quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Fim do ano.




Fim do ano.

Muda algo então?

Findam...

Tuas dores?

Teus desamores?

Teus anseios?

Teus devaneios?

Teus dissabores?

Tua melancolia?

Tuas antipatias?

Teu rancor?

Tua magoa?

Tuas paixões?

Tua solidão?

Findariam.

Pelas tuas ações de bondade.

Tua ajuda e caridade.

Teu amor ao outro.

Teu esquecimento de si mesmo.

Tua aceitação do destino.

Tua força em mudar o que pudesse.

E num mundo de desilusão, violência, traição.

Fosses braços abertos, fosses compaixão.

Feliz Homem Novo!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Cárcere.

Cárcere.

Olha pela janela.

Saí daí.

Desse canto escuro.

Empoeirado.

Pelo tempo desgastado.

Estragado.

Entulhado de “coisas”.

Que já não servem.

Vem, vem à janela.

Aberta para o mundo.

Se para a tristeza.

Também para a felicidade.

Se para feiúra.

Também para a beldade.

Vem, saí daí.

Saí de ti.

Voa pela janela dos olhos.

Alma presa em dor.

Alma presa em si.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

São vinte.

São vinte.

Dez quase sempre deitados.

Dez que passam o dia sustentando peso.

Dez comendo poeira.

Dez lavam louças.

Dez varrem casas.

Dez trabalham na terra.

Dez trabalha no escritório.

Dez embelezam.

Dez consertam.

Dez desenham.

Dez enxugam lágrimas e confortam.

Todos juntos são vinte.

Que pertencem a um corpo.

Vinte dedos que exprimem e realizam

Os desejos da alma.

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domingo, 28 de dezembro de 2008

Deus dorme.

Deus dorme.

Enquanto sua criação continua a caminhar.

Por estradas mal sãs.

Por caminhos torpes.

Por ilusões matreiras.

Deus dorme.

Enquanto seus filhos.

Passam fome.

Passam necessidades.

Passam pela dor.

Passam pelas doenças.

Deus dorme.

Enquanto os milhões de Adãos e Evas...

Imolam seus corpos ao deus dinheiro.

Ritualizam pelos prazeres baixos.

Morrem para terem e não para serem.

Destroem seus corpos nos copos, no ópio, no crak.

Deus dorme.

Enquanto seus homens de barro e carne...

Matam uns aos outros.

Por dinheiro.

Por poder.

Por vícios.

Por paixões.

Deus dorme.

Cansado.

Num travesseiro de penas de ganso.

Úmido de suas lágrimas.

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sábado, 27 de dezembro de 2008

Passou o Natal.

Passou o Natal.

Terminou o Natal. Mais um Natal.

Breve os piscas-piscas serão retirados das janelas, das árvores, das portas. O Papai Noel voltará a hibernar na sua caixa por mais um ano, junto com a lapinha, os anjinhos, a bota com pirulitos, as bolas da árvore e a própria árvore de natal.

Embrulhados em jornais velhos que trazem estampados em suas páginas: mortes, acidentes, problemas ecológicos, políticos, sociais, fúria da natureza, o dia-a-dia.

Um a um os símbolos natalinos são postos no esquecimento. Dentro do maleiro do guarda-roupa. Junto com tantas outras quinquilharias da nossa vida.

Foi festejado o nascimento do Cristo? Sim, por alguns que em algum instante lembrou-se do presente que nos foi dado pelo mesmo. A maioria de nós aproveitou o Natal para descansar, brincar, dançar, viajar, embebedar-se.

Muitos se fecharam em suas dores, sua revolta, em seu desespero e solidão. Outros lembraram de natais antigos e banharam a face em lágrimas.

Muita gente deixou o seu Natal para realizar o Natal de tantos que pouco ou nada têm.

Novo ano. Novo fim de ano. Novo Natal. Em que categoria estaremos?
Meu Natal.
Sem natal.
Nosso natal.

Questão de escolha.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Não me olhe assim.

Não me olhe assim.

Não fui eu que aí te coloquei.

Não mereço teu ar de reprovação.

Não mereço teu ódio.

Não mereço tua mágoa.

Não mereço teu ressentimento.

Não, não me olhe assim.

Não te lancei ao mundo.

Não te gerei no ventre.

Não te pari.

Não te coloquei ao colo.

Não te amamentei.

Não, não me olhes assim.

Não acalentei teu sono.

Não cuidei do teu corpo.

Não assumi tuas necessidades.

Não te amei.

Não sei quem és.

Não, não me olhes como quem diz:

Não o fizeste...Fazes agora.

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal sem...

Natal.

Sem fome.

De desejos.

Sem medo.

De si mesmo.

