quarta-feira, 30 de abril de 2008

Joio e trigo.


Joio e trigo.

Os anjos abrirão os céus.

E banharão a Terra com suas cores.

E todos os que nela vivem saberão.

Derramará sobre nós suas águas Netuno.

Suas nereidas cantarão o mais belo canto.

E os tritões anunciarão em coro tua chegada.

Clareará o céu com os raios Zeus.

Que cortam a Terra.

E fendem árvores.

Sairão os mortos do reino de Plutão.

Chegada é hora.

Da separação.

Gaia tremerá perante Ti.

E todos os pequenos seres da natureza.

Prestarão-lhes homenagens.

Os silfos soprarão de leve.

Os devas farão as árvores se curvarem à sua passagem.

As fadas pintarão as flores sem nenhuma esquecer.

Pã apascentara os animais.

As ninfas te farão cortejo.

Duendes te ofertarão seus potes de ouro.

Gnomos suas cestas de frutas.

Trasgos, diabretes, ogros e demônios se esconderão nas trevas.

Os homens vivos e mortos ficarão de joelhos perante Tua Luz.

É a hora de separar o joio do trigo.


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terça-feira, 29 de abril de 2008

O sótão e o espelho.


No sótão estão as memórias.

De muito que se passou.

A caixa de música que toca.

Com a bailarina sem par.

Alguns outros brinquedos espalhados.

Aqui, ali, acolá.

Uns inteiros outros quebrados.

Como a vida ou o lar.

Vestidos de gala embrulhados.

Roídos por traças e nunca mais usados.

Lembram festas e bailes.

Frases de ouvido.

Beijos escondidos.

Livros ultrapassados.

Coisas que aprendi e nunca usei.

Amigas que se foram.

Outras que tinha esquecido.

A cadeira de balanço sem a minha avó.

O violão sem cordas.

É como toda a minha vida, juventude lá estivesse guardada.

Esperando conserto.

Sinto-me jovem.

Até ver no grande espelho.

A imagem de uma senhora que me espanta.

Sou eu!


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segunda-feira, 28 de abril de 2008

As experiências.

Experiência.

Vale a pena quando...

Muda valores para melhor,

Modifica o mau humor,

Abre um sorriso,

Garante um abraço,

Une corações,

Gera uma boa ação,

Leva a caridade,

Ajuda a levantar o astral,

Purifica nossos pendores,

Nos eleva os pensamentos,

Faz-nos crescer como pessoa de bem,

Ilumina nossa alma,

Nos aproxima de Deus.

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domingo, 27 de abril de 2008

Tempo gasto.

Olha quanto tempo gasto.
Em armazenar tesouros.
Tesouros que as traças corroem.
Minhas vestes de ouro.

Olha quanto tempo gasto.
Perdida na ilusão.
Da beleza do corpo.
Sem lembrar o dia da sua corrupção.

Olha quanto tempo gasto.
Amealhando conhecimento.
Pomposa sábia de salão.
Esquecendo a sabedoria dos que vivem na objeção.

Olha quanto tempo gasto.
Nos brinquedos da vida.
Nos salões de festas.
Nos namoros efêmeros.

Olha quanto tempo gasto.
Enchendo-me de satisfação.
Saciando os meus desejos.
Presenteando-me de ilusão.

Olha quanto tempo gasto.
Sem me preocupa com o Eterno.
Com o espírito que não finda.
Com o outro lado onde hoje estou.

Sem tesouros.
Sem beleza.
Sem sabedoria.
Sem amor.

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sábado, 26 de abril de 2008


Perfeição.


Luz que brilhou no oriente.

Luz que brilhou no ocidente.

Luz que brilhou nos olhos dos mártires.

Amor que se expandiu pelo mundo.

Amor que modificou vidas.

Amor que trouxe a paz.

Perdão a todos.

Perdão e compaixão.

Perdão incondicional.

Caridade completa.

Caridade sem especulação.

Caridade sem afetação.

Doação por inteiro.

Doação sem nada querer em troca.

Doação de alma e corpo.

