domingo, 23 de setembro de 2007

Anjo que canta.




Que anjo canta naquela estrela próxima.

Que canto encanta o universo que ele para.

E todos os anjos se calam.

Ao ouvi-lo a louvar.

Que anjo solta a voz e embala outros anjos.

Que exaltados se preparam para essa hora.

E extáticos ficam a ouvir tal canto.

Que anjo encanta com seu canto os céus.

E santos e anjos o ouvem em silêncio.

E o seu canto invade a tudo e a todos.

Encantando magicamente esse momento.

Cometas, luas e estrelas brilham com mais fulgor.

Para mostrar a felicidade nesse momento de louvor.

Pudessem todos ouvir teu canto.

E seriamos tocados de amor.

Amor por ti anjo.

Amor pelo teu criador.

Mãos.



Tantas mãos a ajudar aos pobres.

Tantas mãos a proporcionar carinho.

Tantas mãos a guiar outros nos caminhos.

Tantas mãos a amparar velhinhos.

Tantas mãos a criar abrigos.

Tantas mãos a impedir castigos.

Tantas mãos a afastar perigos.

Tantas mãos a serem solidárias.

Tantas mãos a alimentar famintos.

Tantas mãos a socorrer mendigos.

Tantas mãos estendidas à caridade.

Tantas mãos honestas e precisas.

Tantas mãos abençoadas e queridas.

Tantas mãos que se unem em oração.

Todas são mãos de empréstimos.

Que Deus toma para realizar suas ações.

Nesse orbe de provas e expiações.

sábado, 22 de setembro de 2007

Vício.


Onde se esconde tal criatura que se levanta vez em quando.

Bradando feios nomes em toda fúria.

Levantando a voz em bravatas puras.

Onde se esconde tal criatura que se mostra vez em quando.

De olhar perdido e inebriado no mal só por ela visto.

De olhos vermelhos e injetados pelo álcool consumido.

Onde se esconde tal criatura que aparece vez em quando.

Que enlameia vida alheia.

Que mente e calunia.

Onde se esconde tal criatura que irrompe vez em quando.

Que agride os amigos.

Que maltrata e espanca os filhos.

Onde se esconde tal criatura que surge vez em quando.

Que cambaleia pelas ruas.

Enquanto parece entoar um canto.

Onde se esconde tal criatura que se revela vez em quando.

Sujo, imundo e fedorento.

Exalando odores pestilentos.

Onde se esconde tal criatura que se mostra vez em quando.

Cheia de dores, tristeza e lamentos.

Pela solidão que plantou com seus tormentos.

Onde se acha tal criatura que brota vez em quando.

Se não em uma alma torturada, banhada em seu próprio pranto.


Perdida em seus mais belos sonhos.

Merecedora de piedade, de auxilio e de bondade.

Para reerguer-se em sua dignidade.

Ela precisa de ti irmão.

Como podes ser feliz?


Como podes ser feliz?

Se o alimento posto a tua mesa não chega a todos.
E crianças famintas batem a tua porta.

Se a roupa que te envolve o corpo e se amontoa em gavetas e armários.
Não cobrem a nudez dos que estão expostos à vida nas ruas.

Se os teus estudos e conhecimentos
Não esclarecem dúvidas que afligem os que penam pela vida e se revoltam.

Se o amor que dedicas ao teu círculo familiar
Não se estende a tua família do mundo.

Se os cuidados que tens com teus idosos
Não atingem os que foram abandonados nos asilos.

Se os sorrisos que dás aos amigos
Não se apresentam frente aos desafetos.

Se os conselhos que teimas em dar aos teus filhos
Calam-se frente a filhos alheios.

Se o trabalho ofertado ao cônjuge com alegria
Transforma-se em ócio fora do ciclo da família.

Se todas as bênçãos que recebes
Não sabes dividir, espalhar.

A consciência chega aos pouco e tende a incomodar.
Impelindo-te ao trabalho, a doação, a caridade.

A outros irmãos deves beneficiar.
Com todos os dons que tens muitos irás felicitar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Voz.


Por que me persegues?

E com tua voz gutural me incrimina.

Quem sois?

Que minha vida abomina.

Por que não me abandonas?

E deixa-me descansar.

Não me torture a alma.

Já ela está há tanto a sangrar.

Não me imponhas mais sofrimentos.

Não me perturbes, só aumenta meus lamentos.

Vai-te e leva contigo tuas acusações.

Pois arrasam meu coração.

Não há mais paz em minha vida.

Só essa voz maldita.

Esse canto de estertor.

Esse fúnebre rito de horror.

Demente assim estou.

Como fugir de terrível inquisidor.

Como não ouvir seus lamentos e acusações.

Se a toda hora comigo estão.

Salve-me! Alguém me escute.

Não suporta mais tanta dor que essa voz me incute.

Cala-te consciência não me acuses de infame.

Pois não suporto mais tamanho exame.

Dos erros cometidos, dos crimes praticados.

Do bom caminho ter me exilado.

Existência.


Quem sabe em boa hora parti.
Quem sabe...

Nada criei, saudade não sentirei.
Nada...

Não fiz jus ao presente da vida.
Não fiz...