Sem dor.

Em nenhum ser.

Sem receio.

Do outro.

Sem lixo.

Humano.

Sem luxo.

Em demasia.

Sem racismo.

Harmonia.

Sem modismo.

Vazio.

Sem falso moralismo.

Doentio.

Sem desamor.

Destrutivo.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal pobre.

Natal pobre.


Podem achar pobre o meu natal

Nele não tem peru com ameixas,

Não tem champagne,

Não tem cesta.

Não tem árvore ou pisca.

Não tem presente.

Não tem visitas de parentes.

Não tem nem mesmo data fixa.

Meu natal é todo dia

Quando de boa vontade

Satisfaço minhas manias

De ajudar como posso.

O peru vira salsicha na creche da esquina.

As ameixas são os pães das idosas aos sábados.

A champagne! Refrigerante aos pequenos.

Minha cesta... Básica.

A árvore minhas raízes no bem.

O pisca minha luz.

Os presentes! Meu estar onde me chamam.

Meus parentes! Irmãos do mundo.

Meu natal é todo dia.

Agradeço a Ti Jesus.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Peço.

Peço.

Quente é teu amor.

Que me envolve todos os dias.

Que me faz brilhar.

Que me ilumina.

Mesmo ao longe.

Trás a mim a vida.

Sem ti pereceria.

Tornaria-me estéril, seca, acabaria.

Não seria mais fecunda.

Não daria vida.

Não manteria a vida.

Contudo, não sou mais tão jovem.

Nossos filhos me sugaram tanta energia.

Que teu amor já não consigo receber com tanta alegria.

Pois queima minha pele, estoura em apostemas.

Mais que aquece incinera.

Não consigo proteger-me de sua paixão.

Meu irmão Sol.

Abranda teu calor.

Para que essa velha Mãe Terra possa ainda girar azul no espaço.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Clamando.

Clamando.

Mãe?

Esquecestes de mim?

Estou só.

Choro.

Sinto fome.

O frio estala meus pequenos ossos.

Mãe?

Onde estás?

Meus olhos procuram tua visão.

Ainda embaçada para mim.

Estão cheios d’água.

Que escorrem pela minha face.

Mãe?

Socorre-me!

Minha roupa está molhada.

Suja com meus dejetos.

Moscas me atacam.

Mãe?

Por que me abandona a sorte?

E desaparece junto com a escuridão da noite?

Com convite do desejo da carne.

Mãe?

Ouve meu choro.

Choro que diminui.

Que passa.

Pelo meu cansaço.

Minha fraqueza.

Embalando meu sono.

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domingo, 21 de dezembro de 2008

Sinto falta...

Sinto falta...

Dos tempos de ontontem.

Das charretes nas ruas.

Com cavalos em trote lento.

Das damas de longos vestidos.

Exibindo com delicadeza sua beleza.

Dos cavalheiros de chapéu e cartola.

Amáveis, prestativos e sorridentes.

Dos senhores de bengala com cabo a ouro.

Passeando despreocupadamente.

Das crianças nas ruas a brincar.

Sem medo.

Das portas abertas.

Convite escancarando aos amigos e vizinhos.

Das janelas sem grades.

Sentido de confiança no próximo.

Dos muros sem cerca elétrica.

Muros baixos cercados de flores.

Dos tempos onde o homem confiava no homem.

E abria-se a porta àquele que dizia: venho na paz do Senhor.

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sábado, 20 de dezembro de 2008

Refazendo.

Refazendo.


Quem de solidão delira

Entre tantos olhos fixos.

Entre braços que não envolvem

Em abraços inexistentes.

Queima de febre de amor

Não tratada...

Sofre.

Estende mãos, implora.

Olhos que lhes olham

Não choram.

Chora só.

Até aí, só.

Não mais caminha desiste

Não há estrada aceitável.

Não há rotas felizes.

Não há o que preencha sua dor.

A solidão corroeu sua alma.

Espatifou seu coração.

Dilacerou seus sentimentos.

Não, mas um homem.

Um oco monumento.

De carne e sangue.

Respingando pela vida em delírios.

Perdeu sua alma nos caminhos.

Urra agora para reencontrá-la.

Quem sabe, Oxalá, assim o possa.

E humanamente se refaça.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Na noite

Na noite

Na noite caminho

Volito entre paredões

Da cidade suja

De ruas escuras

De becos sem saída

De avenidas silenciosas.

Alta madrugada

Dorme a humanidade

Somente um ou outro pode caminhar livremente.

Alguns sempre acompanhados por seus guias amparados.

Buscam a tarefa do bem.

Outros ceifam almas.

Enlameiam-se em lugares impróprios a Luz.

