segunda-feira, 31 de março de 2008

Saiba.

Perdão.

Mesmo longe saiba que te amo.

Se não conseguir demonstrar isso satisfatoriamente, desculpe.

A vida é tão corrida.

Tão cheia de pequenas coisas a fazer.

Que nos consome o tempo de viver.

De aproveitar nossa estada.

Perdão por não te ter dado a merecida atenção.

Perdão por estar cansada e não te visitar.

Perdão por cada palavra rude.

Perdão por cada olhar de reprovação.

Perdão.

Porém, acredite há tanto amor nesse meu coração.

Que infelizmente não consegui demostrar.

Os caminhos se cruzam.

E descruzam.

As encruzilhadas do destino nos separam.

Mas, o amor nos une eternamente.

E em algum lugar...

Em outro tempo...

Em outro corpo...

Em outra relação...

Continuaremos a nos conhecer, a nos amar, a nos aproximar.

Até que eu e você sejamos realmente uma alma só.

No conjunto de almas ao qual pertencemos.


(visite:
Poemas e Encantos II )

domingo, 30 de março de 2008

A Ceifadora.

Por doce que possa ser a ceifadora.

Pelas dores que pode estancar.

Pelo trabalho e tribulações que nos poupe.

Pelo descanso àquele que estava sofrendo.

Que parte para o mundo maior.

Em Luz.

Por mais poemas que eu faça para ela.

Tentando sufocar,

Apaziguar,

Diminuir,

A dor que causa.

Os laços que nos prendem ao que partiu.

São tão sólidos como aço.

São vidas e vidas unidas que se separam nesse instante

Neste último olhar,

Neste último suspiro

Que eu posso nem ouvir.

A morte dói.

Como se extirpassem um órgão nosso.

A cru...

Agradeço a Ti meu Pai celeste.

Pela graça de crê

Que nos encontraremos de novo.

E que o tempo tudo amortece.

Até essa dor.

Esperança.


Apesar de ...
Gotas e gotas de sangue rolarem pelo nosso mundo.

A violência grassar em nosso orbe.

A morte rondar nossas vidas.

Os destemperos guiar nossa mocidade.

A infância ser tão pequena.

A inocência facilmente perdida.

O riso preso à garganta.

As lágrimas soltas dos olhos.

A falsidade imperar nos negócios.

O gatuno ser considerado o esperto.

Muitos quererem levar sempre vantagem.

O desamor correr livremente pelas paisagens da vida.

A deslealdade está entre companheiros.

A infidelidade entre os casais.

O sexo ser mais importante que a alma.

O ter mais que o ser.


Apesar disso tudo.

Ainda acredito no ser humano.

Nos que amam.

Que lutam pela vida no planeta.

Nos olhos que brilham da criança.

Nas mulheres que batalham pela sua dignidade.

Nos que perdem pela sua honestidade.

Nos que são leais e fieis.

Nos que procuram os caminhos de Deus.

(visite: Poemas e Encantos II )

sábado, 29 de março de 2008

Crie sua paz.

Segue construindo tua paz.

Nada fazes que te incomode a consciência.

Não se perturbe com facilidade.

Não dê a outro o seu direito de ser feliz.

Seja indulgente com os erros alheios.

Mas, principalmente os seus.

E corrija-os.

Lembrando-se que não tens o poder de corrigir o outro.

Aceite-o ou afaste-se.

Fale devagar e pense antes para não magoar seus irmãos de caminhada.

Não grite. Fere os ouvidos dos outros e os teus.

Sem contar à mágoa que crias, a raiva que produz no ambiente.

Jamais tente ser melhor que o outro.

Cada ser é especial em si mesmo.

Sorria sempre.

Com os outros e não dos outros.

Não culpe ninguém pelos seus erros e sofrimentos.

A sua vida é você quem faz e fez.

Creia em Deus.

Ele sempre está por perto auxiliando.



(visite: Poemas e Encantos II )




sexta-feira, 28 de março de 2008

Muitos são chamados.


Muitos são chamados...
Poucos atendem.

Convidados...
Mas, não comparecem.

Atraídos...
Não se interessam.

Solicitados...
Negam-se.

Convocados...
Fogem.

Requeridos...
Declinam.

Incitados...
Congelam-se.

Procurados...
Escondem-se.

Impelidos...
Repelem.

Muitos são chamados...
A seguir a rota.

A entrar na vida
Pela porta estreita.