Não somei, não auxilie, não ajudei.
Não...

Passei pela existência como vento frágil, que nada abala.
Nada...

Não marquei presença em nenhum coração.
Não...

Não fiz por onde alguém sentir minha falta.
Não...

Não tinha laços de amizade, de amor, de paternidade.
Não...

Os meus me antecederam na passagem.
Os meus...

Fico agora no vazio, no limbo, na escuridão.
Fico...

Tão vazio como minha existência sem propósitos.
Vazio...

Só me resta o eco da consciência que me acusa as dores.
Dores...

De ter deixado escorrer pelas mãos o presente da vida.
Escorrer...

Sem ter em nada aproveitada a existência.
Nada...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Rosas.


Plantei rosas.

Elas brotaram.

Após tantos cuidados, brotaram.

Retirei as ervas daninhas.

Coloquei estrume a sua volta.

Fofei a terra.

Reguei e esperei.

E elas brotaram.

Como um corpo de balé.

Unidas, próximas umas as outras.

Balançando ao vento em doce encanto.

Exalando perfume inebriante.

Minhas rosas.

Lindas rosas.

Perfeitas rosas.

Rosas vermelhas.

Rosas amarelas.

Rosas, rosas.

Admirei-as por muitos dias.

Nas horas matinais.

Ao por do Sol.

Elas estavam como a me esperar.

Mas, triste dia ao amanhecer.

Elas iniciaram a murchar.

E amarelando, murcharam, encolheram, morreram.

E chorei pelas minhas rosas.

E lamentei tão breve vida.

Porém, em outro dia surpresa.

O roseiral me preservou.

Dezenas de botões de rosas.

Do dia para noite brotou.

Lição que levo para vida.

O que criamos com trabalho e esforço.

Algumas vezes pode parecer perdido.

Como as rosas que murcharam.

Mas, haverá brotos, nova vida.

Colheita dos nossos esforços.

Lei divina cumprida.

Por que não é feliz?


Por que não é feliz aquele que tudo isso tem:

Possuidor de bens.

Detentor de beleza.

Saudável corpo.

Inteligência perspicaz.

Simpatia a se mostrar.

Halo de bondade.

Mãos de caridade.

Tempo disponível.

Auxilio indiscutível.

Amor sem limites.

Por que não é feliz quem tudo isso tem?


Por ver ainda tanta miséria.

Tanta feiúra d’alma.

Tantos afligidos por males.

Tantos dementados.

Tantos orgulhosos.

Tantos na maldade.

Tantos sem caridade.

Tantos sem amor e sem doar.


E reconhecendo seus dotes.

Sabedores que tem muito a dar.

Ficam nessa Terra.

Em missão de puro amor.

Pois, mesmo tudo tendo.

Não ascendem a mundos outros.

Enquanto tiver um irmão.

Em dor, em pranto, em provação.

Ele espera amorosamente.

A todos a elevação.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Estende-me.


Estende-me tua mão.
Preciso tocá-las.
Não me abandones ao léu.

Não vê a dor que rasga meu peito.
Não percebes minha amargura.
Minha loucura.

Estende-me tua mão.
Aperta a minha.
Para que sintas teu calor.

Não me leve à vida a não mais te tocar.
A não sentir tua pele.
A não te receber em meus braços.

Abre teus olhos de mar azul.
E fita-me com a doçura de irmão.
Que retorna de longa viagem.

Sorrir para mim.
E perpetua minha alegria.
Com a tua.

Estende-me tua mão.
E me envolve num abraço.
Quente e caloroso como dantes.

Enlaça-me em um amplexo.
E me faz sentir no teu abraço.
O carinho do teu amor.

Fala comigo dos teus sonhos.
Dos teus anseios juvenis.
Dos teus planos pro futuro.

Deixa-me ouvir teu gargalhar.
Teu riso solto.
Tua alegria infinda.

Que teu corpo possa novamente:
Preencher a casa.
Que agora é retrato de abandono

Retiras tuas mãos do peito, descruza-as.
E levante desse esquife que segura teu corpo frio.
Já sem alma que o habite.

É tudo que te peço.
Mas, sei que meu desejo.
É loucura.

Liberta está tua alma da prisão da carne.
Dos sofrimentos do mundo.
Das dores da vida.

Que venham então os anjos em meu socorro.
Sequem minhas lágrimas.
Pois a verdade nua e crua é que tu continuas.

E continuarás eternamente.
Pois que a vida não cessa.
E o sopro divino nos sustenta continuamente.

Mas, a saudada dilacera-me o peito.

Até um dia.


Até um dia.
Quando o vendaval da vida novamente nos juntar.
Em lidas que a de porvir.

Até um dia.
Quando o destino reunir-nos novamente.
Em trabalhos edificantes.

Até um dia.
Em que estaremos de novos juntos na estrada.
E quem sabe dessa vez em gloriosa caminhada.

Até um dia.
Quando nossas histórias novamente se cruzarem.
E unidos possamos construir algo que valha a pena.

Até um dia.
Em que aberto nossos olhos da alma,
Coração sangrando de remorsos possamos reparar os nossos erros.

E nesse dia.
Iniciares nossas tarefas de amor ao próximo.
E de amor a nós mesmos.