Teu nome:

Jesus.

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sexta-feira, 25 de abril de 2008


Tendes fé.

Por mais alta que for a montanha
Caso a precise escalar
Tendes fé e vai.

Grande seja o problema.
Parecendo não ter solução.
Tendes fé e ele se resolverá.

Dolorosa situação na família
Que não sabes como resolver.
Tendes fé e ele se dissolverá.

O corpo sofre pelo mal instalado?
Os médicos não conseguem tua cura?
Tendes fé e ficarás sã ou saberás suportar tua cruz.

A solidão te acompanha pelos dias?
Não tens ninguém a quem concorrer?
Tendes fé e te surgirão mãos amigas.

A fé acionada pela oração.
Leva a solução de tantas dificuldades.
Quanta as tenha.

Energia que renova, acalma, direciona.
Empregada pela tua alma.
Movida por Deus.

Torna-se milagre,
Fonte de paz,
No teu dia-a-dia.

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Voltei.

Voltei.

Que anjo me fará esquecer?

Que aqui estive tanto tempo.

Que deixei ao partir amores ao vento.

Desafetos e inimigos.

Que anjo me fará esquecer?

Que fiz um tanto que tinha para fazer.

Que ajudei um pouco.

Mas, não terminei a obra que tinha de realizar.

Que anjo me fará esquecer?

Que ficaram para trás doces amizades.

Filhos, mãe, pai, irmãos, amigos.

Que pranteiam.

Que anjo em sã consciência poderia impedir,

Ou mesmo tentar barrar minha volta.

Volto assim, aos caminhos duros.

Não abandono quem amo.

Dividiremos dores e lágrimas.

Risos e alegria.

Sonhos e pesadelos.

Vida e morte.

Morte e vida.

Até que todos possam vir.

Onde ficam os anjos.

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ah! Soubesse eu.

Ah! Soubesse eu como era a vida aqui.

Teria ficado lá.

Onde o vento sempre é quase frio.

E as nuvens rosas.

Sempre temos alguém para falar.

E quem nos orientar.

Ah! Soubesse eu como era a vida aqui.

Teria ficado lá.

Onde não existe cansaço do corpo.

Onde não existe inimigo próximo.

Onde podemos caminhar, sem medo, a qualquer hora.

Ah! Soubesse eu como era a vida aqui.

Teria ficado lá.

Gozando paz eterna.

Trabalhando no que me dava prazer.

Sem suor ou lágrimas.

Sem dor.

Ah! Se eu não soubesse que estavas aqui.

Teria ficado lá.

Mas, estás aqui.

Num mundo pequeno e rude.

Que te faz sofrer e chorar.

Pelo que ontem escolhestes.

E hoje colhes com pesar.

Por isso, irmão, voltei.

Para a teu lado ficar.

Minimizar tua dor.

E quando partires pro lado de lá.

Esperarei minha vez.

Para de novo contigo ficar.



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terça-feira, 22 de abril de 2008

Poema já feito.

Queria um poema que falasse de flores.

De grandes esplendores.

De uma vida fácil.

De risos constantes.

De alegria abundante.

De amizade verdadeira.

De bons livros e brincadeiras.

De amigos inesquecíveis.

De historias hilariantes.

De finais felizes.

De grandes paixões.

De amores eternos.

De almas gêmeas.

De conquistas honestas.

De repente noto que já o fiz.

Pensando em mim, em ti...

Que na vida que passamos disso, ao menos, um tanto tivemos.


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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Perco-me.

Perco-me nos labirintos dos meus pensamentos.

Nos caminhos dos meus desejos.

Nos sonhos que criei.

Nos planos que construí.

Perco-me no que anseio.

A riqueza.

A abastança.

A abundância sem fins.

Perco-me nos meus intuitos.

De poder.

De fama.

De glória.

Perco-me na minha cobiça:

De ouro.

De prata.

Perco-me no meu apetite:

De sexo.

De luxúria.

Perco-me de Ti:

Da Tua brandura.

Da tua Plenitude.

Da tua Paz.