A cumprir com compromissos.
Assumidos na espiritualidade.

Muitos são chamados.
Mas, poucos realizam suas missões no bem.

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Poemas e Encantos II )

quinta-feira, 27 de março de 2008

Inconformados.

Caso tristeza fosse riqueza.
Quantos milionários teríamos na Terra?
Centenas, milhares, milhões.

Esquecidos de que são ricos nas dádivas Divinas.
Alegram-se em manter-se na tristeza.
Por eles tao bem alimentada.

Filhas de seus pensamentos lúgubres.
De seu inconformismo.
Do não valor ao que real valor tem.

Se têm casa querem mansão
Tendo mansão quer cobertura a beira mar.
Ou uma fazenda em meio ao nada.

Não tendo filhos choram
Tendo filhos os abominam.
Os desprezam pelo mundo.

Se forem saudáveis acabam com a saúde.
Nos estragos da vida sem mérito.
Nos vícios.

Desprezam o simples.
E complicam todas as situações.
Sempre pensando como seria se?

Levam a vida em lamurientas conversações.
E cansam até a eles mesmo.
Pois, sua aura é cinza de abandono.

Quem sabe voltando-se sequer uma vez,
Para a Luz que têm em si.
Vissem uma porta para a felicidade.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Quem dera...


Quem dera...

Um anjo aparecesse em sonho
E dissesse que devo fazer.
Que me levantasse o ânimo
E que fizesse refazer o meu prazer.

A beleza desse ser fosse imensa
Que me fizesse esquecer a dor
Dor que me atormenta
Dor de amor.

O anjo pudesse por minha cabeça no seu colo
E com suas caricias em meu cabelo
Tirasse da memória minha tragédia
Que me enlouquece a cada dia.

O anjo me envolvesse em belas asas
E com ele me levasse para longe
Longe d’aqui
Onde está meu amor.

E num lugar que nunca vi
De beleza que não sei dizer
Reencontrasse o amor da minha vida
Meu filho que partiu sem falar adeus.


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terça-feira, 25 de março de 2008

Canto ao Divino.

Tanta paz no canto ao Divino.

Tanta graça recaí sobre os que cantam.

O seu amor pelo real.

Sua paixão pela presença D’Ele.

Tantas bênçãos atraem o canto ao Divino.

Que inunda de luz o ser que canta.

E o transforma numa candeia brilhante na escuridão.

Tanta beatitude no coração do canto ao Divino.

Que a alma se liberta do corpo.

Foge das paisagens humanas.

Retira-se do orbe terrestre.

E descansa aos pés dos mestre.

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Poemas e Encantos II )

segunda-feira, 24 de março de 2008

Ainda há...


Ainda não vivi todas as chagas.

Ainda não senti todas as dores.

Ainda não passei por todos os dissabores.

Ainda não cumpri todas as provas.

Ainda não consertei todos os meus erros.

Ainda não paguei todos os meus desacertos.

Ainda não perdoei todos os desafetos.

Ainda não conheci todos os meus defeitos.

Ainda não sei o que é certo.

Ainda há muito a caminho a ser realizado.

Ainda há muito a ser consertado.

Ainda há muito a aprender.

Ainda há muito a tecer.

Ainda há muitas vidas.

A viver.


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domingo, 23 de março de 2008

Caracol.


Centrados em si mesmos,

Fechados a vida,

Enrolados em seus atos,

Como se fossem o centro do universo.

Vivem os egoístas.

Não lhes chegam aos ouvidos os pedidos de socorro,

Não lhes interessam os problemas alheios,

Não se comprometem com nada que lhe perturbem os descansos.

Não se mexem para ajudar quem quer que seja,

Desde que lhe tire da “sua paz”,

Do seu conforto.

Jamais estão aptos a ouvir,

Mas, falam da sua vida como se fosse um martírio,

São defensores das idéias que lhes possam trazer beneficio.

E renegam as que podem lhe causar perdas,

Mesmo que ajudem a muitos outros.

Estão sempre ocupados para participarem de trabalhos caritativos,

E prontos para as badaladas festas de ações benevolentes.

São caracóis.

Almas entranhadas em si mesmas.

Que buscam a felicidade em si.

Como se ali ela estivesse.

E como caracóis se arrastam.

Pela eternidade.

Lentamente, lentamente...

E não sabem o quanto custará sua lentidão,

Para desabrocharem como anjos.