E novamente companheiros.
Reedificaremos nossas ações.
Que tanto mal fizeram aos nossos irmãos.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Teu poder.





























Deus.

Abro meu coração para Ti (como se não o conhecesse).
Vê de quantas chagas o preenchi.
Vê quantas tolices nele habita.

Pai.

Ensina-me a tornar meu coração leve.
A expulsar a dor que entristece.
A plantar o bem que enobrece.

Senhor.

Apieda-te da minha ignorância.
Que feita criança não compreende.
A Tua Graça onipresente.

Divina Presença.

Acalenta meu sonho mais sublime.
Que é encontrar a paz interior.
E viver verdadeiramente o Teu poder: o amor.

Limites.
















Limite tuas ações, teus pensamentos e sentimentos.
Para não descambares em excessos.

Que se infiltram lentamente nas almas.
E as tornam aflitas ou desesperadas.

O cuidado torna-se receio e o receio em medo.
O medo paralisa os passos e a evolução.

O amor torna-se obsessão.
E constrói prisão ao objeto amado.

O riso torna-se fútil.
E traz o desrespeito.

O pensamento fixo dementa.
E abala o senso de realidade.

A bebida saudável e tolerável.
Torna-se vicio que destrói homens e lares.

A auto-estima torna-se orgulho.
E o orgulho em personalismo.

A liberdade mal conduzida.
Torna-se libertinagem.

O retiro constante.
Torna-se muro social.

O afastamento da sociedade.
Torna a alma eremita fora de época.

O cuidado excessivo para não se machucar.
Torna a alma desiludida e solitária.

Nada em excesso é salutar.
Procura a medida exata e a adota.

Para tua alma harmonizar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Espera do anjo.


Faz tua última despedida.

Onde jaz o resto mortal do teu protegido.

O teu irmão de asas o arrebatou.

O anjo da morte carregou-o consigo.

E tu sentes que não cumpriste com precisão tua missão.

Não te foi possível lhe salvar a alma da escuridão.

Não conseguisses lhe impor o bem ao coração.

Impedido pelos seus maus pendores não te ouvia a lição.

Ficarás esperando a volta do pupilo.

Quem sabe a dor e o tormento de um inferno finito,

Amacie-lhe a predileção.

E retorne mais humilde, mais correto, mais amável.

Na nova vida que o espera.

Numa outra reencarnação.

Indagações.


De onde vem?
O erro.
A loucura.
O desespero.
O ódio.
A demência.
O desmazelo.
A preguiça.
A mentira.

De onde brota?
O orgulho.
A empáfia.
O egocentrismo.
A violência.
A falsidade.
A hipocrisia.
A ira.

Daqueles que esqueceram:
Dos outros.
De sua herança divina.
E de Deus.

Qual a cura?
Nascer.
Morrer.
Nascer de novo.

Até quando?
Até que o aguilhão da dor,
Faça desabrochar,
O amor.

domingo, 16 de setembro de 2007

Permite.


Onde poderia tanta luz vê..
Onde encontraria outro ser.
Que tivesse luz igual a tua.

Teu espírito é Sol que desponta.
E alva estrela que refulge.
É energia pura.

Não há mácula em tua alma.
Não há erro a ser consertado.
Não há pecado.

Tuas mãos são limpas.
Limpas de sangue alheio.
Limpas de qualquer devaneio.

Teus olhos são pura brandura.
Teu olhar distribui candura.
Ver-te é êxtase.

Nem que seja só por um momento.
Fugaz momento em minha vida.
Deixa-me sentir tua guarida.

Em tuas mãos repousa a minha paz.
És Tu minha coluna.
Divina tua condução.

Jesus irmão.

Que o amor...


Que o amor se expanda.
Que brote simples como sorriso de criança.

Que o amor frutifique.
Em todo ato de ajuda aos infelizes.

Que o amor se reproduza.
Nos atos de brandura.

Que o amor se fortaleça.
Na ajuda a por fim na pobreza.

Que o amor se santifique.
Nos tornado seus artífices.

Que o amor cresça.
E em cada um se estabeleça.

Que o amor ampare.
A todos em todos os lugares.

Que o amor seja infinito.
Por todos seja bem quisto.

Que o amor seja universal.
Para todos seja igual.

sábado, 15 de setembro de 2007

Em cada linha.


Em cada linha uma história.
De lutas perdidas.
De lutas vencidas.
De lutas esquecidas.
De lutas sem méritos.

Em cada linha uma história.
De amores vividos.
De amores sofridos.
De amores eternos.
De amores findos.

Em cada linha uma história.
De dor sufocada.
De dor abençoada.
De dor suportada.
De dor amaldiçoada.

Em cada linha uma história.
De desilusão amorosa.
De ilusão perniciosa.
De desvario que enlouquece.
De soberba que envaidece.

Em cada linha uma história.
De orgulho de ser o que é.
De vergonha de ser o que é.
De martírio pelo que se fez.
De júbilo pelo que se realizou.

Em cada linha desse rosto uma história.
Em cada ruga um acontecimento.
No rosto as marcas da existência.
Na alma as cicatrizes da vida.

Há paz.