Sofro, pois não te esqueci.

Pai.


domingo, 20 de abril de 2008

Divididos

Sou dois
.
Dois em um.

Homem.

Mulher.

Divididos.

Sem encontros.

Lutadores.

Insistentes.

Incansáveis.

Implacáveis.

Homem.

Mulher.

Gladiadores.

Impiedosos.

Um contra o outro.

Sem acordos.

Sem consenso.

Adão.

Eva.

Separados.

Imunes.

Silenciosos.

Soldados.

De uma guerra intima.

Que não termina.

Que não finda.

Que não acaba.

Une-me Pai.

Homem e mulher.

Só equilíbrio.

Só amor.

Um pelo outro.

Um só ser.

Sem sexo definido.

Como teus anjos.


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sábado, 19 de abril de 2008

Olhe.

Olhe sempre, no outro, o que ele tem de melhor.
Olhe como se fosse a primeira vez.
Olhe como se o estivesse conhecendo agora.

Olhe com olhos de amor.
Olhe com compaixão.
Olhe com retidão.

Olhe bem antes do mínimo julgamento.
Olhe todos os lados da questão.
Olhe só. Melhor julgar não.

Olhe dentro dos olhos.
Olhe e procure a alma do seu irmão.
Olhe sem preconceitos.

Olhe com maior amor possível.
Olhe as possibilidades.
Olhe não a atualidade.

Olhe então como nosso irmão maior.
Olhe não como somo hoje.
Olhe o que seremos no final da caminhada.

Olhe nossa luz.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Para ser feliz

Coisas simples para ser feliz.

Magoaram-te?
Perdoe, compreenda.

Humilharam-te?
Veja que quem o fez é menor que ti. Se não, não o faria.

Depressão?
Busca ajudar, saí de ti. Não és o centro do universo.

Desgosto?
Olha ao teu lado e vês tantos que precisam de ti. Ajuda e esquece.

Fome espiritual?
Busca Deus no amor e risos que promove.

És deformado?
Mas, há tantos que te amam assim mesmo.

Sumiu a luz dos teus olhos?
Acende a do teu coração.

Está solitário?
Procura companhias.

Envelheces-te?
Busca atividades que ainda podes realizar.

Podemos fazer muitas coisas para ser um pouco mais feliz.
Ou empacar nas nossas dores.

Cabe a cada um construir um pouco a sua felicidade.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sinto.


Sinto o vazio no ser que pensa.
No ser que se adiantou na senda.
No buscador da Luz.

Sinto a dor de quem busca Deus.
A certeza do amparo.
A incerteza da certeza.

Sinto a saudade do que não lembramos.
À vontade de retornar ao seio paterno.
O sentimento de perdida imensidão.

Sinto a vontade da partida.
Do retorno.
As hostes divinas.

Sinto a desilusão da carne.
O saber dos nossos erros.
Do tempo a ser levado para os acertos.

Sinto que a demora nos entontece.
Que rodopia nosso conhecimento.
Que nos enfraquece.

Sinto a falta da Luz nos meus dias.
E as noites alma minha em busca e romaria.
Procura-te Pai em agonia.


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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Morte.


És tu morte?

Não te temo.

Nada mais tenho.

Há não ser um corpo definhando.

Ossos estalando.

Órgãos que não funcionam.

Memórias que não podem ser revividas.

Saudades.

Não há mais amigos.

Nem filhos amorosos.

Ou netos que ouçam minhas histórias.

Visita-me apenas o médico e enfermeiro.

Nesse asilo de velhos e loucos.

Vejo somente tristeza.

Não te temo morte.

Leva-me para o nada.

Para o sono eterno.

A morte eterna.

O fim de tudo.

Onde todos e tudo acabam.

E no seu horrendo rosto cadavérico a morte sorriu e gargalhou.

Ceifou o velho triste e abatido.

Atravessou com ele o portal da vida.

E do outro lado ele encontrou todos que antes haviam partido.
Antes dele.

Vivos, conscientes que o saudaram e o apresentaram:

A vida após a morte.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Covas de rosas.


