quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Fiel amigo.

Meu fiel amigo que me acompanhou por tanto tempo.

Que em meu coração ainda ocupa espaço.

Saudade de quem ficou sem teus carinhos.

Seu focinho gelado, seus latidos, suas brincadeiras infinitas.

Seu bom humor que dividia sempre comigo.

E seu silêncio aos meus pés quando percebia minha tristeza.

Lembro teus uivos para a Lua e as estrelas.

E teu olhar estendido até a rua.

Focinho colado ao portão.

Tua coragem para defender tua casa.

Tua, pois assim a via.

Não eras propriedades minha.

Eu sim era propriedade tua.

Com pouco esforço ficasses quase humano.

E nos seus olhos compreendia seus desejos.

E no final frente a tua dor meu pranto.

E no teu último suspiro eu estava lá a te consolar.

Creio firmemente que voltasses para o céu dos cães.

Onde os anjos da natureza te esperavam.

Voltaras um dia, em breve, para nossa morada.

Um novo corpo te aguarda.

Serás de novo um cão?

Não sei...

Mas, feliz aquele que te tiver a presença.

Serás para ele o que fosses para comigo.

Um amigo inesquecível da vida, da estrada.

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