Há paz no silêncio da alma.
Quando ela escuta o pulsar.
Do coração enternecido pelo amar.

Há paz no silêncio da alma.
Quando ela ouve o cantar.
Dos anjos da madrugada sublime música no ar.

Há paz no silêncio da alma.
Quando ela ouve o falar.
Dos mestres que nos ensinaram a perdoar.

Há paz no silêncio da alma.
Quando se põe a meditar na vida dos santos homens.
Exemplos a copiar.

Há paz no silêncio da alma.
Quando ela sente o amor.
Que brota ininterrupto do coração do Nosso Senhor.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Barquinho de papel.


Vai meu barquinho de papel.
Navega dessa poça d’água ao oceano.
Corre mundo, vê os encantos.

Vai meu barquinho de papel.
Papel em branco.
Para ser escrito no teu viajar.

Vai meu barquinho de papel.
Veleja corajosamente pelo rio da vida.
Aprende se possível sem criar ferida.

Vai meu barquinho de papel.
Leva contigo minha alma.
A bordo dessa nau sem véu.

Você e ela a navegar ao léu.
Entre o clarão do Sol.
E o brilho lunar.

Vai meu barquinho de papel.
Levando consigo minha alma.
Pela vida afora em plena calma.

Sem pressa de viver.
Sem pressa de aprender.
Sem pressa de morrer.

Vai meu barquinho de papel.
Papel em branco.
Como minha alma menina.

E no fim da rota.
Roto tu e ela.
Não te desanima.

Descansa eternamente entre as estrelas.
Deixa minha alma se entreter com os cometas.
E pela eternidade sejam pares.

O canto dos anjos.


Cantam os anjos.

Eu os escuto.

Cantam e iluminam o ar.

O céu explode de cores.

O universo estanca o seu andar.

São os anjos a cantar.

Cantam os anjos não hão de parar.

Para santificar todos os cantos.

Bendizer todo lugar.

Encher de mavioso encanto.

Tudo que na vida há.

Canta os anjos e não param.

Até tudo se acalma.

Até finda a tempestade.

Até o abismo se tocar.

Tocando com seu canto as almas.

Que estão ali a penar.

Aliviando suas dores.

Alimentando esperanças.

Retirando-as dos horrores.

Socorrendo-as com seu canto.

Enxugando os seus prantos.

Levando-as para outro lugar.

Onde ouvirão de mais perto.

Os anjos a cantar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Vem.


Liberta-se alma dos grilhões.
Que te prende a Terra.
Não cedes ao teu coração.
Esqueces tudo que te onera.

Repudias os teus remorsos.
Segues em frente.
Espera-te céu formoso.
No passado não atentes.

Por mais doce que te sejas lembrar.
Tuas lembranças são dores a pulsar.
No peito combalido e triste.
Cansado de lutar.

Ouve o som dos anjos que te chamam
Teus antepassados clamam:
Vem irmã!

E qual limalha presa a imã.
Não alças vôos acima.
Da Terra que te seduz.

Até quando alma irmã
Ficarás encantada com essa paisagem.
Que qual canto de sereia te extasia.

Mas, que esconde o perigo dos arrecifes.
As pontas de pedras que ferem os navios.
E transforma em náufragos os viajantes.

Liberta-te o mais rápido que possas.
E vem em nossa companhia.
Realizar nos céus romarias.

Senhor Salvador do Mundo.


Senhor Salvador do Mundo.
Salva o homem de si mesmo.
Salva-o da irresponsabilidade social.
Salva-o da mentalidade comercial.
Salva-o do caos social.

Senhor Salvador do Mundo.
Salva o homem de si mesmo.
Salva-o da ganância.
Salva-o da avareza.
Salva-o do egoísmo.

Senhor Salvador do Mundo.
Salva o homem de si mesmo.
Salva-o da falta de amor.
Salva-o da falta de caridade.
Salva-o da falta de bondade.

Senhor Salvador do Mundo.
Salva o homem de si mesmo.
Salva-o da destruição do verde.
Salva-o da destruição da fauna.
Salva-o da destruição do mundo.

Que ele arquiteta.
Obscurecendo a visão da realidade.
Ensimesmado em pensamentos de riquezas.
Em quimeras de opulência.
Enquanto ocorre a Terra a decadência.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Alma bailarina.


Vai bailarina e rodopia.
Solta como pipa ao vento.
Em contorcionismo intento.
A liberdade minha alma contamina.


Vai bailarina e rodopia.
Entre rosas e espinhos.
Entre risos e alegria.
Entre escárnio e orgia.

Vai bailarina e rodopia.
Pelos becos das cidades.
Pelas ruas e botecos.
Pelas praças e jardins.

Vai bailarina e rodopia.
Nos castelos suntuosos.
Nos imensos casarões.
Nos casebres imundos.

Vai bailarina e rodopia.
Pelo túnel do tempo.
Em tempos tão antigos que nem lembro.
Bailarina rodopia.

Vem bailarina e repousa.
Vagastes por tantos séculos.
Vivestes tantas venturas e desventuras.
Sossegas.

Vem bailarina, alma minha e repousa tranqüila.
Encontra teu descanso e alento.
Pois ele, Jesus Nazareno,
Abre os braços para ti.