Plante rosas em minha cova.
Não me emparedem.

É meu último desejo.
Que sejam as rosas que me façam companhia.

Sobre o túmulo de areia negra e fria.
Que abriga o que de mim restou cá.

Quero ao me visitar ver as rosas.
Florindo o que fui.

Embelezando a saudade, se aqui deixei alguma.
Perfumando o ar.

Enquanto se dissolver a carne.
Alimento para as rosas.

Uma troca justa.
Pela beleza que nelas há.

E eu ficarei a contemplar
As rosas e o corpo que um dia foi meu lar.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Canto para Deus.

Abro a boca e canto.

Não importa o tom tonto.

Nada impede meu canto.

Seja a língua presa.

A garganta seca.

A boca amarga da vida.

Eu canto.

O encanto maior não é o próprio canto.

É para quem eu canto.

E canto e me encanto.

Pelo que canto.

Sem parar em qualquer canto.

Sem ponto, quase insano.

Enche meu espírito de cânticos.

E cânticos.

E continuo o meu canto.

Até termina com corpo trêmulo.

Mãos suadas.

Coração disparado.

Olhos cheios de lágrima.

Alma lavada.

Erros esquecidos.

Pecados mortos.

Só vida em abundância.

Canto para Deus.


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domingo, 13 de abril de 2008

Peço-te anjo.

Peço.

Sejas a Luz que me guia.

Entre as trevas da minha ignorância.

Entre minha condição de homem animal.

Ilumina meus caminhos,

Para que possa enxergar os precipícios do mal.

Que me atrasaria a jornada.

Afasta os perigos dos quais não possa eu me defender.

E deixa os que me fortalecerem.

Possa, vez ou outra, sentir tua presença.

E sentir seu perfume.

Que seja tua voz a me acalentar.

A dar bons conselhos.

A apontar-me as estradas corretas.

Não te afasta de mim mesmo nas horas dos erros.

E guardas meu coração do egoísmo.

Sedes meu farol.

Meu protetor.

Meu guia.

Meu anjo


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sábado, 12 de abril de 2008

Deus te proteja de ti...

Deus te proteja de ti mesmo.
Do teu orgulho.
Do teu desatino.
Do teu narcisismo.
Do teu nervosismo.
Do teu racismo.
Do teu embrutecimento.

Deus te proteja de ti mesmo.
Da tua angústia.
Da tua fome de fama.
Da tua tristeza.
Da tua depressão.
Da tua ilusão.
Da tua infelicidade.

Deus te proteja de ti mesmo.
De tua astúcia.
De tuas mentiras.
De tuas malicias.
De tuas maldades.
De tuas insinceridades.
De tuas falsidades.

Deus te proteja de ti mesmo.
Nas últimas horas.
Na boca do túmulo.
Na alma presa ao corpo.
Na tua loucura, desespero e desatino.
Na prisão que criastes para tua alma.

Deus te proteja de ti mesmo.
Quando se revoltares.
Quando blasfemares.
Quando te juntares aos maus.
Quando machucares os vivos.
Quando continuares a te enganar.

Deus te proteja de ti mesmo.
Na hora do arrependimento.
Para que não vire culpa.
E possas ouvir a voz do teu anjo.
Vem!
E com a proteção de Deus,
Possas ir.


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sexta-feira, 11 de abril de 2008


Não te entregues.

Não desista.

Não te aflija tanto os problemas.

A cada mal o seu dia.

Não te preocupes com o final.

Segue fazendo o melhor hoje.

Amanhã será novo dia.

Um resultado inesperado com o correr do tempo.

O que te pertence, o que te foi dado pela graça divina ninguém toma.

Cada hora já é dura de ser vivida em sua plenitude.

Porque então se preocupar com futuro tão distante que nem sabes se vai ocorrer?

É assim mesmo.

Cada coisa tem seu canto.

Está no lugar correto.

Justiça Divina é amor.

Mas, é justiça.

Aos erros a pena correspondente.

Alegras-te com o que tens.

