sábado, 31 de maio de 2008

Felicidade e Poesia.

Felicidade e Poesia.


Não há poesia que resista a tal felicidade.

Essa tal felicidade que faz os olhos brilharem

O sorriso fluir com facilidade

Que torna o céu mais azul

As estrelas mais brilhantes

E a Lua luz radiante.

Não há poesia que resista

A uma vida sem problemas

A falta de solidão

Um coração ocupado com amor

E preenchido de paixão.

Essa tal felicidade

Arrasa qualquer poeta

Que vive nos becos escuros das almas

Nas rodas vivas das vidas

Nas bordas dos precipícios.

Em busca dessa tal felicidade.

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Poemas e Encantos II )



sexta-feira, 30 de maio de 2008

Saiba.

Saiba.

Saiba que te amo

Que meu amor é tão grande

Sem tamanho.

Que não pode ser medido

Em máquinas terrestres.

Saiba que te amo

E infinito é esse amor.

E durará eternamente.

Enquanto houve um sopro de vida no meu coração.

Saiba que te amo

Mesmo nos meus momentos mais difíceis

Suas lembranças povoam minha mente

E aliviam meu sentimento.

Saiba que te amo

Que te vi nascer

Que te verei crescer

Adolescer

Mudar

E partir.

Mesmo assim, te amo.

E continuarei amando

Mesmo me afastando de ti.


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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Que me basta...


Que me basta...

Que me basta o corpo perfeito.

Os lábios rubros que tantos desejam.

As ancas de potra.

O andar de bailarina.

Os gestos de menina.

O olhar de anjo.

O sorriso de enigma.

As mãos de fada.

A cintura tão fina.

As pernas grossas.

Os tornozelos redondos.

Os cachos lisos de cabelos noite.

Os olhos de estrelas.

Os dentes feitos perolas brancas.

Cada gesto sempre pensado.

Cada olhar maquinado.

Cada palavra medida.

E sentir entre as sedas do vestido

Os olhares quentes dos homens.

A inveja das mulheres.

A admiração das senhoras de idade.

Quando as luzes se apagam.

A nudez acontece.

Meus olhos entristecem.

Meu sorriso fenece.

Meu brilho se perde.

A solidão me aparece.

E as lágrimas escorrem dos meus olhos.

Perante o abandono.

A falta de amigos.

A falta de amores verdadeiros.

Só os lençóis de seda a me fazerem companhias.

Nos milhares de noites deprimentes e vazias.

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Fantasmas.

Fantasmas.

Que cruzam as ruas e não se vêem.

Que buscam e não encontram

Eu não sei o que.

Que choram nas esquinas.

Que ficam presos as suas antigas casas e escombros.

Que não abandonam o campo santo.

Que vagueiam sem destino.

Que dormem eternamente onde perderam o corpo.

Que violentos tentam destruir seus desafetos.

Que malévolos dirigem outros a escuridão.

Que silenciosamente curtem sua solidão.

Que nada vêem se não sua perdição.

Que imaginam castigos vãos.

Que miseravelmente obsediam seus irmãos.

Que nem sabe que morreram.

E seguem como nada houvesse ocorrido.

Que não entendem o silêncio dos que amam.

A solidão absoluta a que foram abandonados.

E não lembram sequer um segundo.

Que têm um porto seguro.

E basta desejá-lo:

Deus.

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Não pai.

Não pai.

Por que papai?

Foi sem querer.

Eu não fiz por mal.

Eu conserto.

Eu compro um novo.

Não, papai.

Não me olhe assim.

Eu não faço nunca mais.

Eu prometo.

Eu não pego.

Eu não estrago.

Eu não arranho.

Eu não quebro.

Eu não brinco.

Eu não saio.

Eu não aperreio.

Eu não respondo.

Eu não choro.

Mas, não papai.

Magoa...

Dói...

Não me machuque pai.

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Em algum lugar.


Em algum lugar

Há um lugar para mim.

Onde a paz me faça companhia,

O amor seja farto,

E não haja agonia.

O Sol seja lindo e não maltrate.

A Lua ilumine caminhos à noite

Onde andemos sem medos.

As casas sejam cobertas de flores.

E os jardins tenham fontes.

Onde possa inspirar maravilhosos odores.

E pássaros cantem do amanhecer ao por do Sol

Canções que nunca ouvi.

