

Para ser o que és

Filho do Pai Santíssimo

Peregrino no Caminho

Iluminado aos pouco.

Ao mesmo tempo em que iluminas

O Caminho.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ouves e sentes...

Ouves e sentes...

Há música no ar

Anjos a cantar

Hinos de louvor

Ao nosso Senhor.

Milhões de vozes unidas

Cantam embevecidas

De amor.

O perfume do som

Que invade o universo

Que nos traz a plenitude dos perplexos

Que nos abate de amor.

O rufar das asas dos anjos

A caricia infinita

Os seus encantos

Suas aureolas em brilho e cor.

É a hora dos ângelus

Quando o Sol se descortina

E eles em infinita fila

Cantam a glória do Senhor.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Doce vida

Doce vida

Gosto aventura

Guloseima de travessuras

Sabor de diabruras.

De breve passagem

De leve bagagem

De loucuras.

Tendo tudo a mão

Sendo todo coração

Amor, alegria, perdão.

De sonhos

De fantasias

De profunda alquimia.

Que modifica suavemente

A alma doente

Em ser de Luz.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Frente à dor.

Frente à dor.

Frente à dor reajas.

Não se entregue a lamurias.

O tempo é curto.

Mas, alonga-se, se a dor dura.

Não te sejas mais pesada à luta

A rinha

A amargura.

Não desiste luta.

Crias o teu próprio meio

Crias a tua vida.

Se existe a dor e tristeza

Fé e esperança também existem.

Combata em ti o desânimo

Não caías na primeira armadilha

A vida é de altos e baixos.

Escolhe o caminho da crença

Os atos de harmonia.

O bem como costume.

E a paz então em ti se aninha.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Finges.


Finges.

Finges que não vê

Essa mão estendida

Que te implora

Uma esmola pequena ou grande

Para aplacar sua fome.

Finges que não ouves

O choro

O grito

O soluço.

Finges que não sentes

O amor ausente

O ar demente

Do irmão carente.

Finges que não te tocam

As lágrimas que escorrem

Os lábios que tremem

Os olhos que imploram.

Finges, tanto, há tanto tempo.

Que já não sabes o que sentes

Ou se algo sentes

Pelos outros entes.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Peregrino

Peregrino

Não há terras estranhas

Não há entranhas

Não hás de estranhar.

Peregrino.

Cada terra seu lar

Um caminho a saudar

Uma rota a terminar.

Peregrino.

Que se fez a cada passo

Que cresceu assim de fato

Levando em si seu fado.

Peregrino.

Por todo dia

Pela manhã

À tarde

À noitinha.

Peregrino.

Sob as estrelas brilhantes

Sob a Lua estonteante

Sob o Sol escaldante.

Peregrino.

Entre mundos

Entre lá e cá
Não estás mudo.

Peregrino.

Falas

Do que tu viste

Ensina o que aprendeste

Peregrino.

Um dia retorna ao lar

Portas abertas para tu entrar.

Braços de Deus a te abraçar.

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Poemas e Encantos II )

domingo, 11 de janeiro de 2009

Palavras

Palavras.

Preciso das palavras

Das rimas

Todas minhas.

Preciso da tinta

Do tinteiro

Da pena

Do lixeiro.

Onde lanço

Com presteza

Toda palavra má sã.

Toda rima

Daninha

Malfazeja.

Que ponha no coração

De quem quer que seja

Uma sombra de dor.

Uma dúvida do amor

Que tem por nós

Nosso Senhor.

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sábado, 10 de janeiro de 2009

Selo.


Ganhei da Karol (blog http://frasesdosol.blogspot.com/), esse selo chamado Blog Original. Agradeço sua gentileza Karol.


Através desse selo podemos nos ajudar mutuamente. Divulgar nossas páginas, fazer novos amigos e estimular os blogueiros a continuar a divulgaçao desta arte.


Para os indicados, seguem abaixo as regras que devem seguir:


1 - Publicar o selo em seu blog e dizer de que blog recebeu, colocando o link do mesmo;


2 - Publicar a história e o motivo do selo;


3 - Repassar o prêmio selo a três blogs, sendo que o selo não pode ser enviado ao mesmo blog por mais de uma vez (assim mais blogs poderão ser homenageados);


4 - Publicar no blog o endereço dos homenageados e avisá-los que receberam o selo.


Meus blogs indicados são:


Resisto - http://resisto.blogs.sapo.pt/ (pela delicadeza dessa portuguesa sensivel e instável como o mar).


RosanAzul - ALMAS AZUIS - MANDALAS E POESIAS - http://rosanazul-rosana.blogspot.com/
(pelas letras que rimam com o amor em todos os genêros).



Angel Sol - http://www.angelssol.com/ (pela capacidade de aborda, com sinceridade e sutileza, os mais variados temas. Uma lição).


Pronto! Prazer cumprido. Espero que os indicados aceitem ;)

O que conduz.

O que conduz.

A muita dor.

A muito amor.

A muito desespero.

A muita consolação.

A muita crueldade.

A muita bondade.

A homens vis.

A homens anjos.

A luta pelo poder.

A concessões.

A tortura.

A honra.

A doçura.

A traição.

A fidelidade.

Aos dois lados da humanidade.

A alma humana

Dividida em sombra e luz.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Tortas linhas.



Tortas linhas.

Escrevi em tortas linhas

Todas as minhas agonias.

Transplante, como órgão doente,

Sentimentos profundos,

Amores ausentes.

Somei, a isso, meu desencanto.

As lágrimas corridas pelos cantos

Da vida.