Não te comparas “aos que estão por cima”

Quantas dores eles levam no coração?

Saberias dizer?

Então vives o melhor que puder.

Tens fé que o teu é o melhor caminho.

Que Deus não te abandona mesmo nas dores.


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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Traços da vida.

Tracejados...
Traços retos e tortos.
Linhas que se cruzam.

Pontos...
Ponto final.
Ponto de exclamação.

Bordados...
À mão.
A máquina.

Corte...
Costura.
Retangular, quadrado.

Tece...
Tecidos da vida.
Rotos e novos.

Novas linhas.
Novos pontos.
Novos cortes.

Adeus...

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quarta-feira, 9 de abril de 2008


Por que Pai?

Por que o me deste tão pequeno?

Tão indefeso ser.

Que de mim precisava até o ar.

E se alimentou do meu sangue.

Que embranqueceu para o alimentar.

Porque o colocaste nos meus braços.

E ele sugou parte de minha vida.

E sorriu para mim.

Conquistando por completo e eternamente meu amor.

Porque me fizeste de aparadora.

E professora nos seus primeiros passos.

Nas suas primeiras palavras.

Enfermeiras nas suas febres.

Irmã nas suas brincadeiras.

Por que permitisses que ele crescesse.
E eu envelhecesse.

E ele partisse.

E eu ficasse só.

Recebendo-lhes os telefonemas nas datas comemorativas.

Mas, só ouvindo sua voz.

Afastada do seu abraço.

Do seu sorriso.

Das suas brincadeiras.

Enfim, Pai por que me fizestes mãe?


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terça-feira, 8 de abril de 2008

Coorte.


Corre a tristeza pelo mundo com sua coorte:
A dor, a miséria, a fome, a desilusão, a morte, a depressão.
Resultado de visitas anteriores,
O egoísmo, a desunião, o apego, a ilusão.
Trazem consigo o pior de todos nós, que vive entranhado nos nossos corações.
Nos levam todos eles ao sentimento de anulação, de uma vida sem razão.

Atrás desse grupo infame.
Mas, necessário vem a coorte do tempo.
Que tudo destrói com voracidade sem ternura.
Trás consigo o esquecimento, o olvido, a falta de memória, a anulação.
Que lava e leva nem sei para donde o que passou.

A galope que estremece a todos vem a coorte da felicidade.
Trás consigo a bondade, a ternura, a verdade.
A mão amiga, a palavra certa, a brandura.
Nos abriga em seus braços amigos.
E nos preenche com ventura.

Contudo todas passam.
Como vento ou tufão.
E certamente deixam.
Marcas no nosso coração.
Ferimentos que não nos mataram.
Mas, que no fortalecerão.

domingo, 6 de abril de 2008

Semente.

Escolhes bem as sementes que lançarás.

A vida as fará crescer.

E as transformará em grandes árvores de belos frutos.

Ou espinheiros que causam danos aos incautos.

Que pode ser você.

Lança sementes que farão o bem a ti e a aos outros.

Divide os frutos da tua sementeira.

Que se espalharão então por todos os lugares.

Oriundas da tua boa vontade de dividir com que não tinha.

E quando saíres pelos caminhos da vida.

Não te faltarão o alimento e o amigo.

Estarão no teu caminho como resultado da tua semeadura,

Das tuas dádivas.

E caminharás tranqüilo.

Com sorriso no rosto.

E coração leve.


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sábado, 5 de abril de 2008

luto d'alma.


No luto da alma

Na escuridão que lhe encobre

 
Na noite eterna que a acolheu

 
No precipício trevoso onde ela desceu

 
Nas covas onde se esconde

 
Na gruta onde urra

 
Nas agruras que sustem

 
Nas chances que perdeu

 
Nas vidas que lançou ao ar

 
Nas tentativas de soerguimento

 
E todas falhas

 
Ainda existe a Luz Eterna

 
Esperando por toda a eternidade

 
Que tua alma brilhe

 
E retorne ao lar.












sexta-feira, 4 de abril de 2008

Falamos de amor...