E eu terei tempo de parar e escutá-las

Quando as quiser ouvir.

O chão seja grama lisa

Verde e fresca

Que possamos pisar sem as machucar.

Onde existam montanhas

Para escalarmos

E lá vê o espetáculo dos trovões e raios.

Que todos nossos amores estejam lá

Jovens e salutar.

E possamos encostar nossas cabeças no solo fresco.

Olhar para um céu estrelado.

Agradecendo a Deus por maravilhoso lugar.

Que só Ele pode nos ofertar.


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domingo, 25 de maio de 2008

Falta


Falta.

Faz-me falta

A cama fria

O lençol velho e fino

O corpo quente da irmã ao lado.


Faz-me falta

O cheiro de café torrado

Os passos de minha mãe na cozinha

O seu olhar de mel.


Faz-me falta

O pão torrado na hora

A mão dela sobre minha cabeça

Tão oca de problemas.


Faz-me falta

O quintal de areia branca

As galinhas

Os pés de bucha e tomates.


Faz-me falta

Minhas irmãs pequenas

Nossas brigas e brincadeiras

Estarmos juntas.


Faz-me falta

A infância que se foi

Mesmo cheia de pobreza

Mas, cheia de amor.

Que nos unia.

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sábado, 24 de maio de 2008

A sombra.




No meu medo.

No meu sangue.

Ela espera.

Um momento.

Um instante.

A hora certa.

Que ela achar.

Silenciosa.

Maldita.

Não bem vinda.

Escondida.

Disfarçada.

Aguardando o disparo.

Mecânico, traçado, destino.

Virá?

Não sei?

Sei, no entanto, não posso fugir.

De mim.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Companheiro...


Companheiro.

Deixa-me por a cabeça em teu colo.

Afaga-me o cabelo.

Beija minha face.

Abraça-me.

Faz-me sentir tua presença.

Preciso do teu apoio.

As lágrimas que rolam pela minha face

Estão enraizadas em minha alma profundamente.

Não, não te apiedas de mim,

Sejas apenas meu amigo.

Companheiro de jornada.

Que já falhou tantas vezes.

Não me faltes agora.

Preciso do teu apoio companheiro.

Do teu amor.

Amor de irmão.

Sem segunda intenção.

Estar presente no momento.

Em que possivelmente me ausento.

Cheia de lamentos dessa vida de ilusão.

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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Confias.


Confias.

Teu destino já está traçado.

Será o que será.

Pouco podes mudar agora.

A flecha do karma já foi disparada.

Terás que enfrentá-la.

Podes recebê-la de peito aberto, entregando-te.

Podes fingir que não a ver até sentir sua dor.

Podes tentar fugir, quem sabe?

Podes enfrentá-la com o conhecimento e a fé.

Cabe a ti a atitude.

Mas, ela virá.

Quem sabe pode o vento afastá-la de ti.

Ou perder impulso antes de te atingir.

Ora.

Confia.

A Graça Divina existe.

Para todos.

Por que não estaria destinada a ti?

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sempre te velei.

E quando soa a hora irmã?

Quem velará teu sono?

Eu.

Que te seguir por toda vida.

Que te amei.

Como amam os anjos.

Que chorei os teus erros.

E sorrir as tuas vitórias.

Orgulhei-me dos teus feitos.

E me escondi atrás de minhas asas

Para não ver teus pecados.

Mas, nunca te abandonei.

Estive muito perto, estive um pouco mais longe.

Contudo, nunca deixei de zelar por ti.

Mesmo quando te entregavas as sombras por ignorância.

Quando chegar a hora.

Eu velarei teu sono.

Ampararei teu corpo.

E ao abrires teus olhos.

Estarei lá te esperando.

E não te espantes.

Saberás que sou eu.



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terça-feira, 20 de maio de 2008

Falhei.


Que sonhos ainda não realizei?

Que lugares não conheci?

Que estradas não trilhei?

Que livros ainda não li?

Que filmes não assisti?

Que portais não cruzei?

Quantos ainda não conheci?

Quantos não abracei?

Quantos lábios não beijei?

Quantos amores não viverei?

Quantos filhos não tive?

Quantos amigos não fiz?

Por que não vivi?

Por que passei a vida junto aos deveres?

Por que não aproveitei os prazeres?