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sábado, 22 de março de 2008

Era um anjo...

O anjo mais feio que já existiu.
Suava muito.
Às vezes, ocupado em seus afazeres, não se banhava.
E o seu odor empestava o ambiente.
Até que a noitinha vinha e o anjo se banhava em folhas de alfazema.
Aos seus pés então vinham os pequeninos.
Os pestinhas da rua.
Sentavam quietos e ouviam suas histórias.
Historias de anjos, dragões, príncipes e princesas,
Que mostravam que ser bom é bom.
Mal nascia o dia e anjo despertava.
Amarava seus cabelos brancos em longa trança.
Olhava no espelho sua pele de terra seca.
Seus braços de peles sem viço.
E ia as suas ervas.
Começava a romaria ao anjo.
Que rezava o mau olhado.
Benzia o quebranto.
Fechava o peito.
Dava conselhos.
Acolhia em seu colo os desiludidos.
Esquecia de si o anjo.
Passava a hora das refeições e não comia.
Em horas que ficava só.
O anjo rezava e parecia reluzir em paz.
Enquanto eu via um anjo.
Outros só uma anciã.
Uma benzedeira.
Na sua partida muitos choraram.
Eu não. Sabia que era um anjo.
E com certeza estaria agora no céu.
Contanto histórias para os pequenos que lá estavam também.



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sexta-feira, 21 de março de 2008

Perdi...


Perdi a carroça da vida.
Na sua ida desisti.
Fiquei, implorei, chorei.
E eles me deixaram ficar.

Perdi o bonde da vida.
Na hora da partida.
Aterrorizei-me, supliquei, ainda não...
E eles me deixaram ficar.

Perdi o carro da vida.
Na sua saída temi.
E de forma simples e sincera pedi mais tempo.
E eles me deixaram ficar.

Assistir tantos irem.
Outros tantos voltarem cansados, vencedores ou perdedores.
Tantos que foram e vencera.
Ascenderam.

E eu enfim compreendi:
A necessidade de ir.
De crescer em aprendizado.
Ouço meu choro, meu primeiro (entre muitos), nos braços de minha mãe.

Eu vim.



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quinta-feira, 20 de março de 2008

Alegra-te.


Alegra-te.


Não só quando a dor vai embora.

Mas, pelo que ela deixou.

A lição aprendida.

Que te provou.

Provou tua paciência.

Tua fé.

Tua coragem.

Passasse com honra e louvor.

Não maldissesses a Deus.

Aos anjos, aos santos ou ao doutor.

Reconhece-se que a causa do sofrimento sentido.

Foi tua.

Com tua imprudência e compulsão.

Para o erro e o engano.

E agora aprendida a lição.

Não erres mais meu irmão.




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quarta-feira, 19 de março de 2008

Conselhos antigos.

Conselhos antigos.

Seja feliz.

Com o caminho que escolheu.

Lembre-se plantou, colheu.

Pensou, atraiu.

Dividas serão pagas.

A dor pode ser sua mestra na vida.

O amor sua redenção.

Quando não pude ajudar não atrapalhe.

Esqueça conselhos só abrace quem chora.

Não julgues nuca.

Não sabes o que está julgando.

Pois, há muitas variantes a serem vista, e tu não as vês.

Busca a compreensão para erros alheios.

Perdoas os erros teus.

Tentas amar a todos.

Mesmo os que te causaram dor.

Cultiva o silencio.

É ouro.

Lembras tuas origens.

E desejas o retorno.

Que te custa à reforma intima.

Espera-te um céu.

De trabalho e esperança.

De reencontros e amor.


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terça-feira, 18 de março de 2008

Sofrer por amor.


Quem nunca sofreu por amor?

Por todo tipo de amor.

Amor pelo cão companheiro que desapareceu.

Saindo um dia pelo portão que deixaram aberto.

E nunca mais voltou.

Amor pelo amigo de infância.

Que cresceu, mudou, desfigurou.

E nem nos reconhece mais.

Pois, não há lugar na sua vida para nós.

Simples mortais.

Amor pela roseira que murchou.

Invadida por uma praga.

Amarelou, adoeceu, perdeu as rosas.

Amor pelos pais.

Que nos criaram com carinho.

Que nos faziam sentir reis e princesas.

E nos punham no colo quando precisávamos de consolo.

Hoje já não estão mais aqui.

Amor pelos irmãos.