Luz que têm.

Eu caminho.

Eu aprendo.

Eu caio e me arrebento.

Eu levanto e me contento.

Com a minha liberdade de escolha.

Com a conquista de ir e vir.

Agradeço.

Busco a seara, a vinha.

Sou mais um trabalhador da última hora.

Na busca da Luz minha.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Em mim.


Em mim.

Nenhuma dor.

Nenhum descontentamento.

Nenhum sofrimento.

Mesmo o desespero.

Mesmo o desalento.

Mesmo o tormento.

Nem todo mal.

Nem todo caos.

Nem toda libertinagem.

Nada pode nos separar.

Nada pode nos afastar.

Nada pode nos desligar.

Somos Céu e Terra.

Sal e água no mar.

Luz e calor solar.

Amor infinito e amor à medrar.

Eu vivo em Ti.

Tu estás em mim.

Nada que aconteça pode isso mudar.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Estou morto!

Estou morto!

Contudo sinto...

Sinto meu corpo.

Que não é meu corpo.

Mas, sou eu, num novo corpo.

Estou morto?

Como posso então ver, ouvir, falar?

Sentir a dor no peito que me levou a vida.

Retirou-me a família e não permite meu despertar?

Estou morto...

Para quem ficou.

Para quem não desencarnou...

Para quem não despertou...

Estou morto.

E outros olhos me olham.

E outros lábios me falam.

E outras mãos me tocam.

Dirigindo-me a uma nova (ou antiga?) vida.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bom combate.


Bom combate.

Saberei um dia

Muito distante

Alguns segredos do universo.

Estarei entre estrelas brilhantes

Seres de luz harmoniosos

Anjos e arcanjos.

Ficarei calada

Já não haverá necessidade de palavras

Nem mesmo poesia.

Nenhuma fantasia

Nenhuma dor

Nenhuma agonia.

Minha mente vagará pelas galáxias

E serei mais um anjo do Senhor.

Plácido, sereno, delicado, só amor.

Belo, intocável esplendor.

Luz em profusão.

Não estarei mais ligada à escuridão.

Não voltarei mais a esse lar.

Contudo enquanto não chega esse dia

Vou a batalha, ao bom combate.

Contra tudo em mim que não reflete com fidelidade

A realeza da minha alma

Minha irmandade com a Luz.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Danças.

Danças.

Pernas que não pisam o chão.

Voa em círculos.

Parecem colibris.

Colibris coloridos em torno das flores.

Veste-se translucidamente.

Cabelos em coque.

Ossos finos.

Mãos delicadas que falam.

O que a música repete.

Saltas e num instante para no ar.

Frágil.

Lindo ser.

Indescritível beleza.

Que vem dos gestos sem igual.

Sois a música.

Sois a dança, o bailado.

Sois a bailarina.

Todo o palco.

Toda a platéia.

Enquanto danças.

Toda a realidade.

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domingo, 14 de dezembro de 2008

Pedidos.


Pedidos.


Rega-me...

Suplica a flor.

Brinca comigo...

Pede-me o filho.

Auxilia-me...

Implora o mendigo.

Passa, tudo...

Impõe o bandido.

Ora por mim...

Roga o necessitado.

Cuida-me...

Solicita o ancião.

Ouve-me...

Requer o cônjuge.

Dá-me atenção...

Requesta o animal.

Todos querem algo.

De muita, muita importância.

Que não nos custa uma moeda.

Todos só desejam amor.

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sábado, 13 de dezembro de 2008

Sinfonia.

Sinfonia.

Não são meus passos firmes

Como o foi um dia.

Mas, não é a velhice.

É a maturidade.

Que ensina e ensinou

A ilusão secreta de todas as coisas

As meias verdades em toda a existência.

Não são mais imutáveis minhas idéias.

O tempo instrui-me.

Que tudo é mutável.

Hoje de um jeito, amanhã de outra maneira.

Diversidade.

Não acredita em tudo que vê meus olhos.

Há um bilhão de imagens que não enxergo.

Um bilhão de cores que não percebo com minha visão.

Assim, o que parece não é.

Posso parar para ouvir.

Mas, cada som é uno.

A música é composta de inúmeros tons.

Os quais devo aprender a separar do conjunto.

Solitários, cada qual, tem um significado.

Unidos tornam-se sinfonia.

Assim, como a vida feita de unidades e diversidades.

Torna-se única.

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Anjo, anjo vai dormi.

Anjo, anjo vai dormi.

Já te ninei.

Cantigas de dormir cantei.

Vai anjo dormi.

Fechas os olhos.

Não me olhas assim.

Como quem quer ficar.

Comigo a noite toda a brincar.

Meu anjinho vai dormir.