Por que esqueci de sorrir?

Por que esqueci de amar?

Por que não me refestelei de vida?

E agora que me sobra?

E agora que fazer?

E agora aonde vou?

E agora que estou só?

E agora que a velhice chegou?

E agora que a morte está próxima?

Resta-me Tu Senhor.

Teu amor.

Meu complemento interior.

Mesmo não tendo aproveitado teu presente

A vida que me doou.

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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Liberto.


Livre agora sou.

Solto das amarras da carne.

Do peso do solo,

Das leis não cumpridas,

Das promessas não realizadas,

Das amizades falsas,

Dos casamentos falidos,

Dos inimigos ocultos,

Do trabalho cansativo,

Das dores no corpo ferido,

Dos perigos,

Dos bandidos,

Dos nefastos políticos,

Da violência geral,

Dos cem milhões de pedidos,

Do vizinho infernal,

Dos filhos abusivos,

Da frigida companheira,

Da tirania diária da chefia,

Das dúvidas que abalavam,

De se quando morresse,

Ainda viveria.

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domingo, 18 de maio de 2008

O violino divino.

Como nas cordas do violino



Como no som que produz



Na música que cria



No coração que seduz.



Linda peça de harmonia



O universo irradia



Beleza, paz, harmonia.



Criação de Deus que se expande



Para nossa própria agonia



Que não entende sua vontade



Que não está em união divina.



Como o violino



Que quando tocado com maestria



Aglomera seres em busca



De momentos de suavidade na vida



Buscam os homens a bem aventurança



A infinita bondade e sabedoria.



O som de Deus em suas almas combalidas.

sábado, 17 de maio de 2008

Arrebatado.


Quem canta?

Que som me encanta?

Que me leva ao céu.

Quem canta?

Na agonia dos olhos fechados,

Nas dores do corpo cansado,

Na ofegante respiração de um condenado.

Já não espero nada dessa vida

Dela estou posto a parte.

Um réprobo dementado.

Por que ouço esse canto?

Que alivia meu cansaço,

Aquieta minha alma,

Apascenta minhas dores.

Abro os olhos

E acima de mim paira

Um anjo iluminado.

Esperando meu último suspiro

Para eu ser arrebatado.

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Eu sou poeta?

Eu sou poeta?


Ou escrevo em linhas tortas

Palavras vãs.

Sabendo que podem não ser lidas

Se lidas

Com certeza esquecidas.

Num canto da memória qualquer.

Coberta pelas teias de aranhas

Pelo pó do tempo

Pela roda da vida.

Eu sou poeta?

Quando insisto em escrever

Letras que cantam

Letras que choram

Letras que angustiam

Letras que lembram quem sou eu

Letras que despertam.

Eu sou poeta?

Enquanto insistir?

Enquanto existir?

Mesmo sem saber me definir.

Eu sou poeta!

Entrego minhas letras a ti

Para integrarem teu ser

Fazer parte de tua vida

Acompanharem-te até a despedida.

Darem a ti um pouco de conforto.

Para te lembrares Dele.

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

Grande guerreiro.


Seja justo.

Reconheça seus próprios erros.

O grande guerreiro não é o que vence as batalhas exteriores.

Mas, o que consegue vencer os demônios que o habitam.

Os erros que realizou ao menos tenta consertar.

Modifica a frase fria que esquenta com amor.

A verdade dolorosa enfeita com doçura.

A tristeza apaga de tantos rostos.

Trabalha em prol de todos.

Uma vida dedicada ao bem.

O grande guerreiro luta para ser um homem melhor.

Um bom amigo.

Um cidadão honesto.

Um pai carinhoso.

Um marido exemplar.

Um profissional competente.

Um grande guerreiro é uma pessoa incomum

Misturada a multidão vazia.

Sem metas para quando findar a vida.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Cores.

Pintarei minha casa de nova cor.

Talvez rosa amor.

Salmon namoro.

As janelas verdes esperança.

Os tapetes serão marrons equilíbrio.

Os tetos azul céu noturno.

Banheiros imaculadamente brancos.

Chão completamente colorido.

De vermelho, amarelo, preto, azul claro, verde grama.

Meus vestidos escuros trocarei por claros.

Todos os meus lenços serão floridos.

Trarei cor a minha vida cinza.

Ao meu coração escuro.