Com os quais brincávamos e brigávamos.

Mas, dividíamos nossos sonhos e lágrimas.

E que estão distantes.

Amor...

Parece nos trazer a dor.

Nosso objeto amado.

Some pelo mundo.

Modifica-se e torna-se irreconhecível.

Murcha e se acaba.

Morre.

Distancia-se.

Só o amor Divino não fenece.

Como Luz eterna nos fortalece.

Nos põe no colo.

Enxuga nossas lágrimas.

Nunca se afasta.

Nunca nos abandona.

É indestrutível.

Intocado.

Imutável.

Infinito.

Incondicional.
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segunda-feira, 17 de março de 2008

Mistério.

Mistério.

Do botão a flor.

Da nascente ao rio.

Do rio ao mar.

Do vento ao furacão.

Do céu azul ao negror da noite.

Das estrelas pendurados no firmamento.

Da Lua que aparece e some.

Do Sol que caminha no céu.

Do raio que ilumina a Terra.

Do trovão que estronda.

Dos pássaros que voam.

Das baleias que cantam.

Da criança ao homem.

Do nascimento a morte.

Da morte a vida em repetição.

Eterna vida, vida eterna irmão.


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domingo, 16 de março de 2008

Sei...




Sei que aos poucos fico só.
Só mais do que já o sou.

Foram-se amigos queridos.
Pela morte colhidos.

Foram-se meus pais.
Foram meus avôs.

Foi-se a infância inocente.
A ciência da felicidade.

Veio então a mocidade.
Mas, também, sumiu como outras coisas.

Chegou à maturidade.
Com todas as suas cobranças.

E finalmente na velhice.
Sem pais, amigos, irmãos.

Vem agora a esperança.
De uma morte calma e tranqüila.

De um anjo que me leve.
Para poder rever a todos.

E ficar na paz do Senhor meu Deus.
(visite: Poemas e Encantos II )

sábado, 15 de março de 2008

Cada minuto.

Amei cada minuto que aí passei.
Cada dia que nascia com o Sol.
Cada manhã branca.
Cada nuvem passageira.
Amei a família grande e alegre.
As brigas por nada.
A união em tempos difíceis.

Amei minha infância.
Pelos verdes prados.
Ou em meio aos bois.
Montado nos cavalos.
A percorrer caminhos.

Amei a mocidade e seus amores.
A bebida que alegrava.
E mesmo a ressaca do outro dia.
As mulheres de vida fácil.
Aos quais respeitava quase como damas.

Amei a família formada.
Os filhos, a esposa.
O trabalho e os deveres,
As festas, as comemorações.
O tempo que com eles passei.

Amei a sabedoria que me veio com a velhice.
A calma que se apossou de minha alma.
A falta de pressa.
O pensamento ponderado.
A língua mais presa.

Amei o anjo da morte.
Que me levou sem dor.
Amei a Luz que me amparou.
Amei encontrar os antepassados.
Amei parecer ter remoçado.
Amei o que aprendi.
Amei porque renasci.


foste assim...
Abençoas os que te condenam.

Os que não te compreendem os atos.

Os que te exploram a beneficência.

Os que falam mal de ti.

Os que te difamam.

Os que te maltratam.

Os que te ignoram.

Os que te humilham.

Os que te invejam.

Os que te esqueceram.

Os que tramam contra ti.

Os que te atrapalham.

Os que desejam que partas.

Os que não te suportam.

Os que não te desculpam.

Os que não pensam como ti.

Abençoas e perdoas.

Pois, lembra-te...

Um dia já fostes assim.
Como anjo.

Como anjo nos céus que brilhem minhas luzes.
Celestes luzes azuis e tons dourados.
Que eu seja a guardiã da boa vontade entre os homens.
Que eu auxilie na manutenção da paz.
E beatitude.

Como anjo nos céus que seja eterna minha paz.
E que possa dividi-la com todos que se encontram em agonia d’alma.
Em angústias dolorosas.
No medo da vida.
Na escuridão do desespero.

Como anjo nos céus que meu canto apazigúe.
A ira dos dementados.
A fúria dos sanguinários.
A malicia dos idiotas.
A matança dos guerreiros.

Como anjo nos céus que eu seja um poço de alegria.
Para os que nos desertos da solidão.
Encontre um lugar onde bem se sentirão.
Um oásis no escaldante deserto da alma.