Falando de amor.

Falamos de amor e escondemos nossas mãos.

Que poderiam auxiliar tantos em dor.

Acalentar crianças sujas e abandonadas na rua.

Levanta o bêbado do meio fio nem que fosse para o colocar na calçada.

Não passamos as mãos nos brancos cabelos do ancião solitário.

Não enxugamos a lágrima do irmão.

Falamos de amor e nossa despensa está cheia de mantimentos.

E não doamos com medo que nos falte algo.

Que os doces e biscoitos findem antes do fim de semana.

Que tenhamos que sair do nosso lar e ter o trabalho de ir algo comprar.

E negamos que tenhamos o supérfluo.

Falamos de amor e não perdoamos.

A quem nos feriu com uma palavra maldita.

A quem mentiu.

A quem gritou conosco.

A quem não nos disse sim.

Não perdoamos nem a nós mesmos.

Falamos de amor e vivemos sem praticá-lo.

Reservamos algum dia na semana para o templo.

Algumas horas para a oração.

Alguns minutos para a caridade.

E todo o resto é nosso, para nosso prazer, que chamamos necessidade.

Falamos de amor e não o temos.

Não o temos para dar.

Não o recebemos para o acalentar no peito.

Não o reconhecemos quando o vemos.

Quando nos é ofertado.

Falamos de amor.

E nos iludimos que o praticamos.

Sem realmente reflexionar se isso é verdadeiro.

Como zumbis sem pensamentos continuamos a falar de amor.

Sem tê-lo,

Sem senti-lo,

Sem compreendê-lo,

Sem praticá-lo.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Vício.


Muitos caminham sós.

Em estradas perigosas.

Que se assemelham a armadilhas.

Parece-lhes que outros o acompanham.

Ilusão.

No primeiro problema fugirão.

Seguindo cada um sua trilha.

Ficando sozinho

O caminho que lhe parecia tão bonito.

Mostrará sua verdadeira face.

A do terror do vício.

A dor da abstinência.

O ter que roubar, matar, a violência.

Para por algum instante pensa ser Deus.

Imaginar-se o mais feliz mortal.

Sem outro igual.

Mas, passado o efeito demoníaco.

A depressão se apresenta.

O ciclo se refaz.

Até que exaurido o corpo.

As portas deste mundo se fecham.

E aí de ti.

Porque encontrarás novos sofrimentos.

Que perto do que passasse são novos mil tormentos.
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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Suicídio no mar.


Nas águas em que afundo...Esqueço.
As dores que me levaram a ela.
O corpo sem peso...
Como bailando no universo escuro,
Vazio, silencioso, suspenso.
Desço lentamente.
Vejo a luz se ausentar.
Será de mim?
Será em mim?
Que escuridão esverdeada me contorna?

Perco-me...
Já não tenho certeza quem sou.
O que sou.
O que me levou até as profundezas.
Não faz mais sentido.
Não há dor que devesse lá ter me levado.
Não valia a pena.

Durmo, acordo, durmo de novo.
Difícil pensar.
Difícil respirar.
A água e eu somamos um só ser.
O corpo se aprofunda no oceano.
Despede-se.

Mas, eu fico.
Presa no tempo.
Presa a água.
No silêncio do mundo marítimo.
Sem dor e sem alegria.
Solidão imensurável que não trás agonia.
Como se uma longa espera me vigia.


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terça-feira, 1 de abril de 2008

Contato com Deus.

Quando.

Quando acho que sou.

Não sou.

Quando penso que tenho.

Perdi.

Quando acho que achei.

Deixei em algum lugar.

Quando encontro.

Não é o que esperava.

Quando descubro.

Vejo que foi um engano.

Quando penso entender.

Complico-me.

Quando julgo ser.

Não é.

Quando vou verificar.

Passou o tempo.

Então paro.

Espero.

Cesso de andar.

Não continuo.

Fico suspenso.

Fico imóvel.

Impeço meus movimentos.

Então, ouço.

O canto dos anjos

A voz de Deus.

(visite: Poemas e Encantos II )