Anjos pelas ruas.

Há anjos pelas ruas.

Precisa-se muita atenção para encontrá-los.

Eles estão disfarçados.

São brancos, negros, pardos.

Altos, baixos, gordos ou magros.

Bonitos ou feios, ricos ou pobres.

Mas, são anjos.

Eles ajudam o portador de deficiência no atravessar da rua.

Seguram pacotes das pessoas nos ônibus.

Param um instante para conversar com um amigo.

Dão esmolas com um sorriso.

Visitam enfermos.

São insistentemente pacientes com todos.

Não desejam mal a ninguém.

Tentam profundamente não julgar quem quer que seja.

Afastam-se dos maledicentes.

Minimizam defeitos alheios.

Priorizam necessidades alheias.

Ajudam sempre que podem.

Têm sempre uma palavra de consolo.

Arriscam suas vidas pelos outros.

Há anjos pelas ruas.

Você agora os reconhece?

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Plantas luz.








































Esqueces a ti mesmo.
E volta-te para a vida que passa
Nos rostos alheios.
Muitas vezes exalando dor e desgraça.

Esqueces de ti mesmo.
Sai do casulo do teu egoísmo.
Abre tuas asas em auxilio.
Dos que necessitam do teu amor.

Esqueces de ti mesmo.
Da tua dor.
Do teu cansaço.

E entre homens farrapos.
Plantas o bem.
Refrigeras almas.

Pacificas corações sofredores.
Apascenta almas em padecimento.
Plantas luz em trevas tuas e findas muitos sofrimentos..

Quando


Quando enfim a paz abraçará a Terra?

Findará todas as guerras.

E todos os homens dessa esfera se unirão.

Quando enfim terminarão as dores?

E findarão os holocaustos e os horrores.

Quando enfim seremos humanos?

Sentido-nos como uma só família.

E em todos secará o pranto.

E a felicidade será presente e infinda.

Penso que somente uma reforma.

Grande, imensa, imensurável reforma intima.

Ocorrer em todo ser pensante.

É que essa terra coberta de males.

Esse planeta que erra no universo.

Colocará fim no mal predominante.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Suores noturnos.


Nesse sono perturbado o reencontro.
De velhos companheiros de desventuras.
Mesmo envolto na carne me acharam.
E preenchem minhas noites com torturas.

Avalio o mal já praticado.
E o remorso me invade e me culpa.
Por erros do passado, eras distantes.
Que minha consciência não escusa.

Que me vale o esquecimento nas horas diurnas.
Se os suores noturnos me apavoram
Diante dos quadros da memória.

Quem são esses que me gritam: inimigo!
Se deles não me lembro toda à história.
E sofro e padeço a tortura a mim imposta.

Que lugares sombrios que transito.
Que albergue acolhe minha alma.
Nas noites de vento uivante e de frio.
Perco-me em ruas torturadas.

Há crimes, sangue e delitos.
Há choros, gemidos e sussurros.
Há clamores de dor e desalinho.
Há horrores escondidos em todo canto.

E nessas trevas me encontro.
Todas as noites em meu canto.
E somente quando oro e por Deus clamo.
O terror se dissipa e se esgarça.

E calma nuvem de amor me abraça.
Meu coração não mais estremece.
E a paz em meu peito se estabelece.

Recorro à prece costumeira.
Para fugir de tal perseguição.
E os anjos do Senhor ouvem-me a fala.
Socorrendo-me em minha aflição.

Benditos sejam seres de luz.
Que me conduzem a verdes pastos.
A calmaria e a bonança.
Na qual meu sono embalo.

Que possa um dia compreender de fato.
O que ocorreu em tempos idos.
Reconhecendo o dever não cumprindo.
Compense a todos que fraudei.

Paga as dívidas da minha alma.
Limpa de suas chagas.
Possa então, adormece tranqüilo.

União.




































Águas que brotam em pequena nascentes.

E seguem tortuosas linhas.

Descem montanhas e montes.

Enfrentam obstáculos na trilha.

A sua frente pedras e cascalhos.

O leito seco da terra que lhe suga.

Mas, insistem e continuam.

E unindo-se umas as outras formam riachos.

E pequenos rios.

E rios caudalosos.

Até se unirem ao mar.

Tornam-se fortes e imbatíveis.

Beleza impar sem par.

Assim deveriam ser os homens.

Em suas peregrinações.

Frente aos seus obstáculos.

Deveriam unir-se sem conceito de fronteira ou nação.

E unidos no bom embate.

Seriam invencíveis na criação.

De uma humanidade amorosa.

Digna de admiração.

domingo, 9 de setembro de 2007

Divide...


















Divide...

Divide comigo tua dor.
Divide comigo tuas dúvidas.
Divide comigo teu labor.

Divide comigo teus anseios.
Divide comigo teus medos.
Divide comigo teus receios.

Divide comigo tua solidão.
Divide comigo tua desilusão.
Divide comigo tua destinação.

Divide comigo teus descaminhos.
Divide comigo o teu ficar sozinho.
Divide comigo o teu fel.

Divide...

Não me colocou Deus em tua vida em vão.
Serei teu amparo, tua coluna, irmão.
Não te deixarei só em tua perturbação.