Como não sou um anjo no céu.
Que eu possa ser um ser humano.
Mais caridoso, mais, atencioso, mais pacificador.
Mais sábio, mais, iluminado pelos anjos.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Relembrando.

Quem sabe lembres o passado com saudade.

E nele viva a maior parte do dia.

São tantas alegrias revividas, tantas folias.

Que tu te perdes em devaneios e fantasias.

As imagens que rever te agradam.

Teu coração se enche de zelo pelo que foi.

E não mais o é.

Passas a vida assim, esquecido do que ocorre agora.

O presente parece não te importa.

O futuro é sempre amanhã.

Para que dele cuidar?

E vives no passado sem parar.

Nas memórias mortas de uma vida.

Sem viver a qual estás.


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quinta-feira, 13 de março de 2008

O que somos



O que somos.
Somos...
Como nossos pensamentos, sentimentos e sonhos.
Somos à roda da carruagem e o cocheiro.
A estrada e a encruzilhada.
Somos a parada e o retorno à caminhada.
O cansaço e a desistência.
O continuar sem pensar

Somos...
A paisagem devastada, o pico da montanha, os vales profundos.
Somos o mar em abandono.
O velho e esquecido Netuno, somos.
Somos sereias e tritões em volta do pai.
Somos os corais cheios de vida.
E a maré vermelha da morte.

Somos...
Os pés que cruzam o caminho.
O viajante sozinho.
O malfeitor a espera.
A vitima ameaçada.
O tiro, à bala, a arma.
O homem morto na estrada.

Somos...
O que somos.
Em todos os tempos e eras.
No passado, presente e futuro.
Sem rumo...
Sem planos...
Só o destino

Somos...
Viajantes no tempo.
Viajantes nas estrelas.
Viajantes nos orbes.
Viajantes na vida.
De vida em vida.
Em vidas infinitas.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Deus Menino.

Se Deus viesse a Terra como menino

Onde poderia jogar bola?

Entre carros e fios?

Onde andaria descalço?

No asfalto quente?

Em que colo de mãe se deixaria ficar?

Na madona da periferia ou na senhora elegante que mora frente ao mar?

Ah! Se Deus voltasse menino com quem iria brincar?

Com as crianças dos condomínios ou com os moleques do morro?

Quem mais agradaria ao Senhor em forma de menino?

O branco e loiro winking finlandês ou o negro africano de olhos grandes e brilhantes?

Em que país ele escolheria moradia?

Em que lugar, desse mundo, expandiria sua alegria?

Mudaria o mundo ou assim o deixaria como está?

Ah! Se Deus menino viesse cá...

Desejaria ser uma criança para com ele brincar.



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terça-feira, 11 de março de 2008


Nova chance.

Pese em mim a consciência
De tantos erros cometidos.
Caí em mim as tuas bênçãos
De um Pai enternecido.

Como um ser tão abjeto
Que sua própria sorte criou.
E que agora entre agruras
O arrependimento chegou.

De todas as vidas passadas.
Pouca coisa se salvou.
Matei, roubei, enganei.
Mas, só a mim prejudiquei.

Trago em chagas minha alma.
Meu coração em frangalhos.
A consciência pesada.
A solidão que despedaça.

Não tenho quem de mim se lembre
Com um só pingo de amor.
Que me eleve uma oração.
Que peça por mim salvação.

Oh! Senhor que desesperança
Que dor abala minha existência.
Deixa-me de novo ser criança.
Para renovar minha consciência.

Cuida para que tenha nova vida
No ventre de uma mulher.
Uma mãe amada e amiga.
Que me ensine a ser o que vós quiserdes.

Então, quem sabe após o desencarne.
Em nova vinda a esse mundo
Possa minha alma está mais limpa
E eu não sofrer tanto.


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segunda-feira, 10 de março de 2008


O diabo.

Não me preocupa o diabo.

Ele deve ter outras almas importantes a perturbar.

Não me preocupa o diabo.

Com suas artimanhas a preparar.

Não me preocupa o diabo.

Com seus pactos e tratos.

Não me preocupar o diabo.

Com toda a sua força mental.

Não me preocupa o diabo.

Nos bonecos da tv ou nos brinquedos das crianças.

Não me preocupa o diabo.

Dessa forma.

Não penso nele constantemente.

Não o chamo.

Não penso nele as vinte quatro horas por dia.

Nem o exorcizo.

Não me preocupa o diabo.