Enquanto piscam as estrelas.

A lua balança no céu.

Antes de o rei Sol acordar.

Deixa-me dormitar.

Todo o dia dói te abandonar.

Em mãos não conhecidas.

Ah! Meu anjo como gostaria de contigo ficar.

Mas, não posso, tenho a vida a ganhar.

Dorme anjo, dorme.

Dormindo eu e tu minha alma ainda te velará.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Passo, pedaço, caminho.

Passo, pedaço, caminho.

Cada passo, um pedaço, um passo.

No caminho, um passo, um pedaço.

Um pedaço, de caminho, a cada passo.

Passo, passo, passo.

No caminho passo, a cada passo.

Um pedaço, com mais passos.

Um pedaço, menos passos.

Um pedaço, lentos passos.

Um pedaço ágeis passos.

Um pedaço mais de mil passos.

Cada passo, um pedaço, de caminho, a cada passo.

Caminho, a cada passo, um pedaço.

Paro o passo no caminho, beleza vejo.

Aumento o passo no caminho, medo.

Estanco o passo, estupefato.

Acelero o passo, pesadelo.

Modero o passo, cansaço.

Findo o passo.

Findo o pedaço.

Findo o caminho.

Por hoje.

Amanhã.

Novos passos.

Novos caminhos.

Novos pedaços.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Busca.

Busca.

Procuro o que está perdido

Na névoa do tempo que tempera a vida

No canto do relógio que não estanca

A nostalgia insana de minha alma.

Busco o que está perdido

Em lembranças tão antigas

Que mal as reconheço.

Dirijo-me a um passado inexistente

Sombras indefinidas pelo tempo

Pó.

Estendo a mão para sonhos

Imagens oníricas desbotadas

Amassadas pelo passar dos anos

Destruídas pelo real.

Tao irreal como eu mesma

Minhas lembranças, meus tormentos.

De não ter vivido o momento

E experimentado a vida.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Rimas, lontras e outras coisas mais...

Rimas, lontras e outras coisas mais...


Nem sempre rima

O que se fala.

O que se conta.

O que se espalha.

Casa de lontra.

Escondida nas beiradas.

De rios escuros.

Em meio da mata.

Busco a rima.

Pra embelezar.

O que escrevo.

Pra te encantar.

Falo de amor para te tocar.

Falo de dor para você chorar.

Falo do mal para dele te afastar.

Falo do bem para dele te aproximar.

Falo do demo para te assustar.

Falo de Deus para Ele tu amar.

E ele então me dá a rima.

Simples, pura, infantil.

Para ninguém espantar.

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domingo, 7 de dezembro de 2008

Ofertório.

Ofertório.

Ofereço meu coração.

Ofereço minhas mãos.

Ofereço meu trabalho.

Ofereço meu cansaço.

Ofereço meu sorriso.

Ofereço meus sentidos.

Ofereço meu riso.

Ofereço meu colo amigo.

Ofereço minhas forças.

Ofereço minhas lágrimas.

Ofereço minha calma.

Ofereço o que tenho.

Ofereço o que crio.

Ofereço tudo que possuo.

Achas pouco...

Morro...

Renasço...

E continuo...

A oferecer de novo tudo.

Se algo esquecer me perdoe.

Voltarei.

Aprenderei.

E a Ti oferecei.

Pois, nada é meu realmente.

Tu me deste o que possuo.

Assim, nada ofereço.

Só restituo.

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sábado, 6 de dezembro de 2008

A ponte.


A ponte.


Há tanto perguntava

O que aqui vim fazer?

Qual minha missão?

Que trabalho foi me dado?

Que papel teria nesse orbe?

Seria de grandíssima utilidade?

Beneficiaria dezena, centena, milhares, milhões de pessoas?

Com algum ideal modificaria o mundo?

Traria paz às nações?

Esperanças a desvalidos?

Uma voz de Deus?

Finalmente descobri.

De uma forma trivial.

Que seria algo essencial.

Uma ponte.

Entre pessoas.

Que o orgulho, a empáfia e o desamor separam.

Quando no fundo são iguais.

Se atravessarem a ponte.

Que une as partes separadas pela ilusão do rio da separatividade.

Unir-se-ão em amor profundo e inabalável.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Rosa negra.


Triste

Solitária

Negra flor

Brota do meu peito.


Seja bela

Seja pura

Seja única

Brota do meu peito


Jamais cederá ao tempo

Seu viço eterno

Consome sonhos de paraíso

É única.


Sendo assim

Existirá pela eternidade solitária

Sem par

Sem que a acompanhe.


Estaremos sós

Eu e ela

Eu sem desejá-la

Ela sem me entender.