Deus me deu ombros largos para amparar tua cabeça.
Braços ágeis para te defender.
Mãos fortes para te proteger.

E mesmo se o meu corpo fragilizar.
Dos meus lábios orações vão materializar.
Proteção divina, para ti, para te iluminar.

Tento.




































Tento falar de beleza, de paz e harmonia.

Tento mostrar a divina sabedoria.

O amor perfeito de Deus as criaturas.

Tento lembrar aos que sofrem a bondade divina.

E em meio a lágrimas que desanimam levar meu sorriso de afeição.

Tento levar alento a quem sofre.

E falar de Jesus, santo e nobre, que faleceu a cruz ser merecer.

Tento fazer mais feliz meu irmão de caminhada.

E seguir com ele pela estrada amparando no que possa.

Tento ser melhor amigo e camarada.

Mesmo estando em dúvidas sobre qual estrada devo trilhar.

Tento, mas não sei se consigo.

Pois, dentro do peito, abrigo.

Um não sei que de solidão.

Uma tristeza que não me deixa.

A mágoa que nunca esqueço.

Mas, tento.

E vou continuar tentado.

Pois, caso não acenda minha luz interna.

Terei na consciência alivio.

De ao menos ter ajudado a um irmão, a um amigo.

sábado, 8 de setembro de 2007

Quem te valerá?


Quem te valerá?

Quando já não houver luz e teus olhos perscrutarem a escuridão.

Quem te valerá?

Quando tuas mãos tremulas já não puderem nada segurar.

Quem te valerá?

Quando tuas pernas frágeis não conseguirem equilibrar o peso do teu corpo.

Quem te valerá?

Quando teus órgãos enfraquecidos, pela passagem do tempo, não mais funcionarem perfeitamente.

Quem te valerá?

Quando já não conseguires articular palavras e tua boca estiver seca.

Quem te valerá?

Quando finalmente vencido teu corpo tombar sob a cama e não mais levantar.

Quem te valerá?


Arrebanha teus amores enquanto podes.

Com brandura, ternura e justiça.

Plantas para teu futuro braços que te socorrerão.

Socorres agora teus irmãos.

Enquanto tens o corpo são.

Não te esqueças que amanhã no catre do sofrimento poderás estás.

Então, alivia o sofrimento, chaga sem par.

Contribuis com teus préstimos a quem de ti precisar.

São sementes que no futuro brotarão.

Transformadas em mãos que te auxiliarão.

Caos



































Seriamos felizes se?

Fosse eterna a juventude.

Tivéssemos sempre saúde.

E riquezas aos nossos pés.

Seriamos felizes se?

Exercêssemos melhor profissão.

Tivéssemos tempo para o ócio.

E facilidades em tudo aprender.

Seriamos felizes se?

Todos os amores fossem eternos.

E não houvesse decepção.

E nada separasse os que se amam.

Seriarmos felizes?

Caso não houvesse dor.

Nem tão pouco desamor.

Nem paixão que desespera.

Seriamos felizes se:

Aceitássemos a vida como ela é.

E tivéssemos forças para enfrentar os dissabores.

Reconhecendo em todas as dores, o crescer.

E cientes das Leis Naturais.

De que tudo que ocorre é como deve ser.

Tivéssemos sabedoria e compreensão.


Que os sonhos humanos de felicidade são tolos e vãos.

Pois, fogem as Leis Universais.

E criariam o caos na evolução.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Sò hoje.


Só hoje

Esquece toda desdita.

Deixa perder-se na bruma dos tempos as más lembranças.

Apaga dolorosas recordações.

Extermina o pensamento que continua na dor.

Finda com as recordações que te afligem.

Põe termo aos sentimentos que te torturam.

Olvida.


Esqueces.

Nada mais há que possa fazer pelo que passou.

O que aconteceu não tem como ser retornado e modificado.

O passado é só lembranças.

Algo que não podemos transformar.

Que mesmo tendo deixado espinhos na carne.

Deve ser abandonado.

Segue.


Caminhas.

Trabalha teu presente.

Como sementeira.

Ara tuas veredas no bom ânimo.

Plantas agora o bem.

Só tens o hoje.

O ontem já se foi.

O amanhã ainda virá.

Silencias.


Silencias.

Frente a tanta beleza silencias;


As contrações da tua alma.


E absorve a beleza singular do momento.


Em que o Sol se põe no firmamento.


E presencia a arte divina.

Estampada num céu multicor.

E embevece tua alma em singular quadro.


Onde as nuvens se rasgam e se esgarçam.


E sentes o divino pintor da natureza.


A trabalhar mais um fim de tarde.


E vê o manto da noite invadir o céu.


Como negro véu.


Percebendo o surgimento de cada ponto luminoso.


Luzes infinitas penduradas na abóbada celeste.


Enquanto o pêndulo do relógio entoa a hora do ângelus.


E eles em coro saúdam o Arquiteto Universal.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Dobrar dos sinos.



































Ouço os sinos que dobram.


Para quem dobram os sinos?

Quem partiu?

Quem deixou seus mais preciosos tesouros?

Teria ele ou ela cá nesta vida tesouros preciosos?