Enquanto minha alma mente e coração.

Buscar a Deus.


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domingo, 9 de março de 2008

Amor.

É flor frágil.

Que precisa ser bem cuidado.

Regado todos os dias.

Se virar apego morre sufocado.

Ao ser amado.

Um olhar de ternura e paixão.

Uma palavra amiga.

Um aperto de mão.

Um sorriso aberto.

Um elogio verdadeiro.

O silêncio ante um pequeno erro.

É necessário para mantê-lo.

Amor é flor frágil.

Tem-se que cultivar a paciência.

Armar-se de benevolência.

Viver com transparência.

Ser honesto consigo mesmo.

Não omitir o socorro as suas dores.

Reconhece os seus horrores.

E abraçá-los.

Sem, contudo por eles ser dominado.

Amor é flor frágil.

Se não se tem cuidado consigo mesmo.

Se não amar a suas qualidades e defeitos.

Se em si só vê os erros.

E lembrar-se sempre do que foi ruim.

Colocar no fundo do baú o riso.

E queixar-se eternamente do mal ocorrido.

Ele murcha feita flor de jardim.

Amor é flor frágil.

Precisa ser regado com esquecimento das faltas alheias.

Com a compreensão estendida a todos.

Principalmente a nós mesmos.

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sábado, 8 de março de 2008

Solidão.

Como um câncer silencioso ela nos acompanha.
Invade todo o nosso ser e torna-se nossa ama.

Ser invisível e insensível nos profana.
A vida rica, saudável, perfeita detona.

Mostro sem rosto e sem alma.
Finda nossos sonhos e nossa calma.

Suga nossas energias.
Com extrema maestria.

Demônio que passa pela fresta
Da alma e os olhos infesta.

Ah! Solidão que não se afasta
Persegue-me, mas, não me mata.

Drena toda a minha alegria
Finda minhas fantasias.

Atira-me no poço que não parece ter fundo
E fico só, só neste mundo.

Quem te criou demônio insano?
Quem te pôs em minha vida?

Minha consciência em luto resolve a questão:
Foste tu alma perdida.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Ave Maria.

Ave Maria.
Cheia de graça.
Que as entrega
Aos que sofrem na nave Terra.

Ave Maria.
O Senhor é convosco.
E tu O trás até nós
Para aliviar nosso fardo.

Ave Maria.
Benditas sois entre as mulheres.
Pois, trouxestes no ventre sagrado.
O amado Jesus.

Ave Maria.
Bendito é o fruto do vosso ventre.
A luz do mundo.
O cristo.

Santa Maria.
Mãe de Deus.
Suplicas perpetuamente por nós.
Mesmo sem pedimos.

Ave Maria.
Roga por nós.
Eternamente em seu esplendor.
De Luz e amor.

Ave Maria.
Os pecadores te procuram.
E nas suas mãos.
Encontram a cura.

Ave Maria.
Hoje e na nossa despedida.
Na última hora.
Esteja presente Senhora.

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quinta-feira, 6 de março de 2008

O bem.


Pensas fazer o bem?

Prepara teu coração.

Os obstáculos são muitos.

A ajuda quase nenhuma.

Os antigos amigos te abandonarão.

E poucos serão os que compreenderão tua escolha.

Trabalhar pelos pobres não traz lucro.

Só trabalho e muitas vezes decepção.

Mas, continua.

Porque o teu coração.

Tesouro da tua alma.

Enchera-se de júbilo com cada atitude de caridade e amor.

E serás mais feliz doando do que recebendo.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Cada lágrima.


Cada lágrima que rola em tua face.
É uma rosa que preenche teu peito.
De aroma e beleza do arrependimento.
Pelos teus erros.

Cada lágrima que rola em tua face.
É como o arado que limpa o campo.
Retira as ervas daninhas e o prepara para o plantio.
De novas sementes e vidas.

Cada lágrima que rola em tua face.
É prenúncio de crescimento da tua alma.
De antecipação da tua vitória espiritual.
Sobre as trevas do teu ser.

Cada lágrima que rola em tua face.
Sinal que estás perto da transformação.
Que a dor te ensinou a modificar teus atos.
Que impediam o teu brilho.

Cada lágrima que rola em tua face.
Demostra a alegria da tua vitória.
De ter vencido o grande inimigo.
Teu egoísmo.

terça-feira, 4 de março de 2008


Guerreiro.

Da África livre e indomável.