Ofertando-me oportunidade única

De tê-la comigo

Delicia para um colecionado do inusitado

Solidão para um mendigo de amor.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Voltaria

Voltaria

Aos meus poucos anos

Sem nenhuma experiência

Somente com os sonhos

As tolices de menina

Mataria a senhora em mim

Cheia de pecados, culpas, ressentimentos.

Voltaria a ser a louca

Desvairada adolescente

Determinada a ser feliz

Mesmo entre as grandes dificuldades existenciais da adolescência.

Esqueceria a minha idade e tudo que realizei

Os meus passos na senda

O meu desenvolvimento na Luz

O discernimento do bem e mal.

Voltaria a ser a adolescente virgem

De todo conhecimento dado como importante.

Só queria viver de novo...

Sorrir de novo...

Ser feliz de novo...

Ter seu amor de novo...

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sendo cuidados.


Sendo cuidados.

Quero um campo florido

De flores coloridas

Salpicado de vermelho, amarelo, verde.

Sob um céu azul celeste claro.

Um Sol amarelo ouro.

Uma brisa fria.

Um regato.

Uma colcha de grama.

Eu deitado.

Olhando nuvens que formam formas.

Criando formas para as nuvens.

O vento assoviando ao meu ouvido.

O perfume das flores carregado pelo ar.

Eu, a natureza e minha alma.

Tranqüilos numa manhã de domingo.

Cuidados por Deus.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Homem em pedaços.


Homem em pedaços.


Junta os cacos deixados no caminho.

Foram muitos.

Como peles de cobras que foram trocadas.

Porque os répteis cresceram.

Junta teus cacos.

Tu os quebrastes.

Tu os espalhastes.

E agora os recolhes.

Pequenos e grandes.

Branco e pretos.

Coloridos.

Sujos e limpos.

Une-os.

Crias algo belo.

Como uma obra de arte.

Feita de resto de louças.

Pedaços de louças.

Que deixam boa lembrança

A quem a vê.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quão seco está seu coração?

Quão seco está seu coração?

Quanto ele já deu para ser preenchido?

Como já se doou para ser reconhecido?

O que já fez para ser tachado de bom?

Qual falha perdoou para ser visto como compreensível?

O que ele esqueceu para não ser chamado de vingativo?

Quantas lágrimas secou enquanto chorava por dentro?

Que ilusão criou para esquecer o mau trato?


Fez isso porquê?

Querias ser aceito?

Querias ser amado?

Querias pertencer a um grupo?

Querias tua presença desejada?


Para que?

Para ser usado?

Para ser capacho?

Para ser pisado?

Para ser maltratado?


Não te valia ser tu mesmo?

Com erros e acertos?

Luz e sombra?

Amor e ódio?

Abraçando teus dois lados?

Equilibrando o que sois?

E não tentando ser o que não és!


Que te amem por ti.

Amem-te como sois.

E não pelas máscaras que usas.

Para esconderes tua alma entristecida.

Teus monstros adormecidos.

Teu frágil amor.

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domingo, 30 de novembro de 2008

Sintomas.


Sintomas.

Um coração descompassado

Mãos molhadas

Olhos fixos

Frio no estômago

Tremedeira

Onda de calor

Onda de frio

Pernas bambas

Nervosismo

Branco total

Sem palavras

Dores no peito

Paixão?

Amor à primeira vista?

Flecha do cupido?

Não, não.

É só uma virose.

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sábado, 29 de novembro de 2008

Temor.

Temor.

Temo por mim, por ti, por nós.

Temo a escuridão da rua.

O dobrar a esquina.

O irmão que vem ao nosso encontro.

Temo parar no trânsito.

Atravessar a rua.

Ir ao centro comercial.

Assistir a um filme num cinema especial.

Temo a escola

O aluno armado

O professor dementado.

Temo o pedinte

O catador de lixo

O carteiro

O lixeiro.

Temo a todos que não conheço

Temo até a quem conheço.

Temo as medidas políticas

Temo a esmola que não plenifica o homem

Que não o torna mais digno

Confiante em si

Honesto.

Temo o que diz não ter Deus

Que escarnece Jesus

Que não busca um mestre espiritual

Que vive nas sombras do mal.

Temo aquele que foi liberto

Para visitar a mãe

E mata para roubar.

Temo, o meu temor.

Que estremece minha alma.

Não pela morte.

Mas, pela dor.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Tic tac

Tic tac

Tic tac reloginho

Tic tac bonitinho.

Corre, corre ponteirinho.

Rápido, leve, ligeirinho.

Um instante

Um minutinho.

Uma hora

Num tempinho.

Duas três bem rapidinho.