Para quem dobram os sinos?

Que ouço.

Rasgando o ar com seus choros.

Informando a partida que se deu.



Quem chora ao dobrar dos sinos?

O cônjuge aliviado pela partida demorada em dor?

Os filhos que proclamam seu amor?

Os amigos de infância que nunca se separaram?

O pai, a mãe?

Enlutam-se.

Para quem os sinos dobram?

E cantam lamentos de despedidas.

E entoam canção de adeus.


Continuam a dobrar os sinos.

Como continua a vida após o seu silenciar.

Tanto para os que aqui ficaram.

Como para quem partiu desse lugar.

Quando...

Um dia...

Já não estarei aqui.

E quem te guiará os passos?

Os meus olhos já não te verão a face.

E quem te desvelará os humores?

Minhas mãos não te tocarão.

E quem te enxugará as lágrimas?

Minha voz já não será ouvida.

E que acalentará teu sono?

Meus braços não te cingirão.

E que te amparará a queda?

Um dia...

Já não estarei aqui.

E tu caminharás sozinha.

E disfarçaras teus humores.

E tuas lágrimas serão solitárias.

E teu sono será embalado pelas tuas dúvidas.

E em tuas quedas ter erguerás pelo seu esforço.

Um dia...

Já não estarei aqui.

E tu guiarás outros nos caminhos.

E velarás pelos humores dos que ama.

Enxugarás lágrimas de dores.

E acalentarás o sono dos pequeninos.

Aparando-os em suas quedas.


Um dia.

Como eu.

Já não estarás aqui.

E deixarás.

Como deixe.

Os filhos da tua alma.

Um dia.

Eu e tu.

Estaremos juntas.

E velaremos pelos que ficaram.

Unidas por nosso amor.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Resisto.




































Resisto as minhas dores.
Resisto nessa terra de horrores.
Resisto e fortaleço a idéia de ser humano.

Resisto às forças que destroçam a vida.
Resisto à fome e a miséria.
Resisto às pestilentas atmosferas de ira.

Resisto com esforço sobre humano.
Resisto a tudo que me força a ser cruel.
Resisto ao mundo banhado de fel.

Resisto à indiferença.
Resisto à resistência ao amor.
Resisto a minha dor.

Resisto.
E insisto.
E não desisto.

De seguir teus passos.
Imitar teus atos.
Nas minhas possibilidades.

Mestre amado.
Por mim tão desejado.
Jesus.

Lugar.









Cada um está no lugar certo.

Na hora certa, no momento certo.

Na posição social merecida.

Fazendo o que lhe é acertado.

Não há erros na posição em que ocupamos.

Somos co-criadores da nossa romaria.

E das nossas decisões pretéritas resulta o hoje.

Se acaso não aceitas tua posição, lutas.

Aqui, agora ou mais tarde verás teus esforços coroados.

O que não quer dizer que será aquilo que desejavas.

Pois muito dos nossos desejos nos levam a caminhos difíceis.

Que muitas vezes, preferiríamos não trilhar.

A justiça divina não falha.

E não é por acaso que ocupamos determinada função.

Ou pertencemos a essa ou aquela família.

Não há falhas. Mas, Deus em sua infinita bondade,

Nos concede através de nossos esforços a chance da mudança.

Aproveite-a enquanto estiver na caminhada da carne.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Se eu soubesse...
















Se eu soubesse...
Como a vida era curta... Teria aproveitado melhor meu tempo.
Teria viajado... Mais.
Teria experimentado... Mais.
Teria compreendido... Mais.
Teria estudado... Mais.
Teria me divertido... Mais.
Teria saboreado...Mais.
Teria dançado... Mais.
Teria conversado...Mais.
Teria sorrido...Mais.
Teria brincado...Mais.
Teria ajudado...Mais.
Teria sonhado...Mais.
Teria amado...Mais.

Se eu soubesse...
Como a vida era curta...Teria aproveitado melhor meu tempo.
Teria sido mais...Amável.
Teria sido mais...Compreensível.
Teria sido mais...Consciencioso.
Teria sido mais... Prestativo.
Teria sido mais...Brando.
Teria sido mais...Afável.
Teria sido mais...Honesto.
Teria sido mais...Caridoso.
Teria sido mais...Complacente.
Teria sido mais...Decente.
Teria sido mais... Verdadeiro.
Teria sido mais...Simpático.
Teria sido mais... Amoroso.

Se eu soubesse
Como a vida era curta... Teria aproveitado melhor meu tempo.
Desenvolvido os tesouros que carregaria comigo eternamente.
Para não chegar ao mundo espiritual como mendigo.

Silêncio.



Minha alma ouve o silêncio.

Não há mais palavras que ecoem pelas paredes.

Não há mais risos infantis.

Ou baladas em alto som para incomodarem vizinhos.

Não há festas de aniversários.

Não há amigos ao telefone.

Não há mais gritos de alegria.

Não há mais euforia juvenil.

Só silêncio.

Minha alma ouve o silêncio.

Silêncio dos filhos que se foram.

Cresceram.

Casaram.

Mudaram de casa.

Mudaram de país.

Mudaram de vida.

Só silêncio.