A minha alma sem brilho.

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terça-feira, 13 de maio de 2008

Desvendando.


Quantos mistérios a serem desvendados.

Quantos universos a serem visitados.

Quantas estrelas ainda desconhecidas.

Quantos orbes a serem habitados.

Quantos cometas a serem anunciados.

Quantos asteróides a serem temidos.

Quantos buracos negros e brancos a serem descobertos.

Quanto desconhecimento.

Quanta ignorância do que há lá fora.

Quanta ciência que se importa.

Quantos cientistas que buscam respostas.

Quanto ainda não sabemos...

Quanto desvendar a alma muito mais nos importa.

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

No canto.


Rodopia asas e ventos.

No canto triste do violão,

Sereno.

Escuta as vozes dos que clamam

À justiça humana vã.

E te entristeces com a dor finita

Dos maus e dos bons.


Toca teus bons pendores

E ages.

Antes que para ti seja tarde

Ouve a voz cansada do teu coração.

E libertas teu grito de igualdade e liberdade.

Para ti sentir nobre.

E irmão dos teus irmãos.

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domingo, 11 de maio de 2008

Divido contigo.


Quantas vezes teus sorrisos

Foram os meus.

Tua sabedoria

Meu aprendizado.

Tuas histórias

Minhas lembranças.

Tua voz

Meu consolo.

Teus braços

Minha proteção.

Quantas vezes tuas lágrimas

Minha tristeza.

Teu desespero

Minha loucura.

Tua dor

Meu padecimento.

Talvez assim divido contigo

Minha vida.

E estou sempre aqui

A tua espera.

Amo-te

Mãe.

sábado, 10 de maio de 2008

Existe felicidade.

Existe felicidade em cada passo

Quando com nossas próprias pernas

Escolhermos nossa estrada.

Existe felicidade em cada olhar

Que mira as maravilhas da natureza

A beleza infinita do que foi criado.

Existe felicidade nos braços

Que abraçam os amores

E aconchega os amigos.

Existe felicidade nas mãos

Que constroem, que ajudam, que aliviam.

Os fados dos mais débeis.

Existe felicidade na palavra

Que neutraliza o ódio

Que esclarece.

Existe felicidade em sorrir

Para quem está triste

Para quem nunca mais sorriu para outro.

Existe felicidade em construir

Uma realidade mais leve

Um lugar mais tranqüilo.

Em nome do amor do Pai.

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Felicidade e saciedade.

Felicidade e saciedade.

Não é saciedade...

Atingir as metas traçadas...

Chegar à fama...

Alcançar os fins planejados...

Obter tudo que deseja...

Atingir os objetivos pretendidos...

Trilhar o caminho dos vencedores...

Receber louros de vitória...

Adquirir as riquezas do mundo...

Levar a cabo todos os seus planos...

Lograr toda boa sorte...

Possuir a perfeição corporal...


Felicidade é...

Obtenção da paz intima.

Do equilíbrio corpo, alma e espírito.

A re-união entre nós e Deus.

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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Que criança...


Que criança habita teu coração?

Que não endurece frente aos homens de más ações.

Que não desiste de ser melhor a cada dia.

Que insiste em buscar harmonia.

Que luta por todos que lhe buscam.

Que acredita, tem fé no Invisível.

Que criança, em ti, faz sorrir o velho lamentoso.

Que parece aplacar as dores dos doentes.

Que nunca reclama de ouvir mais um pouco.

Que está sempre a se mostrar contente.

Que criança habita teu coração?

Que mesmo em meio as tuas trevas é luz.

Que leva a outros e os conduz.

À luz de Jesus.


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quarta-feira, 7 de maio de 2008


Gaia

Nesse ser que passeia pelo Universo.

Presente do Pai amado.

Em giro próprio e determinado.

Escuro e claro.

Nesse ser azul.

Redondo e feminino.

Gestando infinitamente.

Cheia de filhos.

Que lhes acompanham aonde for.

Eu estou.

Agradecida a ti mãe querida.

Planeta Terra.

Gaia divina.

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Luz do Mundo.


Luz do mundo.

Sol Divino.

Senhor da Luz.

Luz do Mundo.

Em tantos corações ausentes.

Abrasar os que te buscam.

Ferve o sangue dos que procuram.

Alimenta a fé dos que vacilam.