Da liberdade incondicional.

Da dignidade como ser humano.

Foste retirado.

Lançado sem destino certo.

Em um grande lago salgado.

No porão imundo de um navio negreiro.

Resistisses à dor, a peste, ao banzo.

Oraste aos teus deuses e ele não te ouviram.

Pois, era esse o teu caminho.

Fazer crescer outros mundos.

Com teu suor, com teu trabalho, com tua dor.

Desesperado olhava teus irmãos e teus inimigos.

Presos num mesmo local.

Crianças nasciam na imundice.

E eram abraçadas como o que são, dádivas.

Chegastes a terras frias do norte.

Teu corpo enregelou.

Teus olhos contemplaram outras belezas da natureza.

Outros animais, outras plantas, outras estrelas a noite.

Forçado a trabalhar não se desse por vencido.

No tronco ou no chicote.

Não perdesses tua altivez.

Cativo sim, prisioneiro sim, escravo nunca.

E numa noite de chuva fugistes.

Os cães e os brancos te perseguiram.

Teu coração disparava.

Cada músculo cada nervo doía.

Mas, era a ultima tentativa.

Tu o sabias.

Cada vez mais perto os uivos, as vozes.

Até que o som te trespassou.

Jorrou tua vida pelo teu coração.

Caíste num solo que não era o teu.

Deixaram-te para ser devorado pela natureza.

Em poucos instantes, porém outras vozes.

Vindas da Mãe tu ouviste.

Teus antepassados, teus deuses.

Nanã veio te buscar.

Colocar-te no seu ventre.

Para que renascesses como novo guerreiro.

Cor de ônix.


segunda-feira, 3 de março de 2008


Correm...

Corre...
Os ventos atrás das nuvens.

Corre...
O rio para o mar.

Corre...
O filho para mãe.

Corre...
A amada para seu amor.

Corre...
O tempo sem parar.

Corre...
O homem atrás das ilusões.

Corre...
A mulher atrás da beleza.

Corre...
O jovem atrás da aventura.

Correm muitos...
Atrás das ilusões.

E muitos caminham.
Atrás da Verdade.

Observado os sinais,
Lendo as profecias.

Ouvindo a palavra.
A Te esperar.

domingo, 2 de março de 2008


Tecendo.

Teci o meu destino feito à aranha a teia.

Criei com os fios, caminhos, estradas, atalhos.

Fiz os fios mais forte que pude.

Amarrei-os uns aos outros.

Para que não rompessem com o vento.

Para que não partissem ao menor contratempo.

Para que não abrisse com facilidade.

Como a aranha ali estava meu sustento.

Minha descendência sairia dali.

Meu orgulho, minha teia.

Mas, veio o tempo,

O vento,

A chuva,

O temporal,

E a teia rota e frágil dilacerou-se.

E todos os nós que tinha dado abriram-se

E feito um colar de pérolas partido foram ao chão.

Meu trabalho,

Minha casa,

Meus filhos,

Companheiros,

Sonhos,

Riquezas,

Nome.

Tudo chegou ao fim.

Aranha no chão.

Voltando a terra.

E a essência voltando a Natureza.

sábado, 1 de março de 2008

Minha alma que querias?

Ah! Minha alma que querias?
Só alegria?
Mas, cá não estás para isso.
Vieste ver o que não é o paraíso.
Aprender o que lá não é possível.

Ah! Minha alma que querias?
Só alegria?
Mas, cá não estás para isso.
Vieste sentir a agonia.
Os grilhões do corpo que te capturou.

Ah! Minha alma que querias?
Só alegria?
Mas, cá não estás para isso.
Vieste sentir a dor da vida.
A tristeza, a saudade, a melancolia.

Ah! Minha alma que querias?
Só alegria?
Mas, cá não estás para isso.
Vieste perder a ignorância, a inocência.
Das novas almas carentes de vivências.

Ah! Minha alma que querias?
Só alegria?
Mas, cá não estás para isso.
Vieste saber o que é o amor humano.
A delicia, a beleza, o prazer e por fim o abandono.

Ah! Minha alma que querias?
Só alegria?
Mas, cá não estás para isso.
Vieste por temporada.
Mas, estás amparada.

Ah! Minha alma que querias?
Só alegria?
Mas, cá não estás para isso.
Retornar a tua moradia e com conhecimento, amor e sabedoria.
Ampara outra nova alma em romaria.