Minha alma ouve o silêncio.

O silêncio dos que ficaram.

Dos que ficaram para trás.

Dos que serviram de escada para crescimento alheio.

Dos que apoiaram, dos que serviram, dos que amaram.

Dos que deixaram de fazer por si para fazer pelos outros.

Só silêncio.

Minha alma ouve o silêncio.

E nesse silêncio está minha consciência.

Consciência do dever cumprido.

Do amor estendido a todos que estiveram sob meu teto.

Sob a proteção das minhas mãos.

Sob ensino dos meus lábios.

Sob meus pedidos de proteção em orações.

Só silêncio.

Minha alma ouve o silêncio.

E nesse silêncio ela repousa.

Sem culpas, sem dor, sem amargura.

Pois, estendi o meu amor a outros.

Que necessitavam sorrir.

Necessitavam de apoio.

De alguém que os abençoassem.

Silêncio.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Tantos existem...


Tanta alegria em meio a dores.

Tanta bonança em meio a horrores.

Enquanto tantos riem outros choram.

Enquanto alimentos sobra em alguns lares.

Outros o imploram.

Tanto luxo para alguns.

E miséria para milhões.

Tanta injustiça e pouco perdão.

Tantos são os felizes da vida.

Tantos mais infelizes o são.

Tantos procuram a paz.

Tão poucos a encontrarão.

Tantos vivem isolados do mundo.

Tantos soltos no mundo estão.

Os primeiros em ilhas de luxo.

Os segundos nos lixões.

Parece que não há justiça.

Que não há explicação.

Quando se vê somente uma vida.

Não se compreende a situação.

Contudo quando se olha o passado dessas almas.

Em riqueza ou aflição.

Compreende-se a Lei Divina.

A Lei do Retorno, da Prova ou da Expiação.

Quem?



































Quem me alegra e me leva pelo braço?
Quem me toca o ombro e me conduz?

Quem euforia me traz e solta o riso dos meus lábios?
Quem me leva a ser feliz?

Quem me dá a sensação de consolo e paz?
E me induz a emoção de ser afortunado.

Que ser divino me fala?
E perante sua voz a minha cala.

Quem me apazigua alma?
E finda minhas dores.

Põem fim as minhas mágoas.
E extermina meu pesar.

Quem me leva a tão doce pasto?
E me banha em tanta luz?

És Tu.
Mestre Jesus.

domingo, 2 de setembro de 2007

Como será?





Como será quando eu partir?


Haverá choro?

Ou o silêncio que acompanha os solitários?


Estarei rodeado de familiares?

Ou esquecido num abrigo para idosos?


Terei mãos amigas à toca as minhas?

Ou meus dedos procurarão em vão um apoio?


Terei plantado boas sementes e colherei bons frutos?

Ou estarei em meio a vendavais de conflitos e culpas?


Olharei em volta e só verei a escuridão?

Ou a Luz que cultivei será meu farol no novo mundo?


Lembrarei de toda a minha vida com certeza que fiz o melhor?

Ou pesará em meu coração o remorso pelo bem que não fiz?


Saberei que continuarei a jornada?

Ou não terei me dedicado às verdades espirituais e estarei em ignorância?


Estarei triste e desesperado?

Ou terei a certeza da continuação da vida?


Quem me abraçara quando fizer a passagem?

Os guias e anjos ou os amigos dos meus erros egoísticos?


Serei tragado velozmente pelo anjo da morte?

Ou serei assistido pelos amigos espirituais que angarie em vida?


Que serei eu?

Uma alma purifica pelo trabalhado aos irmãos ou corrompida pela maldade?


Com certeza serei O que pensei. O que falei. O que realizei.

Conduz-me.








Conduz-me...



Pelos precipícios escuros da minha alma.
Pelas veredas difíceis do meu orgulho.
Pelas estradas tortuosas da minha fragilidade.
Pelos caminhos espinhosos que semeei.

Conduz-me...

Entre os homens de má fé.
Entre as mulheres fúteis.
Entre os jovens irresponsáveis.
Entre os anciões sem sonhos.

Conduz-me...

Pelas ilusões da vida.
Pelos planos inatingíveis.
Pelos sonhos impossíveis.
Pelos desejos sem fim.

Conduz-me...

Para encontrar Teu caminho.
Para saber me portar sem desalinho.
Para intentar o que possa conseguir.
E desejar só a Ti.

Silencia.




Apazígua-se alma amiga ante o desencarne.

Não sabes que a vida é eterna?

Não temas é inútil esse tormento.

A vida não cessa nesse momento.

Caminha intrépida para o último ato material.

Continuaras a existir após o fim do corpo carnal.

Jamais a vida cessa!

Não estremeças nesse último instante.

Muitos irmãos a tua espera.

Muitas mãos que te ampararão.

Muitos risos com sua chegada.

Não chores alma amiga

Pelos afetos que aqui deixas.

Encontrá-lo-ás em outras eras.

O girar do universo é perfeito.

A sincronia inigualável.

O reencontro inevitável.

Por essas e outras, não te abales alma amiga.

Cede ao desejo do corpo cansando.

Abandona-o sem delongas.


E voltas para teu verdadeiro lar.