Assegura a nossa alma teu calor.

Seja sua presença nossa meta.

Encontrar-te nosso destino.

Amar-te loucamente.

Nosso maior desejo.

Entregando nosso coração.

Nossas vidas.

E nossas almas.

Em Tuas mãos.


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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Antes que seja tarde.


O caminho pode ser solitário.

E o é.

Por mais que tenhamos companhia.

Somos seres sós.

Únicos.

E buscamos preencher esse vazio.

Com todas as coisas que possamos comprar.

Com todas as coisas que possamos conquistar.

E levamos a vida a adquirir bens;

Conquistar pessoas.

Preencher-nos de atividades e sonhos.

Não que seja mau.

Mas, é ilusão.

Os bens se quebram.

Envelhecem.

São ultrapassados.

As pessoas mudam.

As pessoas partem.

As pessoas morrem.

Os sonhos mudam.

O corpo cansa e não podemos ser mais tão ativos.

Então, antes que seja tarde.

Não perca seu tempo todo.

Procure algo que:

Não muda;

Não cansam;

Não quebra;

Não é ultrapassado;

Não morre;

E nos preenche plenamente:

Deus.


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domingo, 4 de maio de 2008

Permita-me.


De todos os amores

És o perfeito.

De todos os companheiros

És o escolhido.

De todas as rotas traçadas

És a que tento seguir.

De todos os desejos

O que mais anseio.

De todas as saudades

A que mais dói.

Sem Tua presença

Não quero e não posso existir.

Sem Teu sopro

Desfaço minha vida.

Sem Teu som a ecoa pelo Universo

Pereço.

Sem Teu pensamento

Deixo de existir.

Sem Tua força

Abato-me, feneço.

Permita-me Senhor

Senti-lo em minha vida.

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sábado, 3 de maio de 2008

Ao pensar em Deus.



Ao pensar em Deus.

O corpo adormece acordado.

O sonho é lúcido.

E real.

O sentimento de felicidade é total.

Não é saciedade.

É felicidade.

Paz e harmonia intimas.

Que só podem ser vividas.

Aos que se dedicam ao Senhor.

Nos que pensam no Senhor.

Nos que oram ao Senhor.

Nos que amam ao Senhor.

E abrem caminho em si mesmo.

Para receber do Divino o sentimento de amor.

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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ser só.


É um estado de espírito

Uma faculdade da alma.

Uma escolha.

É estar rodeado de pessoas.

E não ouvir o que se fala.

O que pensam os outros sobre tudo.

É viver em seus próprios pensamentos.

É sentar a mesa taciturno.

E merendar sem dá uma palavra.

Viver escondido no quarto.

Na casa.

No escritório.

Preferir roupas discretas.

Nunca abusar das cores.

Poucas palavras, pouquíssimas.

Nenhum sorriso.

Gargalhar nunca.

Andar devagar e não fazer barulho.

Não ter amigos.

Não visitar parentes.

Enterrar os mais próximos.

E esquecê-los no álbum de família.

O amor e a paixão são para outros.

Para si só solidão.

Escolhida e aproveitada ao máximo.

Nos domingos sem lazer.

Na leitura de antigos livros bolorentos.

Na cama de solteiro.

É morrer sem que ninguém saiba.

Sem dá trabalho.

Somente na hora do enterro
.
Pois, não terá quem segurar as alças do ataúde.

E depois o limbo.

O cinza, o nada, o não som.

Por muito tempo.

Até a primeira lágrima sentida.

Saudade de alguém que amava.

Que virá buscá-lo com presteza.

Para que deixe de ser um homem invisível.

Para ser uma alma em tratamento.

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quinta-feira, 1 de maio de 2008

O que já tens.

Procuras o que já tens.

Busca cansativamente o que já é teu.

Temes pelo que nunca acontecerá.

Sonhas com o que te pertence.

Que foi te dado a tantas eras.

Que usufruis a tantos néons.

Mas, que repetidamente esqueces.

E ao voltares retornas tua procura.

Aquieta teu coração.

Tua alma intranqüila.

Convence-a.

Ela sobreviverá.

Sempre sobreviveu.

Está no recôndito da tua mente.

Todas as tuas vidas.

Fenece o corpo.

Morre e apodrece.

Tu não.

Eleva-te ou desce.

De acordo como agiu teu coração.


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