Tic tac reloginho

Tic tac bonitinho.

E não para o reloginho.

Sempre andando agilzinho.

Nunca para o ponteirinho

Arrastando todos, tudinho.

Mesmo o tempo inventadinho.

O tic tac do reloginho

Arrasta rápido, rapidinho.

Passa o tempo o reloginho

Não se lembra de parar

Nos melhores momentos da vidinha.

Só demora quando dor há.

Apressa-se no amor.

Mas, parar nunca.

Nem por favor.

Passa o tempo reloginho.

Vais ficando bem velhinho.

A ferrugem te corroeu.

Como máquina se destrói.

Parou, morreu, findou.

Mas, oh!

O tempo continuou.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sombras.

Sombras.

Ao entardece chegam às sombras.

Quando a Lua estiver nova

O céu encoberto por negras nuvens

Escuridão.

Nenhuma estrela.

Nenhuma luz.

São as horas noturnas.

Silenciosas, que nos fazem pensar,

Lentas, tão lentas, que aumentam nossa ansiedade.

Nos faz prever dificuldades.

Nos leva até a chorar.

Não há luz.

Não há sono.

Não a sonhos.

O tic-tac do relógio, o carrilhão na sala diz que só passou meia-noite.

Há ainda muito a esperar.

E úmidos olhos fixam o olhar no tempo.

O pequeno ponteiro avança célere

Os grandes quase não se movem.

E esperamos em dor, em aflição.

Que passe

Passe o tempo

Passe a escuridão

Passe a dor

Passe a solidão

Passe os problemas que parecem sem solução.

Quando menos esperamos

Uma réstia de luz

Abrimos as portas

Abrimos o coração

A luz do Sol na sala

A luz da fé no coração.

Tudo passa.

Nada, aqui, é eterno, indissolúvel, tudo muda.

Como a escuridão da noite

Para a luz do dia.

Como a desesperança e desalento.

Para a fé em Deus.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ilusão de ser...


Ilusão

De felicidade eterna

De amor que não se acaba

De vidas que não se separa.

Ilusão

De ser eterno amor

De não sentir nunca dor

De amar para sempre.

Ilusão

De ser sábio e prodigioso

De ser lógico e despretensioso

De ser douto na vida.

Ilusão

De poder sempre dizer o que quer

De pensar que é livre pensador

De se imaginar puro das idéias do mundo devastador.

Ilusão

De poder conseguir o que quer

De ter o que deseja

De alcança o que almeja.

Ilusão

De que vivo está

De que a vida tudo lhe dará

De sonhar até o fim chegar.

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Quando retorna.

Quando retorna.

Quando o passado bate a nossa porta

Vem cheio de lembranças.

Como um veleiro que fez a volta mundo

E agora retorna ao mundo nosso.

Memórias guardadas

Entocadas em caixas de bombons.

Amareladas pelo tempo nos fundos das gavetas.

Empoeiradas nos armários.

Mas, elas chegam como um tufão ou mesmo furacão.

Sopram para longe o esquecimento

Ressurge em sentimentos

Doloridos, frescos, sanguinolentos.

Rasgando como faca afiada, a boca, a língua, o peito, a alma.

Deixam de ser passado e voltam a ser presente

No dia-a-dia

Na noite mal dormida.

No pensar incessante do que perdemos, do que teríamos, do que seriamos.

Caso tivéssemos seguido o desejo de nossa alma.

Ao invés de ficarmos presos a fútil vida.

Que nos transformou em nada...

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Por que você ler o que escrevo?

Por que você ler o que escrevo?

Reconheces-te em minhas linhas?

Gostar de recordas o que tinhas?

Achas belos os meus poeminhas?

Não te entristece essa minhas rimas e rinhas?

Com as coisas da vida.

Por que você ler o que escrevo?

Sente prazer no sofrimento?

Busca nas palavras alento?

Procuras verdades nas entrelinhas?

Ou essas palavras te reanimam?

Ou deprimem mais a tua alma e a minha?

Por que você ler o que escrevo?

Achas verdades nesses cantos?

Encontras vida nas palavras contidas?

Nas verdades escondidas?

Espera que um dia eu pare com essa mania?

Por que você ler o que escrevo?

Para como eu exorcizar nossa sombra?

Expurgar a tortura mental?

Extirpar o mal?

Procurar nesse caos o ponto inicial?

E como Teseu sair desse labirinto de trevas e mal?

Responde-me...

Por que você ler o que escrevo?

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domingo, 23 de novembro de 2008

Inexiste...

Inexiste



O que não se ouve...

É silêncio?

Ouve-se o som do silêncio, sem som?

Quando a porta se fecha...

O mundo, lá fora, acaba?