Adotei uma máscara de bondade,

Afastei-me da iniqüidade,

Deixei do mal desejar.

Busquei a luz na escuridão

Entre tantos obstáculo e tropeços

Encontrei no fim do túnel

Uma criança.

Minha criança esquecida.

Que me deu a mão esquálida e fria

Que minha falta de amor quase matou.

Tomei-a no colo e aceitei.

Que mesmo com o tempo ainda existe

Em cada ser um pequeno anjo.

Que é nossa criança interior.


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Era dever.

Era dever.

Era meu dever ser:

Bom filho,

Bom estudante,

Bom amigo,

Bom parente.

Era meu dever ser:

Honesto,

Pacato,

Tarefeiro,

Diligente com esmero.

Era meu dever ser:

Zeloso,

Cuidadoso,

Aplicado.

Era meu dever ser:

Melhor que qualquer um,

Acima de todos,

Intocável,

Era meu dever ser:

Alguém especial,

Reconhecido pelo seu capital,

Famoso.

Aceito como dever

Somente ser:

Eu mesmo,

Feliz comigo,

Sem me importar

Com o que os outros possam falar.
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ponte.

Ponte.


Perguntei ao meu anjo: para que vim?

Ele respondeu para ser ponte.

Ponte que liga.

Ponte que une.

Ponte...

Que junta dois pontos distantes.

Os torna como um.

Antes da ponte e depois da ponte.

Ponte...

Agregando pessoas, sonhos, planos.

Tornando-os possíveis, viáveis, alcançáveis.

Ponte...

Que concilia dissabores.

Une amores.

Junta seres em alegria, festas e harmonia.

Ponte...

Para unificar,

Anexar,

Combinar,

Casar,

Ligar,

Do todos um só formar.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Liberdade.

Liberdade.

Liberdade de dizer não!

Liberdade de não fazer!

Liberdade de realizar!

Liberdade de escolher!

Liberdade de nascer!

Liberdade de se comover!

Liberdade de sentir!

Liberdade de ouvir!

Liberdade de calar!

Liberdade de não falar!

Liberdade de se matar!

Liberdade de perdoar!

Liberdade de mal dizer!

Liberdade de fazer escolhas!

Liberdade de errar!

Liberdade de consertar!

Liberdade de viver!

Livre arbítrio!

De ser ou não ser...

A realização do Plano Divino

Liberdade de escolher!

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Busque

Busque

Ser luz

Na escuridão.

Presença

Na solidão.

Elo

Na desunião.

Conforto

Na desesperação.

Equilíbrio

Em discussões.

Setas

Nos caminhos.

Repouso

Para os cansados.

Consolo

Para os desamparados.

Amigo

Para os abandonados.

Amor em movimento

Para os nunca amados.

As mãos de Deus

Em um mundo tão necessitado.

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domingo, 4 de janeiro de 2009

Doce anjo.

Doce anjo.


Doce anjo de candura

Em seu olhar só doçura.

Em suas mãos

Só ajuda.

Em seu sorriso

Alegria.

Pequeno anjo de brandura

Falas com sinceridade

De tudo que vês

De tudo que sentes

De tudo que amas

De todos os erros que pressentes.

Doce anjo de amor

Não cresças

Por favor.

Continue assim,

Criança.

Levando ainda a esperança

De a humanidade reconhecer

A sua miserabilidade

E novamente tornar-se criança

Como tu

Só bondade.

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sábado, 3 de janeiro de 2009

Portal.

Nessa noite escura

Onde perdi minha alma

Pelo mal que deixei me corroer

Pela violência que cometi

Recebo as trevas densas

Que me povoam.

Recebo-as cortantes e frias.

Gemidos dos que são iguais

Dores dos tolos animais racionais

Quais sombras errantes, perdidas,

Acolhe-me como irmão.

Mais um dementado

Que por medo

Covardia

Desespero

Deu fim à própria vida.

Agora na porta umbralina

Onde a luz não penetra

Onde a dor não dá tréguas

Onde não há descanso

Vejo os anjos de minha vida

Meus pais, meus filhos, meus irmãos.

Mas, a vergonha de tê-los abandonado,

É tão forte tão ferrenha.

Que fecho os olhos, engulo lágrimas.

Aceitando minha sina.

Criada pelas minhas mãos

Que despedaçou tantas almas e corações.

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Fosse eu um anjo

Fosse eu um anjo

Estaria em constante atenção.

Não dormiria, nunca, não.

Não deixaria sozinho meu protegido.

Estaria com ele em todas as horas.

De perigo ou não.

Estaria a lhe soprar no ouvido todos os bons conselhos.

Jamais o deixaria em dúvidas.

O ajudaria nas lutas.

Iluminaria seus passos.

Mostraria os precipícios.

Apontaria os erros de meu pupilo.

Ensinar-lhe-ia o poder do amor.

Agasalharia-o em momentos de dor.

Convencendo-o que tudo passa.

Mesmos os momentos de horror.

Faria tudo ao meu alcance para vê-lo feliz.

Encaminhado no bem.

Desde que ele me desse à chave para que eu pudesse atravessa o portão.

Habitaria o seu coração.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Busco.

Busco.

Não me cansei.

Não canso.

Não cansarei.

Busco.

A eternidade.

O fim da maldade.

O bem, a bondade.


Busco.

A semente de mostarda.

A fé raciocinada.

A liberdade almejada.

A lucidez da alma.


Busco.

Nos livros santas letras.

Nas orações santas palavras.

Nos atos santos fatos.

No Mestre o abraço.

A quem chega.

Depois de longo caminho feliz.

Sem cansaço.

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