Pequenos poemas d'alma

Pequenos poemas d'alma
Nas palavras tortas, cheias ou ocas o murmurio fascinante de minha alma.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Entendimento.

Falta-me entendimento perante o que acontece.
Quanto mais me esforço para me tornar do bem.
Mais, coisas negativas ocorrem.

Se tento praticar a humildade.
Tacha-me de querer ser ninguém.
E quem se baixa os fundilhos aparece e quem ver não agradece.

Se busco ser amável e condizer.
Imputam-me a fama de ser Maria vai com as outras.
De me anular para os outros.

Quando falo amorosamente.
Sou criticada pela minha falta de coragem.
De enfrentar quem me ofende.

Procurando me tornar mais acessível.
As pessoas aproveitam para tirar de mim o que podem.
E o que não posso ainda dar.

Vivo então entre a cruz e a caldeirinha.
Uma verdadeira roda viva de sentimentos.
Contraditórios e inquietantes.

Que faço?
Refugio-me nos braços do Mestre de Luz.
Que me ensinou onde a bondade conduz.

E se sofro todo o dia.
À noite quando posso depois da batalha diária.
Rogo sua presença e sinto o seu aconchego.

Que me colhe em seu peito.
Enxuga-me as lágrimas.
E me faz adormecer.

2 comentários:

Angélica disse...

Quem caminha com o Cristo corre o risco de caminhar contra muitos... mas teremos sempre a consolação da certeza de que Ele caminha conosco... mesmo quando tropeçamos algures...

Posso divulgar teu blog no meu? :)

Muita paz!

Poemas e encantos disse...

Com certeza. Faremos trocas de palavras. Uma abraço