E só existe o quarto e as quatro paredes?

Existe algo dentro da gaveta fechada?

Quando você nunca a abriu?

Ou só o oco, o nada?

O vazio que perambula pela mente?

Somente, só, ou minto?

E está cheio do que não sabemos?

Existe o eu sem o outro?

O outro sem o eu?

O nós sem os outros?

Todos nós...

Sem Deus?





sábado, 22 de novembro de 2008

A Morte.

A morte.

- Quem bate?

- Sou eu.

- Eu quem?

- Teu futuro.

- Por que bates?

- Porque cheguei.

- Mas, não chegas todos os dias sem bater?

- Mas, hoje é especial.

- Por quê?

- Porque sou seu futuro final.

- Meu fim?

Meu último dia?

O túmulo de minhas felicidades e agonias?

O derradeiro por do Sol?

A última Lua no céu?

Meu definitivo hálito?

És tu morte?

- Não. Sou a porta para a verdadeira vida.



sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Criança.


Criança.

Sou criança.

Mesmo com cabelo brancos.

Dentes amarelos.

Rugas na face.

Pele seca.

Sou criança.

Cresci só por fora.

Envelheci só por fora.

Tornei-me grande só por fora.

Dentro de mim sou criança.

Não compreendo tuas palavras.

Para mim tão difícil.

Teus comportamentos fingidos.

Tuas mentiras necessárias.

Teus apertos.

Teus mistérios.

Tuas dores.

Cresci por fora.

Mas, dentro sou criança.

E alguns não compreendem o fato.

E me molestam.

Detestam-me.

Escarnecem de mim.

Têm medo de algum dia ser também assim.

Choro.

Mas, passa. Sou criança.

Criança é assim...

Não guarda mágoas, rancor, ódio.

Contenta-se com um novo brinquedo.

Um pedaço de torta.

Uma história de anjo para dormir.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Morrerei.

Morrerei.

Morrerei um dia.

Claro todos morrem.

Que se faça uma festa.

Com muitas flores e música.

Estarei feliz se assim for.

Não, não quero choro e tristeza.

Perdôo um pouco de saudade.

Mas, nada mais que isso.

Lembre-se estarei me libertando.

Das algemas pesadas da carne.

Dos problemas tediosos do mundo.

Das dores, dos medos, do desalento.

Deixe-me dormir o sono dos justos.

Enquanto meus irmãos me libertam por completo.

Sempre que puder virei visitá-los.

É só uma viagem.

Estarei esperando cada um de vocês do lado de lá.

Ficarei com saudades.

Posso até chorar um pouco.

Mas, estamos todos entregues a Divina Providência.

Que nos aponta caminhos.

Vou morrer um dia.

Todos vão.

Não chorem por mim.

Tentei fazer por onde brilhar a minha luz.

Quem sabe não consegui?

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Graúna.

Graúna.

Onde estão as tuas asas?

Por que as fechastes?

Quando ela o levava a tantos céus.

Que temores invadiram teu peito?

Que medos cessaram teus sonhos?

Quem te prendeu se não tu mesmo.

Minha graúna levanta os olhos.

Infinitos te esperam.

Conheces o que tens agora.

Abre tuas asas para a Luz do mundo.

Emerge na Luz e faz brilhar tua escuridão.

Voa livre de toda dor que tolhe,

De toda culpa que poda,

De toda tristeza que mata.

Ama a quem te ama.

A quem não te ama também.

Aceita o que é como é...

Não te debatas na lama dos pântanos.

Voa entre brancas nuvens.

Em sonhos esvoaçantes.

Eles sempre serão seus.

E ao te cansares escolhe um ninho.

São tantos os que lhes são oferecidos.

O calor do colo dos amigos.

Que zelam por ti em silêncio.

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Compaixão.

Compaixão.

As feridas dos corpos.

Ao pus amarelo, grosso, fétido.

Ao sangue pisando.

Ao edema arroxeado.

Aos ouvidos surdos.

Pelo barulho das bombas.

O zumbido do silêncio morto.

Das moscas sobre os corpos.

O não querer ouvir o choro.

Das mães sem filhos.

Dos filhos sem mãe.

Dos pais, maridos, amantes loucos.

Dos velhos abandonados e secos.

Entre os escombros de seus lares.

Apoiados em árvores mortas.

Como seus próprios olhos.

Enquanto minas amputam pernas de crianças.

Aleijam adultos delas esquecidas.

E mulheres não desejam doar vida.

A arte humana.

Levada a quase perfeição da morte.

Em fogo, pólvora, blindados, aves assassinas,

Bombas nucleares, construções intactas e gente sem vida,

Bactérias vivas homens que se vão.

Destruição silenciosa, da humanidade, da civilização.

Compaixão.

Fim da desolação.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A porta.

A porta.

A vida e a porta fechada.

Entre a porta aberta ou fechada.

Um mundo de decisões

Um ir

Um não ir.

Toda uma história de vida

Podendo ser finda.

Nova vida a iniciar.

De cinzas entulhadas.

Entre um sim ou não.

Um aceito ou descarto.

A coragem de ir.

A covardia de ficar por aqui.

Esperando nada.

Nada que já não conheça,

Nada que já não tenha vivido.

Lá fora o desconhecido, o medo, o risco.

Cá dentro o ninho, o abrigo.

O abraço amigo.

Entro.

Fecho a porta.

O sorriso.

Do sonho.

Desisto.

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domingo, 16 de novembro de 2008

Cada passo.

Cada passo.

Cada passo sem pensar

É um espinho na carne a entrar.

Um aprendizado doloroso.

Um mestre cuidadoso.

Cada passo sem atenção.

É uma provável queda ao chão.

É o arranhão nos joelhos.

É a perda, do horizonte, a visão.

É só o vê o chão.

Cada passo rápido.

É erro de cálculo.

É soma perdida.

É só subtração.

É a não multiplicação.

Cada passo sem amor.

É um passo perdido.

É aquele que não saí do cantinho.

É nosso medo de ser feliz.

È não ser o sal da Terra.

É não ser a candeia na janela.

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sábado, 15 de novembro de 2008

Águas cruzadas.

Águas cruzadas.

Água de chuva na calçada

Que leva vidas em enxurradas.

Arrastadas a força dementada

da água represada.

Solta como um dragão marinho

em urros de dor agigantado.

Em laços de amor cortados,

em corações despedaçados,

Deixados para trás.

Insistentes nas lembranças,

memórias embotadas,

esfumaçadas,

enodoadas pelos sentimentos.

Vidas misturadas

em ruas, estradas, caminhos.

Encruzilhadas cruzadas.

Águas não cristalinas.

Lágrimas vazadas.

Pelas perdas inesperadas.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Só Tu!


Só Tu!

Toca Amor a minha alma.

Faz-me fazer parte da música universal.

Possa cantar os sons da vida.

Em tons de alegria e felicidade puras.

Entre as quatro paredes de um quarto

Ou no jardim público.

Com uma platéia que me ache um louco.


Que meu canto seja em louvor a Tua glória.

A glória da vida que sorrir.

Para todos que vêm à vida como uma dádiva

E nunca como um fardo.

Anima Senhor minha língua

Para que fale de Tuas benesses.

Do teu amor infindo.

Da Tua bondade e misericórdia.

Pois, só Tu.

Meu Deus

Completas os homens.


Quem Te encontrou, sequer um segundo, já o sabe!
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Despedida ao Nogueira.

Despedida.

Ontem fui despedi-me de um senhor que havia muito trabalhava no centro Kardecista que freqüento.

Do descobrir do mal que assolava silenciosamente seu corpo até o suspiro último, não me pareceu muito tempo.

Sua esposa, pequena senhora ativa e perspicaz, era um ser ferido, talvez fatalmente.

Não parecia dar-se conta que aquele era o último adeus.

Que já não encontraria mais seu companheiro de vida quando retornasse a casa.

Que sua cama estaria agora metade cheia metade vazia.

Assim, como sua vida.

Que foi dividida por mais de cinqüenta anos.

Trêmula, nervosa, ansiosa, cansada apoiava-se nos filhos e amigos.

Lágrimas corriam no seu rosto.

Não houve gritos ou lamurias.

Nem tão pouco desmaio.

Só uma saudade sentida, profunda de um adeus mesmo que temporário.

Mas, que imprime na alma a dor de se ter ido mais um do nosso tempo, um trabalhador incansável, um pai responsável, um bom amigo.

Que sempre no enviava beijos no coração.

29/10/2008.



quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Sempre peço.

Sempre peço.


Peço-te Pai mãos que curam.

Mas, não sei se as mereço.

Será apenas uma loucura.

Ou para o ego um adereço.

Peço-te Pai que minhas orações cheguem ao endereço.

Mas, não sei se isso mereço.

Não será apenas orgulho e vaidade.

De receber louros que meus não são.

Peço-te o Pai.

Aliviar dores.

Quando não alivio a minha.

Se não consigo me curar.

Como curar quem me chega em agonia?

Peço-te Pai

Cura, paz, amor e harmonia.

Mas, um passo sei que foi dado.

Não o peço só para mim, para minha família.

Peço para toda a criação que é tua.

Desde a rocha que dorme

Ao homem que para a angelitude caminha.

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